Mostrar mensagens com a etiqueta Barreiro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Barreiro. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 22 de março de 2017

23 de março - Conversa Ecologista no Barreiro – Stop ao CETA

Os Verdes vão promover amanhã, dia 23 de março, pelas 21:00h no Spill Cocktail Bar, no Barreiro, mais uma Conversa Ecologista em torno do CETA - Acordo Económico e Comercial Global entre a UE e o Canadá.

Esta conversa ecologista conta com a participação do Deputado Ecologista José Luís Ferreira e de membros da Plataforma STOP ao TTIP.


O CETA foi aprovado no passado mês de fevereiro no Parlamento Europeu, com 408 votos a favor e 254 votos contra, durante o plenário em Estrasburgo, e prevê um conjunto de medidas que poderão por em causa os serviços públicos, conferindo um poder ilimitado às empresas e nivelando as normas sociais e ambientais por baixo, atacando a capacidade de regulação dos direitos dos cidadãos por parte dos governos.

Falamos de serviços básicos como a água, a saúde, a energia, ou da proteção de dados que será apenas parcial. Desta forma, haverá previsivelmente uma sobreposição de interesses corporativos em detrimento do interesse público, tendo sido negociado durante oito anos em torno de um cerrado secretismo, sem a possibilidade de escrutínio por parte dos cidadãos e dos seus representantes eleitos, mas em estreita articulação com as multinacionais.

Os Verdes entendem que este acordo é extremamente lesivo para a Democracia e como tal têm vindo a promover várias iniciativas em torno do CETA, quer sejam iniciativas locais, como também na Assembleia da República, no sentido de alertar para os perigos que este acordo representa.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Moita, Seixal e Barreiro - É urgente fechar Almaraz - campanha do PEV estará amanhá e depois, 16 e 17 de março, no distrito de Setúbal

O Partido Ecologista Os Verdes lançou, no passado dia 9 de março, uma grande campanha para encerrar a Central Nuclear de Almaraz! Esta iniciativa visa dar oportunidade aos portugueses, nomeadamente à população que em caso de acidente seria a mais atingida, isto é a população dos concelhos fronteiriços e ribeirinhos do Tejo, de afirmar a sua vontade de que a Central Nuclear de Almaraz seja encerrada, subscrevendo um apelo nesse sentido.

Este apelo dirigido ao 1.º Ministro Português e ao Presidente do Governo Espanhol é expressado através da assinatura de dois postais que se anexa, conta já com cerca de 2 milhares de assinaturas. 

Os Verdes percorrerão agora vários concelhos dos distritos acima referidos para continuar a recolher assinaturas e, nesse sentido, estarão amanhã e depois, 16 e 17 de março, na Moita, Seixal e Barreiro, de acordo com o seguinte programa:

Quinta-feira, 16 de Março
9h00h - Moita – Mercado Municipal
11.30h – Seixal – à entrada do Centro Comercial da Amora

Sexta-feira, 17 de Março
9.00h - Barreiro – Mercado 1.º de Maio

Apareça e participe nesta campanha, subscrevendo os postais que apelam ao encerramento da Central Nuclear de Almaraz, um perigo à nossa porta.

Nuclear? Não, obrigado!

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Alterações Climáticas: uma evidência cada vez mais difícil de negar!

Susana Silva, membro da Comiss Executiva Nacional do Partido Ecologista Os Verdes e eleita na Assembleia Municipal do Barreiro, escreve no Distritonline sobre as Alterações Climáticas:

Hoje mais do que nunca as evidências científicas sobre a influência da atividade humana no sistema climático são claras e cada vez mais sentidas pelas populações.

Para além disso, há ainda consenso sobre duas questões importantes nesta matéria.

A primeira reside no reconhecimento de que as emissões de Gases com Efeito de Estufa (GEE) constituírem a principal causa do aquecimento do planeta. E a segunda é a constatação de que a manutenção dos atuais níveis de emissão de GEE provocará um aumento da temperatura global com impactes irreversíveis tanto para os seres humanos como para os ecossistemas.

Certamente que todos temos presente os impactes de fenómenos extremos, aliás, cada vez mais frequentes, como ondas de calor, cheias, fogos florestais ou secas, que mostram a vulnerabilidade dos ecossistemas às alterações climáticas.


É por isso que se torna urgente, tomar medidas sérias e efetivas para evitar o pior, para garantir o nosso próprio futuro coletivo.

Em Dezembro de 2015, na Conferência das Partes, a COP 21, chegou-se a um acordo sobre o clima, o Acordo de Paris, que entrou em vigor no passado dia 4 de novembro, tendo sido assinado por todos os países da Convenção (197) e que até hoje já foi ratificado por mais de 100 países, incluindo Portugal e os EUA.

Os Verdes consideram positivo atingir esse Acordo, pois por um lado, significa haver uma perceção e um compromisso ao nível mundial, de que as alterações climáticas são, de facto, algo para levar a sério e de que é preciso um empenho por parte de todos no combate ou, pelo menos, em minimizar este fenómeno, no entanto, por outro lado, o Acordo afigura-se extremamente frágil, porque as metas não são vinculativas; porque não estão estabelecidas condições de cumprimento dessas metas, mesmo não vinculativas, nem está garantida uma prossecução de justiça social e ambiental por via deste combate às alterações climáticas; e é frágil ainda porque está estabelecido, ou vamos continuar a assistir à implementação de um mercado de carbono, que é uma negociata que não garante, de facto, como já está provado, a redução efetiva dos gases com efeito de estufa.

