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quinta-feira, 14 de junho de 2018

Moita - Verdes Exigem a Construção do Pavilhão Desportivo da Escola Secundária da Baixa da Banheira

A Deputada Heloísa Apolónia, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Educação sobre a falta de condições para a prática desportiva na Escola Secundária da Baixa da Banheira, concelho da Moita, que aguarda por um pavilhão desportivo há, precisamente, 40 anos. 

Pergunta:

A Escola Secundária da Baixa da Banheira (ESBB) celebrou os 40 anos de existência e funcionamento, juntando alunos e ex-alunos, professores e ex-professores, funcionários e ex-funcionários, para além de um conjunto significativo de entidades e agentes locais, demonstrando uma relação próxima com a comunidade, bem como os laços que intemporalmente marcam quem passou por aquela escola.

O trabalho desenvolvido pela comunidade escolar da ESBB é de saudar vivamente, com resultados muito positivos, designadamente, na motivação de muitos alunos para prosseguirem os estudos, para não desistirem da escolaridade, para obterem as ferramentas necessárias para melhores oportunidades na vida profissional, quando as vivências e muitas vezes as dificuldades económicas das famílias os puxam cedo para o mercado de trabalho. Esse mérito deveria ser amplamente reconhecido, mas, ao invés, o Ministério da Educação fornece números e dados que permitem a elaboração de rankings que levam à estigmatização de alunos e professores e que em nada contribuem para a melhoria das escolas e das condições necessárias ao desenvolvimento de um bom trabalho escolar. São números e dados que escondem realidades diversas e que escamoteiam que, por exemplo, na ESBB (apresentada como a última do ranking) os alunos que prosseguiram para o ensino superior no ano letivo passado entraram todos na primeira opção, com a exceção de um que entrou na segunda opção. São bons indicadores, que acabam por ser desvalorizados por números brutos e impessoais. Na ESBB é percetível que se trabalham competências e afetos e isso deve ser amplamente valorizado, porque comporta resultados bastante positivos.

Mas, quando falamos de desigualdades, até nas condições proporcionadas para as aprendizagens, é importante que o Ministério da Educação tenha a consciência que a ESBB aguarda por um pavilhão desportivo há, precisamente, 40 anos. Há 40 anos! Curiosamente, na resposta à Pergunta nº 486/XIII, que o PEV remeteu ao Governo, justamente sobre o pavilhão desportivo da ESBB, o Ministério da Educação respondeu que as infraestruturas para a prática desportiva nas escolas são essenciais para «o sucesso escolar». 

Ora, por tudo o que já ficou referido, redobra-se a responsabilidade do Ministério da Educação na garantia de um pavilhão desportivo na ESBB. Face à Pergunta colocada pelo PEV, o Ministério da Educação acrescentou que «desenvolverá esforços que permitam modernizar as instalações da Escola Secundária da Baixa da Banheira, dotando-a das estruturas necessárias à boa execução do seu projeto educativo». Os Verdes pretendem, contudo, respostas mais concretas por parte do Ministério da Educação.


Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito ao Senhor Presidente da Assembleia da República que remeta a presente Pergunta ao Ministério da Educação, de modo a que seja prestada a seguinte informação:

1. Vai este Ministério da Educação garantir a construção de um pavilhão desportivo na ESBB?

2. Que passos vão ser dados nesse sentido?

3. Quais os prazos previstos para o início da construção dessa infraestrutura para a prática desportiva?

4. Quando poderá a ESBB contar com um pavilhão desportivo em funcionamento?

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Verdes querem saber origem da morte de aves junto ao Rio da Moita

A Deputada Heloísa Apolónia, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério do Ambiente, sobre o aparecimento de várias aves mortas na confluência do Rio da Moita com a Caldeira da Moita, junto ao Largo da Feira, na Moita.


Pergunta:

A confluência do Rio da Moita com a Caldeira da Moita, junto ao Largo da Feira, foi palco de aparecimento de várias aves mortas.
Segundo os relatos da população, a água que costuma correr na vala real na Moita deu lugar a um líquido azulado, cujo cheiro se revelava insuportável, desconhecendo-se a sua origem, composição, consequências para a saúde e para os ecossistemas, e, portanto, não se sabendo se este facto pode estar relacionado com a mortandade de animais referida. Sabe-se que a Guarda Nacional Republicana da Moita e o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), da GNR terão sido informados desta situação.

A Câmara Municipal da Moita procedeu, no início do mês de julho, a diversas diligências junto das entidades competentes, nomeadamente o Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente da GNR, da Divisão de Alimentação Veterinária de Setúbal, da Direção de Serviços de Alimentação e Veterinária da Região de Lisboa e Vale do Tejo, tendo também mandado efetuar análises diretamente ao Laboratório Pró Qualidade (LPQ), para procurar encontrar a razão da morte de aves.

No final do mês de agosto a autarquia, fruto das diligências tomadas, recebeu uma informação técnica do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, referindo que o botulismo poderia estar na origem da morte de vários exemplares de aves na confluência do Rio da Moita com a Caldeira da Moita. Trata-se de uma doença de natureza tóxica que decorre da ingestão de uma toxina e que é agravada pelas condições meteorológicas (calor e seca) que se arrastam há vários meses, a qual afeta sobretudo aves. Entretanto, as análises subsequentes parece que, não vieram a revelar qualquer indício de contaminação que ameace a vida das aves ou de outros animais.

A verdade é que não é a primeira vez que aparecem aves mortas no local referido e, por isso, deve haver um cuidado especial de análise e de compreensão do problema, sobretudo para detetar com rigor a sua causa e para evitar que volte a suceder. 

(foto: Susel Costa)

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito ao Senhor Presidente da Assembleia da República que remeta a seguinte pergunta ao Ministério do Ambiente, para que este possa prestar os seguintes esclarecimentos:

1 – Que conhecimento teve o Governo sobre a morte de aves na confluência do Rio da Moita com a Caldeira da Moita?

2 – Quais foram as causas detetadas para aquelas ocorrências? Confirma-se ter-se tratado de botulismo ou é possível que tenha tido origem nalguma descarga poluente escorrendo do rio da Moita?

3 – Pode o Governo garantir que, face aos relatos da população, esta situação não tem consequências, também, para a saúde humana?

