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sábado, 18 de janeiro de 2020

José Luís Ferreira, Deputado de Os Verdes, esteve no Barreiro

O Deputado de Os Verdes José Luís Ferreira, juntamente com dirigentes e activistas do PEV participou hoje, 18 de janeiro, no Barreiro, na sessão pública promovida pela Comissão de Utentes de Serviços Públicos, para debater várias questões relacionadas com os serviços públicos.
O debate decorreu na Colectividade "Chinquilho - Sempre Fixe" no Barreiro.




quinta-feira, 2 de abril de 2015

PEV questiona Governo sobre o Serviço Local de Ação Social da Baixa da Banheira

A Deputada Heloísa Apolónia, do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, sobre o Serviço Local de Ação Social, da Baixa da Banheira.
  
Pergunta:

O Grupo Parlamentar Os Verdes tomou conhecimento que o Governo tenciona efetuar uma reorganização dos Serviços de Segurança Social, que implicará o encerramento do Serviço Local de Ação Social da Baixa da Banheira.

O Serviço Local de Ação Social da Baixa da Banheira do Centro Distrital de Setúbal da Segurança Social está instalado num edifício da Segurança Social, sito na Estrada Nacional nº 11, 200, r/c, na Baixa da Banheira, tendo sido submetido, em 2005, a obras de adaptação aos objetivos em causa, preparado para prestar um serviço bastante necessário à população, culminando na sua inauguração e abertura ao público em 2012.

O Governo, em resposta à Pergunta nº 712/XII/1ª que o PEV colocou sobre as referidas instalações, informou que aquelas “estão modernizadas e dotadas de condições de capacidade e conforto adequadas à instalação de um balção multisserviços (BMS) gerido pela Agência para a Modernização Administrativa (AMA), para servir a área da freguesia da Baixa da Banheira (…) e que para além dos serviços habitualmente prestados pela segurança social, incluindo um gabinete para atendimento de ação social, irão ser prestados cerca de 70 serviços de 10 entidades diferentes“.

Este Serviço Local de Ação Social da Baixa da Banheira regista uma elevada afluência da população aos serviços habitualmente prestados pela segurança social, apresentando também índices elevados de satisfação pela população devido à sua proximidade, comodidade e rapidez.

O encerramento deste Serviço Local de Ação Social da Baixa da Banheira representaria, pois, um claro prejuízo para os banheirenses e, simultaneamente, sobrecarregaria o Serviço Local de Ação Social do Barreiro que já está sobrelotado e que não consegue dar uma resposta adequada à população que atualmente já serve.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exª A Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, para que o Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, me possa prestar os seguintes esclarecimentos:

1- Qual a razão que levou o atual Governo a proceder à abertura do Serviço Local de Ação Social da Baixa da Banheira em 2012?

2- Onde está o prometido balcão multisserviços (BMS) gerido pela Agência para a Modernização Administrativa (AMA), com cerca de 70 serviços e 10 entidades distintas, nestas instalações da Baixa da Banheira?

3- Confirma o Governo a decisão de proceder ao encerramento do Serviço Local de Ação Social da Baixa da Banheira, após quase 3 anos de funcionamento?

4- Se sim, quais as razões invocadas para o encerramento do Serviço Local de Ação Social da Baixa da Banheira?

5- Qual a verba que foi gasta para a realização das obras de adaptação e modernização das instalações, que culminaram com a abertura dos serviços em 2012?

6- Qual o benefício que o Governo considera que resultou da abertura desses serviços para a população da Baixa da Banheira?

O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
(T: 213919 642 - F: 213 917 424 – imprensa.verdes@pev.parlamento.pt)
www.osverdes.pt 
Lisboa, 2 de abril de 2015

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Em defesa dos serviços públicos