A COP 22, mais uma Conferência das Partes, realizada em Marraquexe no passado mês de novembro, deveria ter-se debruçado sobre aspetos importantes no combate às alterações climáticas, nomeadamente a negociação das regras, procedimentos e orientações para a implementação do Acordo de Paris, a metodologia comum para a medição das emissões de GEE, os mecanismos de reporte de monitorização, a mobilização de fluxos financeiros para as alterações climáticas ou a questão das “perdas e danos”.

Sucede que, mais uma vez chegamos ao fim de mais uma COP com resultados muito pobres e sem grandes avanços nos assuntos mais importantes.

Urge materializar o Acordo de Paris. É urgente que o Acordo saia do papel e quanto mais depressa melhor, porque à medida que o tempo passa, a concentração de GEE na atmosfera aumenta, o que torna os esforços de redução de emissões cada vez mais exigentes e mais ambiciosos.

O Partido Ecologista Os Verdes vai manter-se atento e alerta ao anúncio que o Primeiro-ministro fez em Marraquexe, de que Portugal será neutro nas emissões de GEE até 2050, consideramos que é um compromisso que se reveste de extrema importância, mas que exige que o nosso País comece desde já a trabalhar nesse importante objetivo.

E o PEV há muito que trabalha em prol desse objetivo, pois desde sempre tem apresentado propostas na Assembleia da República que visam o combate às alterações climáticas, nomeadamente, defendendo a importância que o investimento e a promoção do uso nos transportes públicos representam nesse combate, uma efetiva aposta nas energias renováveis, a promoção da eficiência energética e numa floresta sustentável. Por proposta dos Verdes, ficaram inscritas no Orçamento do Estado para 2017, uma redução em 25% do preço do passe mensal para jovens estudantes universitários, até aos 23 anos, sem condição de recurso; dedução, em sede de IRS, de todo o valor do IVA, relativo à aquisição do passe mensal por todos os membros da família e a promoção de circuitos curtos de comercialização, com vista a estimular a produção e consumo locais.

As alterações climáticas representam um desafio global para o qual o Partido Ecologista Os Verdes há muito vem alertando, e perante o qual é urgente agir com firmeza e convicção.

Este artigo foi publicado no Distritonline no dia 5 de dezembro de 2016 e pode ser lido aqui.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

"A" de Ambiente na Constituição da República Portuguesa em mais duas escolas do Barreiro

Os Verdes prosseguem a sua campanha e levam cartoons às escolas para dar a conhecer a Constituição aos jovens. Trata-se de uma campanha que visa dar a conhecer aos jovens o direito ao Ambiente expresso na Lei Mãe da Democracia Portuguesa desde a sua 1.ª versão de 1976.

Campanha «A» de Ambiente na Constituição da República Portuguesa no Barreiro

Quarta - feira, 30 de Novembro,

08:00h - Escola Secundária de Casquilhos, Quinta de Casquilhos 
12:00h - Escola Secundária Santo André, Av. da Escola de Fuzileiros Navais

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Constituição da República Portuguesa chega ao Barreiro e à Moita

No âmbito da campanha "A" de Ambiente na Constituição da República Portuguesa, Os Verdes estarão amanhã, dia 23 de novembro, no Barreiro e na Moita:

  • às 08.00h na Escola Secundária Alfredo da Silva, Barreiro (Largo Bento Jesus Caraça)
  • às 12.00h na Escola Secundária da Moita (Largo da Juventude)

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Os Verdes estiveram hoje no Barreiro por mais e melhor saúde

Os Verdes estiveram hoje no Barreiro, solidários com os utentes do Centro Hospitalar Barreiro/Montijo, que serve os concelhos do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete, em defesa de mais investimento, mais recursos financeiros, humanos e técnicos, para uma melhor e mais eficaz prestação de cuidados de saúde às populações.







quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Transportes fluviais - Os Verdes questionaram hoje o Governo sobre a supressão de carreiras entre o Barreiro e Lisboa


Heloísa Apolónia, deputada do PEV, questionou hoje o Governo, por via do Ministério do Ambiente, sobre a supressão de ligações fluviais levada a cabo pela Transportes de Lisboa, entre Barreiro e Lisboa - em plena hora de ponta - afetando a mobilidade de milhares de utentes. A falta de trabalhadores é uma das causas. Para Os Verdes, é urgente o investimento público no setor dos transportes, pelo direito à mobilidade dos cidadãos e por um efetivo combate às alterações climáticas.

Consulte aqui a pergunta enviada hoje ao Governo.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Centro Hospitalar Barreiro-Montijo - Verdes preocupados com falta de profissionais



A deputada Heloísa Apolónia, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Saúde, sobre a falta de profissionais de saúde nas várias áreas de intervenção do Centro Hospitalar Barreiro-Montijo que levou ao encerramento de diversas valências e serviços médicos neste Centro Hospitalar, resultando numa degradação da prestação dos cuidados de saúde.