4 – Que diligências foram entretanto tomadas para resolver a situação e para evitar ocorrências futuras?

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Iniciativas CDU em Setúbal, Almada e Moita

Nos próximos dias serão várias as iniciativas da CDU no distrito de Setúbal. Marca na tua agenda, participa e vem dar mais força à CDU nos vários concelhos!

Setúbal

No próximo dia 5 de maio, sexta-feira, pelas 18:00h, vão ser apresentados os primeiros candidatos da CDU aos órgãos autárquicos no concelho de Setúbal. Esta iniciativa irá decorrer no Largo da Ribeira Velha e contará com a participação de José Luís Ferreira, membro da Comissão Executiva Nacional do PEV.


Almada

No dia 6, sábado, pelas 14:30h vai ter lugar no Auditório da Escola Secundária António da Costa, o Encontro Concelhio da CDU de Almada. Apelamos à participação de todos os companheiros e eleitos do PEV, neste que será um encontro de balanço do trabalho da CDU no concelho de Almada, bem como, de perspectiva da acção futura para as eleições autárquicas de 2017. Esta iniciativa conta com a participação de Susana Silva, membro da Comissão Executiva Nacional do PEV. 


Moita

Também no dia 6 de maio, sábado, pelas 15:00h vai ter lugar no Clube Recreativo Sport Chinquilho Arroteense, o Encontro Concelhio da CDU da Moita. Apelamos à participação de todos os companheiros e eleitos do PEV, neste que será um encontro de balanço do trabalho da CDU no concelho da Moita, bem como, de perspectiva da acção futura para as eleições autárquicas de 2017. Esta iniciativa conta com a participação de Afonso Luz, membro da Comissão Executiva Nacional do PEV.


segunda-feira, 1 de maio de 2017

Moita - Intervenção de Susana Silva na iniciativa CDU

Susana Silva, dirigente de Os Verdes, esteve na iniciativa de ontem, 30 de abril, de apresentação dos cabeças de lista da CDU aos órgãos autárquicos do concelho da Moita, com a seguinte intervenção:


As primeiras palavras para em nome da Direção do PEV, saudar as restantes forças políticas que integram a CDU.

Uma saudação muito especial a todos os candidatos que hoje apresentamos nesta iniciativa, e que vão continuar no próximo mandato a dar corpo e sentido a este grande espaço de intervenção, a esta grande força política que é a Coligação Democrática Unitária.

Saudar ainda todos os homens e mulheres que durante este mandato e aqui no concelho da Moita, dedicaram muito do seu tempo, na defesa dos interesses das populações e na procura incansável de respostas para os seus problemas, preocupações e anseios.

Um trabalho e uma dedicação sem quaisquer interesses pessoais, tendo Abril como referência e sobretudo, um trabalho que vem reafirmar e cimentar as ideias de marca que caracterizam a gestão CDU: trabalho, honestidade e competência.

Companheiros e Amigos,

Numa altura em que comemoramos mais um aniversário do 25 de abril, e a poucas horas do 1º de Maio, importa recordar que o Poder Local Democrático é também uma conquista de Abril.
Uma conquista importante e absolutamente decisiva para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, para as dinâmicas locais e para o desenvolvimento do país.

Leia aqui a intervenção completa de Susana Silva.
Leia aqui mais informação sobre os candidatos CDU na Moita.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Iniciativas CDU em Palmela, Seixal e Moita

Nos próximos dias serão várias as iniciativas da CDU no distrito de Setúbal. Marca na tua agenda, participa e vem dar mais força à CDU nos vários concelhos - Palmela, Seixal e Moita!

Palmela

Hoje, dia 28 de abril, sexta-feira, pelas 21:00h, vão ser apresentados os primeiros candidatos da CDU à Câmara Municipal e Assembleia Municipal de Palmela. Esta iniciativa irá decorrer na Biblioteca Municipal de Palmela e contará com a participação de Fernanda Pésinho, membro da Comissão Executiva Nacional do PEV.


Seixal

No dia 29, sábado, pelas 16:00h vão ser apresentados os primeiros candidatos da CDU à Câmara Municipal e Assembleia Municipal do Seixal. Esta iniciativa irá decorrer na Sociedade Filarmónica Operária Amorense e contará com a participação de Susana Silva, membro da Comissão Executiva Nacional do PEV.


Moita

No dia 30 de abril, domingo, pelas 15:30h vão ser apresentados os primeiros candidatos da CDU à Câmara Municipal e Assembleia Municipal da Moita.  Esta iniciativa irá decorrer no Salão dos Bombeiros Voluntários da Moita e contará, mais uma vez, com a participação de Susana Silva, membro da Comissão Executiva Nacional do PEV.


terça-feira, 25 de abril de 2017

Moita - Conversa Ecologista "A" de Ambiente na Constituição da República Portuguesa

No sábado passado, dia 22 de abril, realizou-se na Moita, mais uma Conversa Ecologista - “A” de Ambiente na Constituição da República Portuguesa.

Foi uma "Conversa" com muita participação e interesse de todos os presentes, e onde se realçou a importância do debate em torno das questões do Ambiente e da promoção do conhecimento da Lei Mãe da democracia portuguesa.

Foi, ainda, inaugurada a exposição de Cartoons, que retrata o Estado do Ambiente em Portugal, da autoria do Arq. Telmo Quadros.











terça-feira, 18 de abril de 2017

Moita - Conversa Ecologista - "A" de Ambiente na Constituição da República Portuguesa

No próximo sábado, dia 22 de Abril, pelas 16h, Os Verdes promovem na Moita, na Biblioteca Municipal, mais uma Conversa Ecologista.

O tema desta conversa será o “A” de Ambiente na Constituição da República Portuguesa e o objetivo é dar a conhecer os direitos e deveres ambientais consagrados na Constituição da República e o que levou a que, em 1976, o texto Constitucional integrasse, de forma tão inovadora, única e exemplar, tanto a nível da Europa como do mundo, esta matéria.

Esta Conversa Ecologista contará com a participação de Manuela Cunha, membro da Comissão Executiva Nacional do PEV e de Jorge Taylor, dirigente do PEV e membro do Coletivo Regional da Moita.