Opinião|Em defesa dos serviços públicos

Há já vários anos que vimos assistindo a uma saga contra a prestação de serviços pelo sector público do Estado, com a respectiva entrega, ou intenção disso, ao sector privado.
Nada escapa: distribuição de electricidade, cuidados de saúde, educação, água, saneamento, resíduos, telecomunicações, serviços postais.
Os argumentos utilizados pelos sucessivos governos PSD e PS (com ou sem CDS/PP) são sempre os mesmos. Umas vezes é porque o Estado não tem vocação para gerir, outras vezes porque é preciso criar concorrência para que os preços baixem, ou ainda porque é necessário dar sustentabilidade económica e financeira ao sector.
Ora todos estes argumentos, bem sabemos, se têm revelado falsos.
O Estado tem-se revelado mau gestor, quando os altos cargos dessa gestão são entregues, pelos Governos, propositadamente a incompetentes ou, pior que isso, a competentes com orientações para criarem cenários negativos e assim desacreditarem a gestão pública. Tivemos até o caso caricato do sector energético onde, não estando o Estado (o nosso) capacitado para gerir, se vendeu a uma empresa de outro Estado (neste caso o chinês), pelos vistos considerado com capacidade para tal.
O Estado é mau gestor, quando os Governos assumem criar dificuldades aos municípios e às freguesias, dificultando-lhes por essa via a continuação da prestação de serviços de qualidade. É o que acontece quando os obriga a reduzir pessoal, quando impõem limitações à contratação de pessoal, quando lhes aumenta os impostos e as contribuições para a Segurança Social e para a ADSE ou quando não cumprem com a Lei da Finanças Locais.
Quanto à descida de preços provocada pela privatização de serviços, ainda está por aparecer o primeiro caso em que tal tenha acontecido. Pelo contrário, os portugueses têm sentido nos bolsos o contínuo aumento de preços e sabem bem que, aquilo que devia ser concorrência, tem dado a lugar subidas e “arranjinhos” de preços, com a passividade das Entidades Reguladoras, que era suposto actuarem precisamente na salvaguarda destas situações e na defesa do interesse público.
Já no que respeita à questão da sustentabilidade económica e financeira, deve perguntar-se se é este o único tipo de sustentabilidade que importa assegurar.
Então e a sustentabilidade social? E a sustentabilidade ambiental? E a sustentabilidade política?
É especialmente neste argumento se mais se manifestam as diferenças entre os que defendem os interesses dos grandes grupos económicos, não só nacionais mas, muitas vezes estrangeiros, e aqueles que põe, acima de tudo, a defesa dos interesses da população em geral, os interesses do país.
Os interesses do sector privado são naturalmente a maximização do lucro e o aumento do património dos seus accionistas/sócios. Os serviços públicos não podem estar sujeitos a esta lógica.
O sector privado já tem muito com que se entreter (e devia até entreter-se mais) com outros sectores de actividade. Mas compreendemos bem como os serviços públicos são tão apetecíveis. Pouca ou nenhuma concorrência e mercado garantido por clientes/consumidores (especialmente os com menos recursos) sem alternativas. Que mais se pode querer?
E também todos sabemos como é vantajoso para um Governo não ter de assumir as suas responsabilidades políticas quando algo corre mal. Pode sempre dizer-se que não se tem nada a ver com o que se passa, porque se trata de um problema dos privados. Ainda recentemente ouvimos, a propósito da Portugal Telecom.
O nosso entendimento é diferente. Entendemos que a prestação e o controlo dos serviços públicos devem estar concentrados no Estado. A bem das populações, a bem do ambiente, a bem da economia, a bem da qualidade, a bem da transparência.
A gestão dos serviços públicos deve estar sujeita ao escrutínio das populações.
A região de Setúbal não tem ficado, naturalmente, imune aos desvarios que os Governos têm praticado em matéria de serviços públicos. 
Devemos por isso continuar na defesa:
– De um sistema público de educação e ensino dotado dos meios necessários à concretização do direito à educação e à igualdade de oportunidades de acesso e sucesso educativos, a todos os portugueses e a todos os níveis de ensino;
– De um Sistema Nacional de Saúde, geral, universal e gratuito. Na região de Setúbal deve existir uma rede de Entidades Públicas prestadoras de cuidados de saúde de qualidade, capazes de garantir a proximidade da prestação, a diferenciação técnica e a adequada integração dos vários níveis de cuidados, de forma a assegurar os direitos da população;
– Da continuação dos serviços postais na esfera pública. Não faz sentido que serviços que têm muitas vezes um carácter de sigilo pessoal (correio, pagamento de pensões, contratação e movimentação de poupanças aplicadas em produtos financeiros do Estado, etc.) e que, em muitos casos, se encontram a funcionar em instalações e com pessoal das Juntas de Freguesia, sejam prestados por privados;
– Da gestão pública da água, enquanto bem essencial à vida. A nossa dependência de água de qualidade não pode estar sujeita à óptica do lucro máximo.
Na nossa região acabam de ser premiados com a atribuição do selo de “Qualidade Exemplar de Água para Consumo Público” as Câmaras Municipais de Almada, Alcácer do Sal, Barreiro, Moita e Seixal. Este selo destina-se a premiar casos portugueses de referência na qualidade dos serviços de abastecimento público de água, saneamento de águas residuais urbanas e gestão de resíduos urbanos, contribuindo para a melhoria de qualidade de vida dos cidadãos;
– Do regresso ao controlo do sector público de serviços de electricidade e telecomunicações que entretanto, foram entregues ao sector privado.
– Da manutenção, no sector público, da Empresa de Gestão de Fomento (EGF), que detém a maioria do capital na AMARSUL, que gere o sistema (que começou por ser intermunicipal) de limpeza, recolha e tratamento de resíduos urbanos na Península de Setúbal.
– Da manutenção da SIMARSUL, empresa que gere o sistema de saneamento de águas residuais “em alta” da Península de Setúbal, na esfera pública, sem integrar a estratégia governamental de fusão, verticalização e concessão ou sub-concessões dos sistemas geridos pelo grupo Águas de Portugal.
Artigo de opinião de Afonso Luz, Dirigente nacional de “Os Verdes” e Eleito na Assembleia Municipal de Setúbal, publicado aqui