Pergunta:

Nos últimos anos, com o argumento da racionalização de meios, encerraram-se maternidades, serviços de atendimento permanentes, extensões de saúde, e diversos serviços de proximidade, pondo em causa o direito à saúde constitucionalmente consagrado.
Por outro lado, a desvalorização do trabalho dos profissionais de saúde, a desagregação das equipas, a degradação das condições de trabalho, o desinvestimento nos recursos técnicos e humanos necessários ao funcionamento de Hospitais e Centros de Saúde, o definhamento das atividades de investigação e de formação, com grande responsabilidade do anterior Governo PSD/CDS, levou à desqualificação dos serviços públicos e à desmotivação dos profissionais.
De acordo com o balanço feito pelo Ministério da Saúde, entre 2011 e 2014 saíram do Serviço Nacional de Saúde (SNS) 2194 enfermeiros, 342 técnicos de diagnóstico e terapêutica, 1863 assistentes técnicos e 3463 assistentes operacionais. Estima-se, ainda, que entre 2010 e outubro de 2015 tenham saído mais de 3100 médicos do SNS por aposentação, a maioria dos quais assistentes graduados.
Esta diminuição de profissionais, e a sua não substituição, obrigou os que ficaram a uma maior sobrecarga de trabalho, contribuindo para o desgaste dos profissionais e gerando respostas mais insatisfatórias para os utentes, que só não se revelaram mais nefastas devido ao grande profissionalismo e dedicação do pessoal de saúde.
A situação do Centro Hospitalar Barreiro-Montijo é bem um espelho do que atrás foi relatado. Várias situações têm sido denunciadas pelos profissionais de saúde e utentes do Hospital do Barreiro, não só individualmente mas também através das associações que os representam.
Como exemplos mais recentes pode-se relembrar, em Abril de 2015, a demissão em bloco por parte dos Enfermeiros Chefes de Equipa do Serviço de Urgência, em que denunciavam a falta de condições de trabalho e a sobrelotação existentes no serviço; em Agosto de 2015, a entrega ao Conselho de Administração, por elementos do Serviço de Pediatria, de um abaixo-assinado onde alertavam para a falta de médicos, principalmente no período noturno, o que compromete a qualidade da assistência dada pelos Pediatras do Serviço de Urgência; e, já este ano, assistimos à demissão do Diretor do Serviço de Oncologia, denunciando a falta de condições em que se trabalha e atende os utentes num serviço de tão grande importância para a vida das pessoas.
Várias valências foram perdendo médicos especialistas, nomeadamente: Gastroenterologia – tinham 4 e agora tem 1; Dermatologia – tinham 4 e agora tem 1 a tempo parcial; Ginecologia – saíram 2; Anatomia Patológica – tinham 4 e agora tem 1; Hematologia – tinha 1 e agora já não tem; Imagiologia – os profissionais encontravam-se a tempo inteiro e agora estão a tempo parcial; Cirurgia Plástica – tinham 3 e agora tem 2; Unidade de Cuidados Intensivos – tinha 6 e agora tem 3; Anestesiologia – a insuficiência de Anestesistas tem levado ao cancelamento de várias cirurgias programadas. Existem ainda falhas nas especialidades de Ortopedia, Medicina Interna e Pedopsiquiatria, sendo que para esta última o encaminhamento é feito para o Hospital Garcia de Orta, também já sobrelotado.
Nada foi feito para melhorar a situação do Hospital do Barreiro, assistindo-se a um progressivo agravamento da sua situação e à degradação da prestação dos cuidados de saúde. Passou-se mais um Inverno a assistir à sobrelotação dos Serviços de Urgência Geral e Urgência Pediátrica do Hospital do Barreiro, com horas de espera que chegaram frequentemente às 12 e às 8 horas, respetivamente.
A par destes acontecimentos foram-se verificando várias situações de encerramento do Serviço de Obstetrícia, por falta de médicos para o assegurar - mais recentemente, em Março, com a necessidade de encaminhamento de grávidas para outros hospitais.
Também no Hospital do Montijo a situação degrada-se com evidência. Apesar do crescimento do concelho, foram sendo retiradas valências, serviços e profissionais de saúde. Medidas que foram delapidando os serviços, o atendimento, a oferta, o que veio afastar os doentes para outros hospitais, manobras cujo objetivo era atingir os rácios para justificar o encerramento do serviço de urgências.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito ao Senhor Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, para que o Ministério da Saúde me possa prestar os seguintes esclarecimentos:

1. Como avalia o governo as situações atrás relatadas referentes ao Centro Hospitalar Barreiro-Montijo?
2. Pondera o Governo proceder à contratação de mais profissionais de saúde nas várias áreas de intervenção do Centro Hospitalar? Se sim, quando prevê concretizar essa medida?
3. Pondera o Governo proceder à reposição de valências e serviços que têm vindo a ser retirados ao Centro Hospitalar Barreiro-Montijo, para que este possa responder às necessidades da população?
4. Que perspetiva tem o Governo para o futuro do Centro Hospitalar Barreiro-Montijo, por forma a privilegiar a sua diferenciação e a garantia de cumprimento do seu papel no desenvolvimento da região, bem como de direitos das populações?

O Grupo Parlamentar “Os Verdes” 
Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
(T: 213919 642 - F: 213917424 – TM: 910 836 123   imprensa.verdes@pev.parlamento.pt)
www.osverdes.pt 
Lisboa, 29 de junho de 2016

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Sto António da Charneca – Barreiro - Verdes querem saber porque ficou a Unidade de Saúde Familiar sem telefone



A deputada Heloísa Apolónia, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Saúde sobre a impossibilidade de acesso telefónico à USF de Sto António da Charneca, durante um mês, o que causou enormes dificuldades de marcação de consultas, tratamentos e pedidos de informação por parte dos utentes que na sua maioria são idosos e que vivem a uma distância significativa do centro de saúde, implicando a deslocação aos serviços e, simultaneamente, impedido o acesso aos cuidados de saúde por parte de quem não conseguiu assegurar essa deslocação.