Teremos também a inauguração de uma exposição de cartoons, da autoria do arquiteto Telmo Quadros, que reflete o estado do Ambiente, 40 anos depois de aprovada a Constituição da República Portuguesa.

Pelo direito a um ambiente saudável e pelo dever de o defender, contamos contigo!

quarta-feira, 15 de março de 2017

Moita, Seixal e Barreiro - É urgente fechar Almaraz - campanha do PEV estará amanhá e depois, 16 e 17 de março, no distrito de Setúbal

O Partido Ecologista Os Verdes lançou, no passado dia 9 de março, uma grande campanha para encerrar a Central Nuclear de Almaraz! Esta iniciativa visa dar oportunidade aos portugueses, nomeadamente à população que em caso de acidente seria a mais atingida, isto é a população dos concelhos fronteiriços e ribeirinhos do Tejo, de afirmar a sua vontade de que a Central Nuclear de Almaraz seja encerrada, subscrevendo um apelo nesse sentido.

Este apelo dirigido ao 1.º Ministro Português e ao Presidente do Governo Espanhol é expressado através da assinatura de dois postais que se anexa, conta já com cerca de 2 milhares de assinaturas. 

Os Verdes percorrerão agora vários concelhos dos distritos acima referidos para continuar a recolher assinaturas e, nesse sentido, estarão amanhã e depois, 16 e 17 de março, na Moita, Seixal e Barreiro, de acordo com o seguinte programa:

Quinta-feira, 16 de Março
9h00h - Moita – Mercado Municipal
11.30h – Seixal – à entrada do Centro Comercial da Amora

Sexta-feira, 17 de Março
9.00h - Barreiro – Mercado 1.º de Maio

Apareça e participe nesta campanha, subscrevendo os postais que apelam ao encerramento da Central Nuclear de Almaraz, um perigo à nossa porta.

Nuclear? Não, obrigado!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Não vamos permanecer indiferentes!

Jorge Taylor, dirigente do Partido Ecologista Os Verdes, escreve no Distritonline sobre a Central Nuclear de Almaraz: "Não vamos permanecer indiferentes!"


O Novo Ano chegou e é hora de fazermos balanços, as notícias recentes ou não, dão-nos conta da crise económica, dos momentos de necessidade que os portugueses têm passado, das preocupações ambientais, da estratégia em busca de soluções, pois, é preciso encontrar saídas para os nossos problemas e/ou apreensões. Nem, tão pouco, vamos permanecer indiferentes perante o que acontece ou está para acontecer.

Movidos por um sentimento de luta e de instabilidade procuramos sentir outros ventos e pode ser que 2017, para o bem ou para o mal, nos dê respostas para as nossas inquietações.

A Central Nuclear de Almaraz é uma das nossas preocupações a nível ambiental.

Trata-se da mais antiga central de Espanha, está obsoleta, com prazo técnico e tecnológico expirado, e ainda em atividade, devia ter fechado em 2010, e como tal, exige-se, o seu encerramento e o seu desmantelamento.

É uma central perigosa e o governo espanhol prolongou o seu funcionamento alargando a licença de atividade por mais 10 anos, ou seja, até 2020.

São cada vez mais as vozes que delatam os riscos associados a uma central fora de prazo, que já sofreu imensas avarias devido a problemas técnicos e deficiências no funcionamento, que por sinal, nunca foram muito bem clarificados.

Situada, a 100 km da fronteira portuguesa, a central nuclear, que, para além, de usar as águas do Rio tejo para a sua refrigeração, em caso de um acidente será um problema grave para Portugal, uma vez que, a radioatividade não conhece fronteiras e pode ser transmitia quer, através da água, quer pelo ar, devastando a sua biodiversidade. Tornando-se numa ameaça e num risco iminente.

Os sucessivos governos portugueses têm fechado os olhos a este problema, não se “intrometendo” nas decisões do estado espanhol, e com esta passividade estão a contribuir para o prolongamento da vida desta central espanhola.

Soube-se, entretanto, que o Governo espanhol deu luz verde à construção de um armazém para resíduos nucleares na central de Almaraz, através de uma resolução da Direção-Geral de Política Energética e Minas do Ministério da Energia.

Este projeto do consórcio que explora esta central nuclear, e que integra a Endesa e a Iberdrola, leva-nos a acreditar que estão a prepararem-se para alargar o período de funcionamento da central de Almaraz, uma vez que os tanques onde atualmente são armazenados os combustíveis usados nos reatores expiram em 2019, pretendendo-se, assim, que este armazém de resíduos fique construído até 2018.

Perante esta situação, o senhor Ministro do Ambiente informou, que a confirmar-se, que o Governo espanhol tomou mesmo a decisão de licenciar a construção do armazém de resíduos nucleares em Almaraz, não participará na reunião agendada para o dia 12 deste mês, porque, segundo o Ministro Matos Fernandes, não iria aprovar uma decisão que Espanha já tomou, incumprindo uma diretiva comunitária.

Nesta senda, nós, PEV – Partido Ecologista “Os Verdes” apelamos para que o Governo português seja mais pro-activo, no que toca a esta matéria, e pugne pelo cumprimento da Resolução da Assembleia da República nº 107/2016, que recomenda ao Governo português intervenção junto do Governo espanhol para o encerramento da central nuclear de Almaraz.

O Governo português deve manifestar a sua total oposição à construção deste armazém de resíduos e combustíveis da central nuclear, e afirmar que os reatores nucleares de Almaraz já ultrapassaram o seu prazo de validade há vários anos.

Neste contexto, é pertinente recordar, ainda, que, nos termos do acordo de Madrid, celebrado entre o Portugal e Espanha, em fevereiro de 2008, Portugal tem uma palavra ativa no que se refere à Central Nuclear de Almaraz, porque no âmbito de impactos transfronteiriços temos direito a uma efetiva participação no processo decisório.

O legado do desastre nuclear de Fukushima de 2011 não deve ser esquecido, deve servir como experiência para a segurança nuclear em todo o mundo. Tudo deve ser feito para impedir que um acidente como este ocorra novamente.

Os graves acidentes nucleares não são história do passado, mas sim algo bem presente que todos temos a responsabilidade de temer e de agir.

