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quarta-feira, 28 de março de 2018

Postais que Pedem Encerramento da Central Nuclear de Almaraz Chegam ao Governo

O Partido Ecologista Os Verdes entregou hoje cerca de 5 000 postais, assinados pelas populações dos concelhos fronteiriços e ribeirinhos do Tejo, nomeadamente dos distritos de Castelo Branco, Portalegre, Santarém, Setúbal e Lisboa, pedindo o encerramento da central nuclear de Almaraz. A voz das populações chegou assim, pela mão de Os Verdes, ao governo!


Estes postais decorrem de uma campanha lançada pelo PEV, que recolheu um amplo apoio das populações destes concelhos, que, tal como Os Verdes, consideram que a central nuclear de Almaraz representa um perigo real para o nosso país, tanto mais que esta já ultrapassou, em mais de 10 anos, o prazo previsto de funcionamento.

Esta entrega foi feita ao Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, tendo contado com a presença de 3 elementos do Partido Verde Europeu, para quem a luta pela desnuclearização na Europa é também um combate importante.


Os Verdes irão agora entregar um outro conjunto de postais, assinados na mesma campanha, dirigidos ao chefe do governo espanhol, na Embaixada de Espanha em Portugal.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Moita, Seixal e Barreiro - É urgente fechar Almaraz - campanha do PEV estará amanhá e depois, 16 e 17 de março, no distrito de Setúbal

O Partido Ecologista Os Verdes lançou, no passado dia 9 de março, uma grande campanha para encerrar a Central Nuclear de Almaraz! Esta iniciativa visa dar oportunidade aos portugueses, nomeadamente à população que em caso de acidente seria a mais atingida, isto é a população dos concelhos fronteiriços e ribeirinhos do Tejo, de afirmar a sua vontade de que a Central Nuclear de Almaraz seja encerrada, subscrevendo um apelo nesse sentido.

Este apelo dirigido ao 1.º Ministro Português e ao Presidente do Governo Espanhol é expressado através da assinatura de dois postais que se anexa, conta já com cerca de 2 milhares de assinaturas. 

Os Verdes percorrerão agora vários concelhos dos distritos acima referidos para continuar a recolher assinaturas e, nesse sentido, estarão amanhã e depois, 16 e 17 de março, na Moita, Seixal e Barreiro, de acordo com o seguinte programa:

Quinta-feira, 16 de Março
9h00h - Moita – Mercado Municipal
11.30h – Seixal – à entrada do Centro Comercial da Amora

Sexta-feira, 17 de Março
9.00h - Barreiro – Mercado 1.º de Maio

Apareça e participe nesta campanha, subscrevendo os postais que apelam ao encerramento da Central Nuclear de Almaraz, um perigo à nossa porta.

Nuclear? Não, obrigado!

quarta-feira, 8 de março de 2017

Os Verdes desencadeiam campanha para encerrar Almaraz - ação em Almada

O Partido Ecologista Os Verdes lança amanhã, 9 de março, uma grande campanha para encerrar a Central Nuclear de Almaraz! 

Esta iniciativa visa dar oportunidade aos portugueses, nomeadamente à população que em caso de acidente seria a mais atingida, isto é a população dos concelhos fronteiriços e ribeirinhos do Tejo, de afirmar a sua vontade de que a Central Nuclear de Almaraz seja encerrada, subscrevendo um apelo nesse sentido.

Este apelo dirigido ao 1.º Ministro Português e ao Presidente do Governo Espanhol é expressado através da assinatura de dois postais.


A recolha destas assinaturas é lançada publicamente, amanhã 5.ª-feira, pelas 11 horas, simultaneamente nos cinco Distritos Ribeirinhos do Tejo: Castelo Branco, Portalegre, Santarém, Lisboa e Setúbal (Almada), contando com a presença de dirigentes nacionais do PEV.

Castelo Branco – Mercado Municipal – com a presença dos dirigentes nacionais Ema Gomes e Miguel Martins;

Portalegre – Rossio – Portalegre – Com a presença dos dirigentes nacionais Manuela Cunha e João Gordo;

Santarém – Frente ao W Shopping - Com a presença dos dirigentes nacionais Sónia Colaço e Francisco Madeira Lopes;

Lisboa – Cais do Sodré (Saída da estação do Metro) - Com a presença da deputada Heloísa Apolónia e da dirigente nacional Cláudia Madeira;

Almada – Praça do Movimento das Forças Armadas- Com a presença dos dirigentes nacionais Susana Silva e Victor Cavaco.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Não vamos permanecer indiferentes!

Jorge Taylor, dirigente do Partido Ecologista Os Verdes, escreve no Distritonline sobre a Central Nuclear de Almaraz: "Não vamos permanecer indiferentes!"


O Novo Ano chegou e é hora de fazermos balanços, as notícias recentes ou não, dão-nos conta da crise económica, dos momentos de necessidade que os portugueses têm passado, das preocupações ambientais, da estratégia em busca de soluções, pois, é preciso encontrar saídas para os nossos problemas e/ou apreensões. Nem, tão pouco, vamos permanecer indiferentes perante o que acontece ou está para acontecer.