Pergunta:

A Assembleia da Freguesia de Sto António da Charneca, concelho do Barreiro, denunciou, junto da Assembleia da República, a grave situação que se verificou na Unidade de Saúde Familiar (USF) daquela freguesia, com o corte ou avaria do serviço telefónico. Com efeito, durante um mês, ficou vedado o acesso telefónico àquela unidade de saúde, o que causou enormes dificuldades de marcação de consultas, tratamentos e pedidos de informação por parte dos utentes.
Tendo em conta que a maioria dos utentes, que necessitam daqueles serviços de saúde com regularidade, são idosos e que vivem a uma distância significativa do centro de saúde, a situação tomou proporções bastante graves, implicando a deslocação aos serviços e, simultaneamente, impedido o acesso aos cuidados de saúde por parte de quem não conseguiu assegurar essa deslocação.
Mais, muitos outros utentes trabalham fora do próprio concelho e não conseguem, em virtude do seu horário de funcionamento, fazer marcação de consultas e outros cuidados de saúde sem ser por via telefónica.
A situação tornou-se insustentável, durante o mês em que se verificou a falha telefónica, e o que importa garantir é que não voltará a suceder tamanho transtorno, que resulta numa impossibilidade de assegurar o devido direito à saúde aos cidadãos.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito ao Senhor Presidente da Assembleia da república que remeta ao Ministério da Saúde a presente Pergunta, de modo a que me sejam prestados os seguintes esclarecimentos:

1.A que se deveu a impossibilidade de acesso telefónico à USF de Sto António da Charneca, durante um mês?
2.Como garantir que tal impedimento não volta a suceder, tendo em conta o que dele resulta em termos de dificuldade de marcação de consultas e tratamentos naquela unidade de saúde?
3.Que visão tem o Governo sobre a necessidade de melhoria da qualidade dos serviços na unidade de saúde em causa?

O Grupo Parlamentar “Os Verdes” 
Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
(T: 213919 642 - F: 213917424 – TM: 910 836 123   imprensa.verdes@pev.parlamento.pt)
www.osverdes.pt

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Encontro Regional da CDU - Intervenção de Susana Silva




Encontro Regional CDU Setúbal
Barreiro, Auditório Augusto Cabrita, 30 de Abril de 2016

Boa tarde a todos,

Em nome do Partido Ecologista «Os Verdes», começo por saudar o Partido Comunista Português e a Associação Intervenção Democrática, nossos parceiros na CDU.
Quero igualmente saudar todos os militantes e simpatizantes que, com todo o seu empenho e dedicação, promovem o projecto político da CDU, divulgam as nossas propostas e valorizam o trabalho dos nossos eleitos.

Este ano assinalamos os 40 anos da Constituição da República Portuguesa, e há dias comemorámos mais um 25 de Abril.

O Poder Local Democrático, foi uma das conquistas de Abril que permitiu as maiores transformações na vida política, ambiental, social, económica, e cultural das realidades locais no nosso país.

Por sua vez, a CDU e o seu projecto autárquico, são uma referência inquestionável nesse processo de transformação. O Trabalho, a Honestidade e a Competência são marcas que caracterizam a gestão CDU e a acção dos nossos eleitos nas autarquias locais. Em maioria ou em minoria nos órgãos autárquicos, os eleitos da CDU desenvolvem um trabalho que é reconhecido pelas populações e que prestigia o Poder Local Democrático.

Ao longo dos anos o Poder Local tem estado sujeito a sucessivos ataques, mas talvez nenhum terá desrespeitado tanto a sua autonomia como o anterior Governo PSD/CDS.

De entre tantas medidas, algumas impostas, destaco a Lei das Finanças Locais, a Extinção de Freguesias, a Lei dos Compromissos, ou a Lei das Competências, que representam graves ataques ao Poder Local Democrático.

Foram e são medidas que vieram colocar em causa a democracia participativa, a relação de proximidade entre o cidadão eleitor e o cidadão eleito, e comprometeram os meios ao dispor das autarquias.

No caso da extinção das freguesias, esta gravosa medida veio significar a eliminação de milhares de eleitos autárquicos, um maior afastamento entre eleitos e eleitores, maiores dificuldades na resposta aos problemas e anseios das populações, desvirtuamento do papel e função das freguesias na organização do poder local, entre outras perdas. Tudo isto com o pretexto da obrigatoriedade de cumprir o memorando de entendimento com a Troika e da suposta redução da despesa do Estado.

Aliás, os números demonstram que a redução de eleitos não representou qualquer poupança em sede de Orçamento de Estado: se em 2012 o peso das 4.260 Freguesias existentes no país era de 0,097% do Orçamento de Estado, em 2014, após a reorganização, o peso das 3.092 Freguesias, passou a ser de 0,105% do Orçamento de Estado, o que vem provar o que os eleitos da CDU sempre defenderam, ou seja, que a reforma administrativa imposta pelo anterior Governo sem ter em consideração a opinião das freguesias e das populações, em nada resolveu – antes agravou – os principais problemas com que se confrontam as freguesias.

A CDU sempre valorizou o Poder Local Democrático, respeitando a sua autonomia e aprofundando os princípios constitucionais, defendendo que este deve ser dotado dos recursos adequados para o desenvolvimento das suas atribuições e competências, que visem a melhoria da qualidade de vida das populações e o desenvolvimento ambiental, social, económico, e cultural a nível local.

Por isso, a CDU reafirma a exigência de reposição das freguesias extintas contra a vontade das populações e dos respetivos órgãos autárquicos.

Mas como todos sabemos, não foram só as freguesias que foram extintas sob a batuta do anterior Governo. Foram também extintos muitos outros serviços públicos, como os CTT, entretanto privatizados, centros de saúde, tribunais, serviços de finanças, num cego processo de reconfiguração do Estado, mas que apenas serviu para reduzir trabalhadores, concentrar e centralizar serviços públicos.