Todos nós sabemos que o nuclear não é uma energia limpa nem segura, por isso temos o direito de reclamar por uma vida mais segura!

O PEV – Partido Ecologista “Os Verdes”, que há mais de 30 anos insiste nesta luta, continuará empenhado, na Assembleia da República e fora dela, pelo fim gradual da energia nuclear e pelo encerramento da central nuclear de Almaraz.

Este artigo foi publicado no Distritonline a 7 de janeiro de 2017.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Os Verdes questionam o Governo sobre o mau funcionamento do Centro de Saúde da Baixa da Banheira, Moita

A Deputada Heloísa Apolónia, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Saúde, sobre as condições precárias de funcionamento do Centro de saúde da Baixa da Banheira, essencialmente pela falta de médicos.

Pergunta:

Os utentes do centro de saúde da Baixa da Banheira têm razões de sobra para desesperar! O sistema de marcação de consultas ainda os obriga a ir, de madrugada, formar fila para a porta do centro de saúde, muitas vezes em vão, por não conseguirem aceder a uma vaga.

Esta situação decorre sobretudo da falta de médicos – na prática, muitas vezes não se encontram mais do que três ou quatro médicos no centro de saúde, para atender necessidades de uma população que representa um universo de aproximadamente 25 000 utentes. Dos catorze lugares do quadro, só nove se encontram preenchidos e, destes nove, cinco médicos encontram-se em baixa de longa duração. Quando se colocam os períodos de compensação por trabalho ao fim de semana, ou férias, ou necessidades de formação, o número de médicos ainda é mais escasso.

Para além desta notória falta de recursos humanos, o centro de saúde da Baixa da Banheira encontra-se a funcionar num edifício nada apropriado, como já por diversas vezes os Verdes retrataram na Assembleia da República. O Governo já anunciou a intenção de construção de um novo centro de saúde na Baixa da Banheira. Mas os banheirenses precisam de mais do que um anúncio – precisam das mais certas garantias de que a situação será concretizada e de prazos para a execução do anúncio.

Assim, face ao que ficou exposto, o Grupo Parlamentar Os Verdes solicita ao Senhor Presidente da Assembleia da República que remeta a presente Pergunta ao Ministério da Saúde, para que nos seja prestada a seguinte informação:

1. Para quando a construção do novo centro de saúde na Baixa da Banheira?
2. Que procedimentos já foram e serão efetuados para o efeito, e qual a calendarização desses procedimentos?

3. Que medidas urgentes, vai o Ministério da Saúde tomar, no sentido de resolver a insuportável e inaceitável falta de médicos no centro de saúde da Baixa da Banheira?

4. Considera o Ministério que é digno de um país civilizado, em pleno século XXI, que os utentes ainda tenham que formar fila de noite ou de madrugada para conseguir uma consulta, e, quantas vezes, em vão? Esta situação requer uma contratação urgente de pessoal médico, e não se compagina com mais delongas.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Constituição da República Portuguesa chega ao Barreiro e à Moita

No âmbito da campanha "A" de Ambiente na Constituição da República Portuguesa, Os Verdes estarão amanhã, dia 23 de novembro, no Barreiro e na Moita:

  • às 08.00h na Escola Secundária Alfredo da Silva, Barreiro (Largo Bento Jesus Caraça)
  • às 12.00h na Escola Secundária da Moita (Largo da Juventude)

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Moita - Baixa da Banheira e Vale da Amoreira - Verdes reclamam alargamento do passe social intermodal

A Deputada Heloísa Apolónia, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério do Ambiente, sobre o motivo pelo qual os operadores de transportes coletivos, públicos e privados, rodoviários e
ferroviários, que operam nas localidades da Baixa da Banheira e do Vale da Amoreira, concelho da Moita, não permitem a utilização do Passe Social Intermodal (L123):

1- Qual o motivo para que os operadores de transportes coletivos, públicos e privados, rodoviários e ferroviários, que operam nas localidades da Baixa da Banheira e do Vale da Amoreira, não permitam a utilização do Passe Social Intermodal (L123)?

2 - Equaciona o Governo diligências junto dos Transportes Sul do Tejo (TST) e da CP - Linha do Sado com vista a fazer cumprir o alargamento do Passe Social Intermodal (L123) à totalidade do território da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira?

Leia aqui o texto completo da pergunta enviada por Heloísa Apolónia ao Ministério do Ambiente

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Os Verdes estiveram hoje no Barreiro por mais e melhor saúde

Os Verdes estiveram hoje no Barreiro, solidários com os utentes do Centro Hospitalar Barreiro/Montijo, que serve os concelhos do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete, em defesa de mais investimento, mais recursos financeiros, humanos e técnicos, para uma melhor e mais eficaz prestação de cuidados de saúde às populações.







quinta-feira, 12 de maio de 2016

Moita - Baixa da Banheira


Os Verdes questionam o governo sobre a remoção de fibrocimento no pavilhão da Escola B. 2/3 Mouzinho da Silveira

A Deputada Heloísa Apolónia, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Educação sobre a falta de condições do pavilhão desportivo da Escola Básica 2/3 Mouzinho da Silveira, nomeadamente ao nível da cobertura,balneários e de isolamento térmico, o que levou os Delegados de Saúde a emitirem um parecer onde se menciona o facto daquele pavilhão não reunir as condições necessárias para a prática de educação física por parte dos alunos.

Pergunta:

A Escola Básica 2/3 Mouzinho da Silveira era um exemplo da construção de escolas em pavilhões pré-fabricados, sem as mínimas condições, frias no Inverno e abrasadoras no Verão. Inicialmente, a Escola Básica 2/3 Mouzinho da Silveira estava localizada num terreno no centro da Baixa da Banheira e tinha entrada pela Rua Soeiro Pereira Gomes, onde se localiza ainda o pavilhão desportivo.
No entanto, a reivindicação da comunidade educativa e autarcas, por causa das precárias condições de funcionamento, teve como consequência a construção das atuais instalações, em 1992, construídas de raiz num outro terreno localizado na Rua Manuel da Fonseca, na localidade da Baixa da Banheira.
Contudo, o pavilhão desportivo não foi construído no interior do recinto onde estão localizadas as novas instalações da escola, apesar de dispor de espaço para o efeito, tendo a sua construção ficado para uma fase posterior.
O pavilhão desportivo antigo, ainda em funcionamento, possui um estado de conservação muito deficiente e apresenta falta de condições ao nível dos balneários e do isolamento térmico, o que levou os Delegados de Saúde, numa das inspeções anuais realizadas à escola, a emitir um parecer onde se menciona o facto daquele pavilhão não reunir as condições necessárias para a prática de educação física por parte dos alunos.
A cobertura em fibrocimento deste pavilhão desportivo apresenta fissuras, chovendo no seu interior, situação que coloca em causa a segurança dos estudantes, bem como a degradação regular do seu pavimento.
Outra das preocupações da comunidade educativa é a instabilidade do talude existente junto a uma das vedações que ameaça ruir e, se nada for feito, certamente com prejuízos económicos e materiais, resultantes do desmoronamento efetivo da vedação, e, mais grave, com previsíveis efeitos sobre a integridade física de pessoas.