Movidos por um sentimento de luta e de instabilidade procuramos sentir outros ventos e pode ser que 2017, para o bem ou para o mal, nos dê respostas para as nossas inquietações.

A Central Nuclear de Almaraz é uma das nossas preocupações a nível ambiental.

Trata-se da mais antiga central de Espanha, está obsoleta, com prazo técnico e tecnológico expirado, e ainda em atividade, devia ter fechado em 2010, e como tal, exige-se, o seu encerramento e o seu desmantelamento.

É uma central perigosa e o governo espanhol prolongou o seu funcionamento alargando a licença de atividade por mais 10 anos, ou seja, até 2020.

São cada vez mais as vozes que delatam os riscos associados a uma central fora de prazo, que já sofreu imensas avarias devido a problemas técnicos e deficiências no funcionamento, que por sinal, nunca foram muito bem clarificados.

Situada, a 100 km da fronteira portuguesa, a central nuclear, que, para além, de usar as águas do Rio tejo para a sua refrigeração, em caso de um acidente será um problema grave para Portugal, uma vez que, a radioatividade não conhece fronteiras e pode ser transmitia quer, através da água, quer pelo ar, devastando a sua biodiversidade. Tornando-se numa ameaça e num risco iminente.

Os sucessivos governos portugueses têm fechado os olhos a este problema, não se “intrometendo” nas decisões do estado espanhol, e com esta passividade estão a contribuir para o prolongamento da vida desta central espanhola.

Soube-se, entretanto, que o Governo espanhol deu luz verde à construção de um armazém para resíduos nucleares na central de Almaraz, através de uma resolução da Direção-Geral de Política Energética e Minas do Ministério da Energia.

Este projeto do consórcio que explora esta central nuclear, e que integra a Endesa e a Iberdrola, leva-nos a acreditar que estão a prepararem-se para alargar o período de funcionamento da central de Almaraz, uma vez que os tanques onde atualmente são armazenados os combustíveis usados nos reatores expiram em 2019, pretendendo-se, assim, que este armazém de resíduos fique construído até 2018.

Perante esta situação, o senhor Ministro do Ambiente informou, que a confirmar-se, que o Governo espanhol tomou mesmo a decisão de licenciar a construção do armazém de resíduos nucleares em Almaraz, não participará na reunião agendada para o dia 12 deste mês, porque, segundo o Ministro Matos Fernandes, não iria aprovar uma decisão que Espanha já tomou, incumprindo uma diretiva comunitária.

Nesta senda, nós, PEV – Partido Ecologista “Os Verdes” apelamos para que o Governo português seja mais pro-activo, no que toca a esta matéria, e pugne pelo cumprimento da Resolução da Assembleia da República nº 107/2016, que recomenda ao Governo português intervenção junto do Governo espanhol para o encerramento da central nuclear de Almaraz.

O Governo português deve manifestar a sua total oposição à construção deste armazém de resíduos e combustíveis da central nuclear, e afirmar que os reatores nucleares de Almaraz já ultrapassaram o seu prazo de validade há vários anos.

Neste contexto, é pertinente recordar, ainda, que, nos termos do acordo de Madrid, celebrado entre o Portugal e Espanha, em fevereiro de 2008, Portugal tem uma palavra ativa no que se refere à Central Nuclear de Almaraz, porque no âmbito de impactos transfronteiriços temos direito a uma efetiva participação no processo decisório.

O legado do desastre nuclear de Fukushima de 2011 não deve ser esquecido, deve servir como experiência para a segurança nuclear em todo o mundo. Tudo deve ser feito para impedir que um acidente como este ocorra novamente.

Os graves acidentes nucleares não são história do passado, mas sim algo bem presente que todos temos a responsabilidade de temer e de agir.

Todos nós sabemos que o nuclear não é uma energia limpa nem segura, por isso temos o direito de reclamar por uma vida mais segura!

O PEV – Partido Ecologista “Os Verdes”, que há mais de 30 anos insiste nesta luta, continuará empenhado, na Assembleia da República e fora dela, pelo fim gradual da energia nuclear e pelo encerramento da central nuclear de Almaraz.

Este artigo foi publicado no Distritonline a 7 de janeiro de 2017.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Central Nuclear de Almazar é ameaça para Portugal

Heloísa Apolónia fez hoje, no Parlamento, uma declaração política sobre a ameaça que consiste a obsoleta Central Nuclear de Almaraz, junto à fronteira com Portugal, e o prolongamento do seu funcionamento. Compete ao Governo português defender os interesses dos seus cidadãos e, por isso, a brandura e passividade dos sucessivos governos quanto ao caso Almaraz são inaceitáveis. Portugal tem direito a uma palavra ativa em relação a esta situação e a uma efetiva participação num processo decisório e o povo está decidido a lutar pela salvaguarda do património natural, livre de ameaças nucleares.

"Os Verdes, que há mais de 30 anos persistem nesta luta, continuarão empenhados pelo fim progressivo da energia nuclear e pelo encerramento em concreto da Central Nuclear de Almaraz"