Sucessivas políticas que tiveram sérias consequências no Distrito de Setúbal e que, infelizmente, se acentuam: a degradação do Serviço Nacional de Saúde e dos hospitais da península pela falta de profissionais de saúde, a redução de valências, a falta de resposta dos centros de saúde, o elevado número de utentes sem médico de família, as horas intermináveis de espera e as condições indescritíveis dos serviços de urgência; a falta de condições nas escolas, várias no nosso distrito são verdadeiros estaleiros de obras já degradados, perigando os professores, estudantes e auxiliares de educação.

Também na área dos resíduos o anterior Governo PSD/CDS conseguiu o seu objetivo, o de entregar os serviços públicos de resíduos aos grupos privados.

Vendeu a Empresa Geral do Fomento (EGF), detentora do capital maioritário da AMARSUL, ao consórcio liderado pela SUMA/Mota-Engil, que constituiu um negócio escandaloso e que criou um monopólio privado de resíduos sem paralelo na Europa, com gravíssimas consequências e perigos para o ambiente e a saúde.

E chegados à governança maioritária da empresa, a SUMA quer já fazer seus os lucros da gestão de um sistema que todos nós temos contribuído ao longo dos anos para construir.

A AMARSUL – Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos, S.A. é o sistema multimunicipal que era detido maioritariamente pela EGF (51%) e pelos municípios (49%), à semelhança do que acontecia no resto do país. Esta empresa foi pensada, criada e projetada como pública e assente no claro princípio de que a gestão do serviço público cabe aos representantes eleitos pelas populações.

Também o processo que conduziu à extinção da SIMARSUL – Sistema Integrado Multimunicipal de Águas Residuais da Península de Setúbal, por sua integração na Águas de Lisboa e Vale do Tejo, foi promovido com clara objeção dos municípios, que viram desvalorizados e desrespeitados o empenho e imenso trabalho que ao longo de décadas promoveram na infraestruturação do país.

Os autarcas da CDU sempre consideraram que a alienação da EGF, à semelhança da reestruturação do setor das águas, constituíram processos para os quais não existiu mandato democrático, com graves reflexos na qualidade de vida das populações e que, face a uma nova correlação de forças, urge reverter.

A CDU sempre defendeu a gestão pública da água, recurso essencial à vida, necessariamente concebido como um direito e não como uma mercadoria ou negócio.

A CDU defende também a gestão pública dos serviços e das estruturas da recolha e tratamento dos resíduos sólidos e das águas residuais.

Outra das medidas penalizadoras para as autarquias imposta pelo anterior Governo foi a descentralização de competências, que instituiu um processo de delegação de competências a concretizar através de contratos interadministrativos a celebrar com as autarquias que aderissem em áreas de grande complexidade (educação, saúde, segurança social e cultura), mas que se veio a revelar incompatível com a autonomia do poder local e com a defesa das funções sociais do Estado.

O que o anterior Governo pretendia era uma total desresponsabilização, transferindo para as autarquias, sem meios nem financiamento acrescidos, funções que cabem ao Estado Central.

Era mais uma forma de abrir totalmente o caminho à privatização dos serviços nestas áreas fundamentais.

Também no que se refere às políticas nacionais de mobilidade, nomeadamente o regime jurídico de transporte público de passageiros, a CDU sempre denunciou as consequências nefastas para o país que daí adviriam, designadamente os impactos negativos decorrentes da transferência de competências para as autarquias sem que mais uma vez não se tenha previsto um modelo financeiro de suporte associado, o que iria representar o aumento do custo para os utentes, o que sempre rejeitámos.

E falando de transportes públicos não podia deixar de valorizar aqui todo o esforço que a autarquia do Barreiro tem feito em prol dos Transportes Colectivos do Barreiro, para que estes se mantenham públicos e ao serviço da população do Barreiro e brevemente também da Moita. Um esforço constante que tem dado frutos, pois segundo o relatório de Sustentabilidade, Actividade e Prestação de Contas 2015 dos TCB, estes registaram durante o ano de 2015 um resultado líquido positivo de 450 mil euros, uma redução da dívida em 285 mil euros, tendo transportado mais de 8,7 milhões de passageiros.
Ainda segundo o relatório, e apoiado num estudo técnico foi possível avaliar o ganho para o Barreiro, por existirem os TCB. De acordo com os resultados, em 2015, por cada € investido, houve uma externalidade positiva de 23€, e por cada passageiro transportado, uma externalidade positiva de 1€.

Este é de facto um exemplo de como a gestão pública pode e faz melhor, com excelentes resultados e acima de tudo, sempre numa perspectiva de promoção da qualidade de vida das populações.

Não só através de uma rede eficiente de transportes, mas melhor ordenamento e gestão do território far-se-ão, também, e necessariamente cada vez mais, por operações de requalificação, e reabilitação urbanas, como tal, devem ser adoptadas políticas que promovam a conservação, reabilitação, requalificação e regeneração urbanas. Nesse sentido a CDU tem vindo a definir Áreas de Reabilitação Urbana (ARU’S), que constitui mais um importante passo para um devido ordenamento do território.

Defendemos uma estratégia integrada para a melhoria da qualidade de vida no distrito de Setúbal, consubstanciada num plano de desenvolvimento económico, social, ambiental e cultural da região que possa dar resposta às necessidades, aspirações e anseios das populações.