Assim, solicito ao Senhor Presidente da Assembleia da República que, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, remeta ao Ministério da Educação a presente Pergunta, de modo a que me sejam prestados os seguintes esclarecimentos:

1 - Tem o Ministério da Educação conhecimento que o pavilhão desportivo da Escola Básica 2/3 Mouzinho da Silveira se localiza fora do recinto daquele estabelecimento, tendo as crianças que se deslocar sozinhas e atravessar 3 arruamentos com alguma intensidade de tráfego?
2 – O Ministério tem conhecimento do parecer emitido pelos Delegados de Saúde, numa das inspeções anuais realizadas à Escola Básica 2/3 Mouzinho da Silveira, que menciona o facto daquele pavilhão desportivo não reunir as condições, nomeadamente ao nível da cobertura, balneários e de isolamento térmico, para a prática de educação física por parte dos alunos?
3 – Em que estado se encontra a cobertura de fibrocimento do atual pavilhão desportivo da Escola Básica 2/3 Mouzinho da Silveira, que apresenta fissuras? Foi feita alguma medição sobre libertação de partículas de amianto? Está prevista a sua remoção ou qualquer outro tipo de intervenção?
4 - Para quando está prevista a realização de obras de consolidação do talude que ameaça ruir a qualquer instante?

O Grupo Parlamentar “Os Verdes” 
Contacto do Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
(T: 213919 642 - F: 213917424 – TM: 910 836 123   imprensa.verdes@pev.parlamento.pt)
Lisboa, 12 de maio de 2016

quinta-feira, 17 de março de 2016

Os Verdes questionam Governo sobre nova esquadra da PSP na Baixa da Banheira - Moita



A Deputada Heloísa Apolónia, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Administração Interna, sobre a esquadra da PSP na baixa da Banheira, concelho da Moita, instalada provisoriamente num edifício municipal sem as condições necessárias de atendimento.

A população local reivindica há mais de 15 anos o reforço do efetivo e novas instalações para a PSP. A Câmara Municipal da Moita já manifestou, até, vontade de cedência de um terreno municipal para o efeito pelo que a Deputada Heloísa Apolónia, do PEV, questiona quanto às razões que têm levado ao adiamento da solução para esta situação.

Pergunta:

Em Fevereiro de 2008, a área correspondente à União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, atualmente com mais de 30 mil habitantes, ficou, ao nível dos serviços de segurança, sob responsabilidade da Polícia de Segurança Pública (PSP).

A atual esquadra da PSP na Baixa da Banheira está instalada provisoriamente em edifício municipal. Porém, esta situação «provisória» dura há muitos anos, sendo que se trata de um dos edifícios mais antigos da vila, que apresenta iluminação precária, humidade e onde chove no interior, não possuindo condições necessárias de atendimento.

Há mais de 15 anos que a população luta pelo reforço dos efetivos das forças de segurança e pela construção de novas instalações na União de Freguesias da Baixa da Banheira e do Vale da Amoreira.

O Município da Moita tem manifestado a vontade de cooperar para a resolução do problema das novas instalações, através da cedência de um terreno municipal para a construção de nova esquadra da PSP na vila da Baixa da Banheira, local considerado adequado pelo Diretor Nacional Adjunto da PSP.

Assim, solicito ao Senhor Presidente da Assembleia da República que, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, remeta ao Ministério da Administração Interna a presente Pergunta, de modo a que me sejam prestados os seguintes esclarecimentos:

1 – Qual a avaliação que o Governo faz das atuais instalações da PSP na Baixa da Banheira?
2 – Por que razão se tem adiado recorrentemente a transferência da PSP, na Baixa da banheira, para novas instalações, adequadas ao serviço a prestar aos cidadãos e ao trabalho diário dos agentes de segurança?
3 - Considera a tutela a construção de novas instalações de raiz da PSP, num terreno cedido pela Câmara Municipal da Moita, na vila da Baixa da Banheira?

O Grupo Parlamentar Os Verdes
O Gabinete de Imprensa de Os Verdes
T: 213 919 642 - F: 213 917 424 – TM: 917 462 769 - imprensa.verdes@pev.parlamento.pt
www.osverdes.pt
17 de março de 2016

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

PEV questiona Ministério da Saúde sobre construção de novo centro de saúde na Baixa da Banheira - Moita



A Deputada Heloísa Apolónia, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Saúde, sobre o funcionamento do Centro de Saúde da Baixa da Banheira, concelho da Moita, onde, devido às instalações inadequadas, existem enormes problemas de acessibilidade, mobilidade, funcionalidade e segurança dos utentes e profissionais de saúde que lá trabalham. Acrescem debilidades de outra ordem, como o número reduzido de médicos e de gabinetes para atendimento, o que torna ainda mais precária a prestação de cuidados de saúde.

Face às fragilidades evidentes, o PEV quer saber quando se prevê a construção de um novo centro de saúde na vila da Baixa da Banheira pelo que entregou hoje, no Parlamento, uma pergunta dirigida ao Ministério da Saúde no sentido de esclarecer essa e outras questões pertinentes sobre o assunto em questão.