Para nós, Partido Ecologista “Os Verdes”, a CDU, pelo trabalho realizado, pela sua coerência, pelo prestígio que granjeou na gestão autárquica, é a força política melhor colocada para mobilizar as populações em torno das grandes causas do desenvolvimento económico local e regional, e a única capaz de ter um papel determinante na promoção e defesa da qualidade de vida, da qualidade do ambiente e do equilíbrio ecológico local, contra as alterações climáticas, em favor do ordenamento do território e de soluções de mobilidade amigas do ambiente.

Apesar de todos os ataques ao Poder Local Democrático, através de políticas de sucessivos Governos que em larga escala têm vindo a asfixiar as autarquias, numa clara ingerência, que como vimos, vão desde o incumprimento da Lei das Finanças Locais, à não permissão de contratação de trabalhadores, no distrito de Setúbal, a CDU fez e vai continuar a fazer obra, através da capacidade dos nossos eleitos e eleitas de reinventar novas formas de gestão.

Trabalhamos e lutamos com as populações, construindo um futuro melhor, sem imposições, escutando, numa verdadeira política de proximidade e de participação pública.

Todos os dias os eleitos e eleitas da CDU, fazem acontecer Abril.

Companheiros e Amigos,
Este foi mais um encontro de provas dadas e de futuro pensado e reflectido com as populações e para as populações.

Aprovámos hoje uma resolução que contém as propostas de trabalho para a 2ª metade do nosso mandato autárquico.
Não há dúvidas que a cada encontro realizado saímos mais reforçados, decidimos em conjunto uma luta futura e constante, e o Partido Ecologista «Os Verdes» reafirma também o seu empenho nesta luta e no reforço do projeto da CDU. E mais uma vez vamos enfrentar um confronto eleitoral para as eleições às autarquias locais com muita confiança na melhor escolha das populações – a Coligação Democrática Unitária.

Viva o Poder Local Democrático!
Viva o distrito de Setúbal!
Viva a CDU!

sexta-feira, 25 de março de 2016

Os Verdes questionam o Governo sobre atraso na obtenção de licenças para ambulâncias de emergência




O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através doMinistério da Saúde e Ministério da Administração Interna, sobre atraso na obtenção de licenças para legalizar ambulâncias para prestar serviço de socorro pré-hospitalar, levando a que esteja assim parada uma Ambulância deEmergência da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste adquirida no ano de 2014.

Pergunta:

O socorro pré-hospitalar é imprescindível para salvar vidas e salvaguardar outras, este é assegurado essencialmente por Associações Humanitárias de Bombeiros, utilizando veículos designados por Ambulância de Emergência, no âmbito do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM). Desta forma, as ambulâncias são consideradas bens ao serviço da utilidade pública.
Ao adquirir uma ambulância nova, a Associação adquirente terá que solicitar uma inspeção ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), para obter o Certificado de Vistoria do INEM e seguidamente o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) procederá à emissão, após a respetiva inspeção, da Licença de Transporte de Doentes.
Ora, os Verdes tiveram conhecimento, através de uma denúncia, que a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste adquiriu no ano de 2014, uma Ambulância de Emergência com vista a reforçar o socorro à população. De acordo com a legislação, então, em vigor, precisamente a 5 de Agosto, a referida Associação solicitou ao INEM a habitual inspeção para obter o Certificado de Vistoria, que foi concedido apenas no inicio do ano de 2015, devido a uma inconformidade das letras identificativas da Ambulância, o que acabou por ser provado estarem dentro dos parâmetros legalmente definidos.
Depois de obtido o certificado, a Associação realizou junto do IMT as respetivas diligências para obter a Licença de Transporte de Doentes. Sucede que até à presente data esta licença não foi atribuída, sendo que o IMT indica que aambulância não está conforme o novo Regulamento de Transportes de Doentes, que entrou em vigor no dia 16 de dezembro de 2014, data posterior à qual foi iniciado o processo de legalização da Ambulância para exercer o Serviço de Emergência.
A Ambulância está assim parada uma vez que não obteve a respetiva Licença, diminuindo de certa forma a operacionalidade deste Corpo de Bombeiros no SIEM, pondo até mesmo em causa o Socorro Pré-Hospitalar em acidentes multi-vítimas.
Os Verdes reforçam a necessidade de aclarar a legislação relativa ao socorro pré-hospitalar, evitando desta forma situações que contribuam para que viaturas novas não estejam operacionais administrativamente e para que as alterações legais não afetem processos já a decorrer.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a Sua Excelência O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, para que me seja prestada a seguinte informação:

1. O Governo tem conhecimento de que existem meios de socorro parados, devido aarrastamento de processos durante meses para obtenções de licenças?
2. Considerando que o Certificado de Vistoria do INEM carece de uma vistoria ao nível de carga e de meios de identificação da Ambulância (letras, símbolos), de que forma a inspeção do IMT pode colocar em causa a vistoria do INEM, entrando em conflito com a mesma e colocando em causa o Certificado de uma Entidade competente?
3. Os processos de licenciamento de ambulâncias, iniciados antes da data de 15 de Dezembro de 2014, que até à presente data ainda não estão concluídos, estão abrangidos pelo novo Regulamento de Transporte de Doentes?
4. Está prevista a alteração dos prazos de atribuição deste Certificado e desta Licença, de modo a minorar a falha de uma viatura de socorro?

O Grupo Parlamentar Os Verdes 
O Gabinete de Imprensa de Os Verdes
T: 213 919 642 - F: 213 917 424 – TM: 910 836 123 - imprensa.verdes@pev.parlamento.pt
25 de março de 2016

sexta-feira, 11 de março de 2016

Demissão no serviço de oncologia do Hospital do Barreiro motiva pergunta de Os Verdes na Assembleia da República



A Deputada Heloísa Apolónia, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Saúde, sobre a demissão do diretor do serviço de oncologia do Hospital do Barreiroque alega degradação do serviço prestado aos doentes por falta de meios e recursos humanos.

Pergunta:

Segundo veio a público, o diretor do serviço de oncologia do Hospital do Barreiro demitiu-se, depois de ter estado anos a chamar a atenção para os vários episódios que aproximaram os serviços de uma rutura e para o agravamento da situação que gerou muitas vezes incapacidade de resposta às necessidades dos doentes, nomeadamente nas consultas de decisão terapêutica.

Esta demissão alega dificuldades significativas no funcionamento do serviço de oncologia, para o que concorre em grande medida a falta de recursos humanos especializados. Faltam médicos especialistas, saíram dois, que faziam falta no serviço, e assim se manteve a carência de pessoal. Para além disso, dos cinco especialistas (número insuficiente) tem-se verificado uma rotatividade, um ‘entra e sai’, que não gera a estabilidade relevante para os próprios doentes.

Ao longo dos anos, e perante estas situações, a administração do Centro-Hospitalar não tomou medidas para colmatar essas graves carências, o que levou a que a prestação de cuidados de saúde aos doentes oncológicos fosse ficando cada vez mais comprometida. A gravidade da continuada degradação do serviço em causa, merece-nos a procura de esclarecimentos junto do Governo.

Assim, o Grupo Parlamentar Os Verdes solicita ao Senhor Presidente da Assembleia da República que, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, remeta a presente Pergunta ao Ministério da Saúde, para que me possam ser prestados os seguintes esclarecimentos:

  1. Confirma que o diretor do serviço de oncologia do Hospital do Barreiro se demitiu pelas razões acima expostas?
  2. Que avaliação faz o Ministério do serviço de oncologia do hospital do Barreiro?
  3. Que diligências pensa o Governo tomar, no sentido de garantir que o serviço de oncologia daquele hospital tem o número de médicos especialistas necessário ao funcionamento adequado do serviço, o mesmo é dizer à resposta eficaz prestada aos doentes?
  4. Como será resolvida a situação da demissão do diretor de serviço que, segundo foi tornado público, deixou os doentes muito preocupados?

O Grupo Parlamentar Os Verdes 
O Gabinete de Imprensa de Os Verdes
T: 213 919 642 - F: 213 917 424 – TM: 917 462 769 - imprensa.verdes@pev.parlamento.pt
11 de março de 2016 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Dificuldades no acesso à saúde no Barreiro – PEV questiona Governo e entrega pergunta no Parlamento



A Deputada Heloísa Apolónia, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Saúde, sobre as dificuldades no acesso à saúde com que se veem confrontadas as populações da Freguesia de Palhais e Coina e da Cidade Sol, Vila Chã e Santo António da Charneca, concelho do Barreiro.

As dificuldades sentidas prendem-se com o encerramento do Posto de Saúde de Palhais e o horário de funcionamento reduzido da Unidade de Saúde de Coina, por falta de recursos humanos e, também, com a necessidade de requalificação do meio envolvente da Unidade de Saúde Familiar de Santo António da Charneca.

Pergunta

O Serviço Nacional de Saúde assumiu-se como uma das maiores conquistas do povo português, com a implementação da democracia. Afigura-se como dever do Estado assegurar a cobertura racional e eficiente de todo o país, em termos de recursos humanos e unidades de saúde, cumprindo desta forma o consagrado na Constituição da República Portuguesa.

O encerramento de serviços, a concentração de valências, a diminuição de horários de funcionamento das unidades de saúde, a falta de profissionais de saúde, têm levado a uma degradação do SNS, pondo, muitas vezes, em causa o direito à saúde. Assim é o cenário vivido na freguesia de Palhais e Coina, em que a dura realidade das suas populações é ver vedado e condicionado o acesso ao serviço público de saúde, através do encerramento do posto de saúde de Palhais, devido à falta de meios humanos, neste caso de pessoal médico, e também pelo funcionamento da unidade de saúde de Coina, na qual, devido às inconstâncias na prestação de cuidados primários durante o período de verão, foi colocado um aviso de que a unidade de saúde estaria encerrada durante esse período. Atualmente abre duas vezes por semana, dois meios dias, por não haver recursos médicos e administrativos.

É absolutamente essencial e estruturante, para a continuidade do SNS, colmatar a carência generalizada de meios humanos, que a nível nacional têm resultado numa degradação da prestação de cuidados de saúde, situação com que hoje as populações da freguesia de Palhais e Coina se vêm confrontadas. Também de referir que há muito que a área envolvente da Unidade de Saúde Familiar de Santo António da Charneca carece de uma profunda requalificação, para que as populações da Cidade Sol, Vila Chã e Santo António da Charneca, possam ter melhores acessos e condições sanitárias junto à USF.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito ao Senhor Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, para que o Ministério da Saúde me possa prestar os seguintes esclarecimentos:
1 – O Governo tem conhecimento da atual situação preocupante vivida pelas populações das freguesias de Palhais e Coina, no que diz respeito à garantia da qualidade e manutenção dos serviços públicos de saúde?
2 – Quando prevê o Governo dotar o posto de saúde de Palhais e a Unidade de Saúde de Coina dos recursos humanos necessários ao seu devido funcionamento e reabertura (no caso do posto de saúde de Palhais)?
3 – Relativamente à Unidade de Saúde Familiar de Santo António da Charneca, quando prevê o Governo proceder à requalificação do meio envolvente desta USF, no sentido de que possam ser asseguradas as devidas condições de acesso da população à mesma?