Pergunta:

Com cerca de 32 mil habitantes, e com um índice elevado de população idosa que requer cuidados de saúde mais regulares, a Baixa da Banheira tem um centro de saúde que funciona em condições muito precárias. Com efeito, encontra-se a funcionar num prédio com 6 pisos (cave, r/c e quatro pisos superiores), construído nos anos 70 e destinado a habitação. Com escadas estreitas a partir do 1º andar (onde passa uma pessoa de cada vez) e com apenas um elevador, recorrentemente avariado, a acessibilidade, a mobilidade, a funcionalidade e a segurança, neste centro de saúde, encontram-se nitidamente comprometidas.

Para além disso, o número de gabinetes para atendimento médico é muito insuficiente, o número de médicos é reduzido e a maior parte dos utentes não tem médico de família, o que compromete o acesso da população aos necessários cuidados primários de saúde. A falta de resposta nos cuidados primários de saúde, como é do conhecimento público, é um dos elementos que leva a população a recorrer ao serviço de urgência hospitalar, neste caso sobretudo do Hospital Nª Srª do Rosário, no concelho do Barreiro, contribuindo para o aumento dos tempos de espera naquela unidade hospitalar.

Face à evidência de grande precariedade dos cuidados de saúde na Baixa da Banheira, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) já tinha assinalado a construção do novo centro de saúde desta vila como uma prioridade, informando que estava a proceder ao levantamento de várias possibilidades com vista ao planeamento e à programação de transferência de instalações.

Importa frisar que a luta e reivindicação pela construção do novo centro de saúde da Baixa da Banheira decorre há 24 anos, desde 1992. A Câmara Municipal da Moita tem manifestado disponibilidade para ceder um terreno no centro da localidade para a construção de um novo edifício, com a área recomendada pelos serviços técnicos especializados, nas imediações das atuais instalações que possuem oferta ao nível de transportes coletivos.

Assim, solicito ao Senhor Presidente da Assembleia da República que, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, remeta ao Ministério da Saúde a presente Pergunta, de modo a que me sejam prestados os seguintes esclarecimentos:
1 – Para o ministério da Saúde, que prioridade assume a construção do novo centro de saúde da Baixa da Banheira?
2 - Para quando prevê o Governo que a população da Baixa da Banheira tenha um equipamento de saúde que assegure todas as condições necessárias à prestação dos cuidados primários, inerentes do Serviço Nacional de Saúde?
3 - Qual o ponto de situação do processo de construção do centro de saúde da Baixa da Banheira?

O Grupo Parlamentar Os Verdes
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26 de fevereiro de 2016

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

PEV confronta Ministro da Educação - com a necessidade de pavilhão desportivo na Escola Secundária da Baixa da Banheira e na Escola Secundária de Palmela



A deputada Heloísa Apolónia questionou ontem, na Comissão Parlamentar, o Ministro da Educação sobre a necessidade imperiosa de existência de pavilhões desportivos nas escolas, fundamentais para a prática regular, e em condições adequadas, de desporto nos estabelecimentos de ensino, questão determinante para a educação integral e harmoniosa e para um nível global de aprendizagens das nossas crianças e jovens.

Como exemplos de casos lesivos para os alunos, por ficarem privados de prática do desporto, quando as condições climatéricas não são favoráveis, a deputada ecologista deu o exemplo da inexistência de pavilhão desportivo na escola Secundária da Baixa da Banheira e da Escola Secundária de Palmela.

O Ministro da Educação mostrou sensibilidade sobre a questão, e admitiu estarem a ser ponderadas soluções diversas, embora não tenha dado uma resposta concreta sobre os pavilhões desportivos nas duas escolas referidas em concreto.

Assim sendo, a deputada dos Verdes, tendo já dirigido uma pergunta escrita sobre o pavilhão desportivo da Escola Secundária de Palmela (à qual aguarda resposta escrita do Ministério da Educação), entregou também hoje uma pergunta escrita ao Governo sobre o pavilhão desportivo da Escola Secundária da Baixa da Banheira, a qual damos a conhecer:

Pergunta:

A Escola Secundária da Baixa da Banheira entrou em funcionamento há cerca de 38 anos. Desde então que se reivindica a construção de um pavilhão desportivo na escola. Atualmente o estabelecimento de ensino é constituído por oito blocos independentes, com áreas ajardinadas que circundam os edifícios, ligados entre si por passeios exteriores com cobertura, e possui campos de jogos destinados à prática desportiva. Não tem, contudo, pavilhão desportivo!
Esse pavilhão é, desde há muito tempo, a maior ambição da população escolar. Existindo espaço para a sua construção, este equipamento é determinante para muitos jovens adeptos da atividade desportiva, é muito importante para a prática do desporto escolar, e pode, inclusivamente, ter um papel fulcral no desenvolvimento da comunidade envolvente, na medida em que pode também servir a população local.
A Escola Secundária da Baixa da Banheira está inserida no Programa de Territorialização de Políticas Educativas de Intervenção Prioritária - 3ª geração - que pretende criar as condições para se conseguir uma melhoria do ambiente educativo, de forma a promover o sucesso educativo dos alunos.
A inexistência do pavilhão desportivo, tem-se revelado bastante lesiva para a comunidade escolar, designadamente no inverno, quando as condições meteorológicas não permitem a prática da educação física em espaço exterior, comprometendo-se um direito dos jovens que amam a prática do desporto e pondo-se em causa o desejável desenvolvimento integral e continuado dos jovens em geral.
Assumindo que o desporto praticado na escola é fundamental e que muitos jovens encontram aí o único espaço para a prática do desporto, por não terem condições financeiras para pagar o exercício de modalidades no exterior, os pavilhões desportivos tornam-se equipamentos imprescindíveis nos estabelecimentos de ensino público.
Em 2001, a Câmara Municipal da Moita e o Ministério da Educação assinaram um protocolo para a construção do pavilhão desportivo na Escola Secundária da Baixa da Banheira. Porém, a construção do equipamento nunca foi sequer iniciada. O Grupo Parlamentar Os Verdes questionou o anterior Governo (PSD/CDS) sobre a presente matéria, não tendo obtido, inaceitavelmente, qualquer resposta. Impõe-se agora questionar o presente Governo.

Assim, solicito ao Senhor Presidente da Assembleia da República que, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, remeta ao Ministério da Educação a presente Pergunta, de modo a que me sejam prestados os seguintes esclarecimentos:

1 – O que tem falhado para que, ao final de quase quatro décadas, a Escola Secundária da Baixa da Banheira continue sem pavilhão desportivo, apesar das sucessivas promessas e dos contínuos compromissos de construção?