O Grupo Parlamentar Os Verdes
O Gabinete de Imprensa de Os Verdes
T: 213 919 642 - F: 213 917 424 – TM: 917 462 769 - imprensa.verdes@pev.parlamento.pt
www.osverdes.pt
11 de fevereiro de 2016

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Cumprimento de legislação de segurança na Soflusa - Transtejo motiva pergunta dos Verdes ao Governo



O Deputado José Luís Ferreira do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, sobre o Cumprimento de legislação de segurança na Soflusa - Transtejo.

Pergunta:

Com a entrada em vigor, no dia 1 de janeiro de 2016, da lei baseada na Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar (Safety of Life at Sea – SOLAS) que obriga a instalar nos navios balsas pneumáticas para emergências poderemos estar na eminência de ver o transporte de passageiros, no rio Tejo, ficar paralisado.

O Conselho de Administração da Transtejo – Soflusa, com o intuito de “poupar alguns euros” nas manutenções, mandou retirar todas as balsas e os berços onde são instaladas, trocando este material original por material antigo de outras embarcações, balsas de fibra de vidro. Segundo informações recolhidas as balsas originais foram vendidas, sendo necessário recolocar estes meios de salvamento.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exª O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte pergunta, para que o Ministério do Planeamento e das infraestruturas possa prestar os seguintes esclarecimentos:
1 – Foi um bom ato de gestão a retirada das balsas originais e a sua venda, dado que as mesmas cumprem os requisitos da legislação que entra em vigor no dia um janeiro de 2016?
2 – Por quanto é que foi vendido este material de salvamento e quanto é que irá custar a compra do novo material?
3 – Pode o Conselho de Administração assegurar que no dia um janeiro de 2016 todos os barcos estarão equipados, cumprindo a legislação e que o transporte de passageiros no rio Tejo não será afetado?

O Gabinete de Imprensa de Os Verdes
T: 213 919 642 - F: 213 917 424 – TM: 917 462 769-  imprensa.verdes@pev.parlamento.pt
Lisboa, 28 de Dezembro de 2015

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Hospital do Barreiro-“Os Verdes” querem esclarecimentos sobre encerramento do serviço de urgências por incapacidade de resposta

A Deputada Heloísa Apolónia, do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Saúdesobre oencerramento no serviço de urgências no Hospital do Barreiro, por falta de capacidade de resposta. 
   
O PEV adianta que hoje, na Assembleia da República, num debate sobre políticas de saúde, também o Deputado ecologista José Luís Ferreira questionou diretamente o Ministro da Saúde sobre este assunto, uma pergunta que ficou sem resposta. A intervenção do Deputado do PEV pode ser vista em https://www.youtube.com/watch?v=JFQkLIoo5ok&list=UU7tb-ilNxqZVUl3QREU6M0Q.  
   
Pergunta:

Segundo um comunicado do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, no passado dia 29 de Setembro, o Serviço de Urgências (SU) do Hospital do Barreiro, integrado no Centro Hospitalar Barreiro/Montijo E.P.E. (CHBM), excedeu outra vez a sua capacidade de resposta às necessidades de internamento da população, tendo recusado o internamento de doentes, assumindo a sua incapacidade de receber mais utentes devido a sobrelotação e, mais uma vez, fechou portas.

Ainda segundo o Sindicato, esta situação caótica (de incapacidade de internamentos necessários) mantém-se devido à imposição, por parte do Ministério da Saúde, da redução do número de camas no CHBM, que é também sobremaneira agravada pela carência de enfermeiros no SU.

Grave é também o facto de não ser a primeira vez que o SU do CHBM se vê obrigado a fechar as portas, por falta de capacidade de resposta e de recursos, situações que recorrentemente têm vindo a ser denunciadas pelos próprios enfermeiros do SU, que se veem incapazes de assegurar turnos de 16 horas consecutivas por períodos que chegam a ultrapassar os 15 dias, estando muitos à beira da exaustão.

A elevada afluência de doentes a este serviço e a gestão irrefletida de recursos humanos, designadamente de enfermeiros, colocam todos os utentes e profissionais em risco, situação que só não é ainda mais grave devido ao esforço, empenho, profissionalismo e dedicação que os profissionais empregam na prestação dos cuidados de saúde. O Grupo Parlamentar Os Verdes considera esta situação inadmissível e extremamente grave, resultando num claro ataque ao direito à saúde das populações, assim como uma degradação das condições laborais dos profissionais, que veem as suas condições de trabalho deterioradas dia após dia.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exa A Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, para que o Ministério da Saúde me possa prestar os seguintes esclarecimentos:

1 – Tem o Ministério da Saúde conhecimento desta situação de rutura iminente do Serviço de Urgência do Hospital do Barreiro?
2- Que avaliação faz da situação acima descrita?
3 –Para quando prevê esse Ministério o reforço dos profissionais de saúde, nomeadamente das equipas médicas e de enfermagem?
4 - Para quando prevê também o reforço de camas de internamento, a fim de se evitar o amontoado de macas que se tem verificado no referido serviço de urgências?
5 – Tem o Ministério da Saúde conhecimento que o Conselho de Administração do CHBM ameaça despedir os enfermeiros subcontratados?
6 – Que diligências tenciona levar a cabo esse Ministério para contrariar essa situação?

O Grupo Parlamentar “Os Verdes”,
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
(T: 213919 642 - F: 213 917 424 – TM: 917 462 769 -  imprensa.verdes@pev.parlamento.pt)
www.osverdes.pt
Lisboa, 3 de Outubro de 2014