2- O que pensa este Governo relativamente à importância da existência do pavilhão desportivo no referido estabelecimento de ensino, em concreto?

3- Que diligências pensa o Governo tomar para que se concretize o justo anseio da comunidade escolar, relativo à construção de pavilhão desportivo na Escola Secundária da Baixa da Banheira?

4- Para quando poderá esta escola contar com um pavilhão desportivo em funcionamento?
A intervenção da deputada ecologista na Comissão de Educação de ontem, 26 de janeiro, pode ser vista aqui:


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27 de janeiro de 2016

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

12 e 13 de Setembro - Heloísa Apolónia em Santiago do Cacém e Moita


A candidata de "Os Verdes", nas listas da CDU (PCP-PEV), pelo círculo eleitoral de Setúbal, às próximas eleições legislativas, Heloísa Apolónia, vai participar em várias ações de campanha nos próximos dias 12 e 13 de setembro.  
   
Ambas as iniciativas contam também com a participação de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP, Francisco Lopes, primeiro candidato da CDU pelo Círculo Eleitoral de Setúbal e de vários candidatos e ativistas da CDU.  
   
Programa 

12 de setembro
13.00h – Almoço/Comício no Pavilhão de Feiras e Exposições em Santiago do Cacém.

13 de setembro
21.00h - Visita às Festas da Moita

O Partido Ecologista “Os Verdes”
O contato do Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
(T: 213 960 308; TM: 917 462 769 - imprensa.verdes@osverdes.pt) - www.osverdes.pt
11 de Setembro de 2015

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

O que nós dissemos já ninguém cala


Opinião| O que nós dissemos já ninguém cala











O PEV organizou mais uma reunião magna do órgão máximo do partido. Aconteceu no Fórum Lisboa, a XIII.ª Convenção do Partido Ecologista “Os Verdes”.
Neste grande momento de afirmação do projeto ecologista em Portugal, sublinho três grandes momentos da Convenção: o Balanço da Intervenção do PEV nos últimos três anos, a Apresentação das 5 Prioridades a Prosseguir nos próximos 3 anos, ou seja, a Carta de Princípios e finalmente a Intervenção de Encerramento onde se fez uma leitura da situação atual e apontaram soluções para os graves problemas que atingem o País e os Portugueses.
Do balanço dos últimos três anos destaco no âmbito do nosso princípio de “Agir Local” as preocupações da região de Setúbal, especialmente no que toca a mobilidade das pessoas e as Jornadas Ecologistas, iniciativa de caracter nacional, que visa denunciar os problemas que afetam a qualidade de vida das populações e hipotecam o desenvolvimento do país. Nesta senda, o coletivo regional do PEV de Setúbal, tem tocado em diversas áreas, nomeadamente, saúde, transportes públicos, mobilidade sustentável, requalificação urbana, património natural, cultural e ambiental, educação, cultura, entre outros.
À luz deste património de intervenção que, ancorada numa análise e balanço sério da situação eco-politica nacional, o PEV definiu, também a sua estratégia futura, através dos quais entendemos como determinantes para construir a mudança de políticas, ou seja as 5 prioridades a seguir: Rejeitar uma União Europeia do colonato e afirmar uma Europa plural; Renegociar a dívida e promover o pagamento com base em índices económicos; Criar um sistema fiscal verdadeiramente ecologista, devolvendo-lhe a sua natureza redistributiva; Relevar a política de ambiente para construir uma sociedade mais ecológica e Assegurar a justiça social como condição de igualdade e de felicidade.
Relativamente à situação eco-política, económica e social do País, o que ficou reafirmado, com toda a clareza e convicção, foi a necessidade de interromper com este ciclo de alternância política de injustiça, de empobrecimento e fragilização económica, para que os portugueses possam respirar de novo! O Governo está, apenas, nítida e claramente preocupado em procurar formas de se manter no poder, nem que para isso tenha de voltar a mentir aos portugueses, falseando dados, adulterando estatisticas, propagandeando resultados que ninguém vê, anunciando previsões absolutamente irreais e prometendo no futuro resolver os problemas que criaram e que agravaram. Foram quatro anos a falar de sinais positivos, de milagres económicos, de previsões otimistas, e os resultados estão à vista de toda a gente. O PSD e o CDS que andaram quatro anos a multiplicar a pobreza, dizem-nos agora, em campanha eleitoral que pretendem combater a pobreza, os mesmos que andaram quatro anos a semear desemprego, dizem-nos agora que é preciso combater o desemprego. Os mesmos que passaram quatro anos a delapidar o nosso património coletivo através das privatizações, transformando cidadãos com direitos em clientes obrigados a engordar os lucros dos privados, são os mesmos que hoje se dizem muito preocupados com os cidadãos. Ora, face a tudo isto apetece mesmo dizer, “é preciso ter lata”.
E já que falamos de privatizações de empresas que eram de todos nós e que agora são apenas de meia-duzia, importa recordar alguns elementos que nos permitem perceber a “lata” de outros, no caso do PS, que hoje apregoa aos quatro ventos a sua oposição à privatização dos CTT, mas que tinham a privatização desta importante empresa prevista no seu PEC 4, que hoje mostra uma firme oposição à privatização da TAP, mas que quando esteve no Governo tentou vende-la à Swissair. O mesmo PS que se diz contra a privatização da água, juntou-se ao PSD e ao CDS para chumbar a proposta dos Verdes que pretendia estabelecer o principio da não privatização deste bem fundamental à vida na lei quadro da água.
Continua assim, a distância entre o discurso e a ação que estes partidos nos foram habituando ao longo dos últimos 38 anos. Não existe o mínimo interesse em trabalhar, em realizar um trabalho realmente construtivo em que o POVO venha em primeiro lugar, ou pelo menos que se pense nele. É imprescindível centrar a política no povo e nas necessidades de desenvolvimento sustentável do País.
A par de alguns desvios de verbas públicas injustificadas, de um Presidente da República inativo, de um governo desorientado pelas mentiras e marcado pelo favoritismos, de alguns políticos com assento, também, em empresas são os mesmos que elaboram leis, que favorecem o compadrio, de uma sociedade a estimular a corrupção recorde-se, os casos do Freeport, dos Sobreiros, dos Submarinos, dos Vistos Gold, e tantos outros, o que se tem visto nos últimos anos trata-se basicamente do resultado de 38 anos de politicas de direita que continuam a destruir o país, a empobrecer os portugueses, a permitir que as grandes empresas, como o “Pingo Doce”, coloquem a sua sede fiscal no estrangeiro para não pagarem impostos sobre os rendimentos que sacam no nosso País, a “amparar” os bancos, que quando dão lucro, dividem os lucros entre os acionistas, quando dão prejuizo, o Governo chama o povo para pagar a factura da irresponsabilidade dos banqueiros. 
38 anos responsáveis pelo desemprego, pela fome que atinge cada vez mais familias, pela pobreza que alastra, pela perda de direitos sociais e laborais, pela delapidação do nosso património coletivo e pela fragilização dos serviços públicos. 
  • anos de ineficiência que todos nos lembramos: do PSD de Cavaco Silva; do PS de Gueterres; do PSD-CDS de Durão Barroso; do PS de José Sócrates e, finalmente, do PSD-CDS de Passos Coelho e Paulo Portas que prometiam na campanha eleitoral que não aumentariam impostos e que os subsidios eram intocáveis, todavia, uma das primeiras medidas, depois das eleições, foi aumentar impostos de quem trabalha, cortes nos subsidios de férias, natal, salários e pensões e mais horas de trabalho semanal. Despedimentos no sector público, facilidades nos despedimentos do privado e cortes nos apoios sociais. A par da extinção de freguesias, aumento das taxas moderadoras, das propinas e privatização de importantes empresas como, a título meramente demostrativo, ANA, CTT, ENVC, PT, EDP e das privatizações que estão na agenda, TAP, EMEF, CP, Metropolitano de Lisboa, Carris, Transtejo, Soflusa, STCP, Metro do Porto e as Pousadas de Juventude, entre outras. 
Este universo de cortes, sacrificios e mentiras, que seriam de natureza provisória, só enquanto a Troika cá estivesse, foi mais uma mentira! O que tinha caracter provisório passou a definitivo! A Troika foi embora mas as politicas de austeridade ficaram. Os sacrificios das pessoas contrastam com os volumosos recursos financeiros que continuam a ser canalizados para a banca e por fim, as mentiras, “diziam que não havia dinheiro para repor salários e pensões ou para aliviar a carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho”, porém, nunca faltou dinheiro para a banca. 
Onde está o pleno exercício do dever constitucional de governar para o povo? Onde estão os projetos e leis que beneficiam o país num todo? Ninguém sabe! 
É este o resultado de todas as politicas de austeridade que interessa avaliar: 
  • A austeridade destruiu a nossa produção. Entre 2008 e 2014 o PIB caiu 6,6%;
  • Foram destruidos mais de meio milhão de postos de trabalho;
  • 400 mil portugueses emigraram;
  • Aumentou o número de falências de empresas, sobretudo as Micro, Pequenas e Médias Empresas;
  • Diminuiram serviços públicos;
  • Empobrecimento generalizado das familias, enquanto que 1% da população detém cerca 25%, da nossa riqueza nacional, 5% da população acumula 50% da riqueza;
  • Os 25 mais ricos de Portugal têm um património avaliado em cerca de 14,7 mil milhões de euros, o que corresponde a 8,5% do PIB nacional (173 mil milhões de euros);
  • Os salários da Administração Pública caíram 26% e os do sector privado cairam 13%, simultaneamente, as empresas do PSI-20 distribuiram aos seus acionistas, em 2014, 1,89 mil milhões de euros em dividendos respeitantes aos lucros de 2013, mais 170 milhões do que o montante distribuído no ano anterior. Sendo que algumas dessas empresas pagaram dividendos superiores ao valor dos seus lucros, como o caso da Sonae SGPS, ZON/NOS, EDP e PT. 
É o resultado das politicas dos últimos 7 anos que importa reter, depois de tantos sacrificios, a divida pública, que era de 68,9% em 2008, passou para 130,2% do PIB em 2014. Uma divida insustentável. Tantos sacrificios, tanta austeridade para quê? 
Porém, “Os Verdes” têm soluções e alternativas para o País: 
  • A renegociação da divida, a única forma de criar condições para o seu pagamento. Pagar 9 mil milhões de euros por ano, é insustentável, porque esse montante é fundamental para devolver salários, pensões, mas também, para canalizar recursos para pôr a economia a andar, para pôr o País a produzir. Por isso é essencial renegociar a divida de forma a libertar recursos para a economia, para podermos produzir, criar riqueza e criar condições para pagar a dívida.
  • A recuperação da nossa soberania, tendo em conta que esta perda de soberania levou a que as questões essenciais da vida do País, deixassem de estar na mão dos portugueses, para estarem a ser ditadas por uma europa muito pouco democrática, transformada num instrumento do neoliberalismo ao serviço dos senhores do dinheiro. Uma europa que é cada vez mais dos mercados. É necessário, igualmente, libertarmo-nos do Tratado Orçamental, para recolocar as pessoas e os problemas do País em 1.º lugar e para que possamos definir as nossas prioridades orçamentais, sem os actuais constrangimentos e limitações impostas pelas regras do Tratado Orçamental.
O Futuro está nas nossas mãos e é na CDU que “Os Verdes” pretendem construir a Mudança de que Portugal precisa, para acabar com este ciclo de políticas de direita, e concretizar as transformações necessárias com vista à construção de um futuro mais justo, livre e ambientalmente equilibrado, sempre em harmonia com os valores de Abril. 
Foi tudo isto que discutimos no Congresso dos Verdes, que não teve dietos das televisões, talvez porque discutimos assuntos sérios e não tivemos “Tinos de Rãs”, nem “encenações” habituais nos congressos que merecem das televisões diretos constantes e a toda a hora. 
Mas mesmo sem televisões, rádios e jornais, O QUE NÓS DISSEMOS JÁ NINGUÉM CALA. 
Artigo de opinião de Jorge Taylor – Dirigente Nacional de “Os Verdes” (Moita), publicado no Distrito Online