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terça-feira, 13 de novembro de 2012

“Os Verdes” apelam à participação na greve geral de 14 de Novembro


O Partido Ecologista “Os Verdes” apela à participação na greve geral de amanhã, dia 14 de Novembro, uma jornada de luta convocada pela CGTP para por um ponto final nas políticas de austeridade impostas pelo Governo e pela troika que têm vindo a afundar o país.

Portugal é hoje, por via da implementação destas políticas, um país parado com um povo em sofrimento, um país de 1 milhão e 400 mil desempregados, um país onde 3 milhões vivem na pobreza, cada vez mais endividado e mergulhado numa recessão sem precedentes. O Orçamento de Estado para 2013 não é solução. Vem, pelo contrário, acentuar ainda mais a austeridade, impõe sacrifícios dolorosos aos cidadãos e elimina qualquer possibilidade de crescimento económico. Constitui um autêntico ataque às funções sociais do Estado e a direitos fundamentais, como a proteção social, a educação e a saúde.

O PEV reafirma: é urgente inverter estas políticas, é preciso parar este escândalo. As alternativas existem e passam pela renegociação da dívida, pela promoção de políticas de apoio à produção nacional, pelo combate à fuga e à evasão fiscal.

É urgente agir para a mudança e, nesse sentido, “Os Verdes” apelam à participação na greve geral de amanhã e também nas concentrações distritais convocadas pela CGTP.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

MOITA – SERVIÇO LOCAL DA SEGURANÇA SOCIAL

“OS VERDES” QUEREM ESCLARECIMENTOS SOBRE ENCERRAMENTO DESTE SERVIÇO

A Deputada Heloísa Apolónia, do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Solidariedade e da Segurança Social, sobre o serviço local da Moita do Centro Distrital da Segurança Social, encerrado desde 2005, depois de sujeito a obras de adaptação, e que tem levado à sobrelotação do serviço local do Barreiro, com consequente incapacidade de resposta adequada aos utentes.

O serviço local da Moita do Centro Distrital de Setúbal da Segurança Social está construído, concluído, identificado (com indicação de horário de funcionamento e de balcões disponibilizados, desde atendimento geral, à tesouraria e à acção social) e preparado para prestar um serviço bastante necessário à população.

Instalado na Estrada Nacional nº 11, 200, r/c, na Baixa da Banheira, foi sujeito, em 2005, a obras de adaptação aos objectivos em causa, certamente com dispêndio significativo de dinheiros públicos, dispêndio que quando trata de aproximar serviços necessários aos cidadãos, e de os servir convenientemente, se dá por bem aplicado levando-nos a perceber a razão pela qual pagamos impostos. O contrário é que nos leva a perceber nada! Ora, é justamente esse “contrário” que aqui está em causa!

O certo é que desde 2005, aquele serviço da Segurança Social nunca abriu! Isto é tanto mais grave, quanto o serviço local do Barreiro do Centro Distrital de Setúbal da Segurança Social está sobrelotado, sem capacidade de dar resposta adequada ao volume de solicitações dos utentes dos concelhos do Barreiro e da Moita, resultando daí longos períodos de espera por parte dos cidadãos que precisam destes serviços. Entretanto, a única coisa a que os utentes do concelho da Moita têm acesso é a uma montra bem identificada, mas de porta fechada!

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exa. A Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, para que o Ministério da Solidariedade e da Segurança Social me possa prestar os seguintes esclarecimentos:
1 - Qual o investimento feito no serviço local da Moita do Centro Distrital da Segurança Social de Setúbal, no edifício acima identificado, situado na Baixa da Banheira?

2 - Por que razão nunca abriu ao público nem entrou em funcionamento?

3 - Quando pode a população, necessitada deste serviço público, contar com a abertura desse mesmo serviço?

4 - Como qualifica o Governo o funcionamento absolutamente lotado do serviço local do Barreiro da Segurança Social?


segunda-feira, 9 de maio de 2011

Reacção do PEV ao Plano de Austeridade do FMI apresentado pelo Primeiro-Ministro



A deputada do Partido Ecologista "Os Verdes" Heloísa Apolónia manifestou hoje "grande preocupação" por o primeiro-ministro não ter anunciado "a forma pela qual vai ao bolso dos portugueses" e alertou que o acordo levará a recessão e desemprego.

"Foi com grande preocupação que ouvimos o primeiro-ministro. O primeiro-ministro revelou a forma pela qual não vai ao bolso dos portugueses, mas não revelou a forma pela qual vai ao bolso dos portugueses"
, afirmou Heloísa Apolónia aos jornalistas no Parlamento, após José Sócrates fazer uma declaração sobre o acordo de assistência financeira a Portugal com a 'troika' composta pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia (CE) e Banco Central Europeu (BCE). A deputada ecologista sublinhou que o primeiro-ministro "não falou de impostos, não falou da redução dos apoios sociais" e anunciou que "o PEC 4 vai ser aplicado"

"Recordo que o PEC 4 previa para Portugal mais recessão, mais desemprego, isto é extraordinariamente preocupante. Se esta troika vem cá aplicar a receita da Grécia e da Irlanda, estamos no mau caminho", argumentou.

Heloísa Apolónia quis "alertar para os perigos do que não foi anunciado" e apelou à rejeição daquele "remédio, porque há outras alternativas que têm que ser aplicadas para este país crescer, que é o que é fundamental".

O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje que o acordo alcançado pelo Governo não mexe no 13º e 14º mês dos trabalhadores no activo e reformados e nem os substitui por nenhum título de poupança e que não haverá mais cortes nos salários da função pública, nem redução do salário mínimo nacional.

quarta-feira, 23 de março de 2011

PROJECTO DE RESOLUÇÃO - DETERMINA A REJEIÇÃO DO PROGRAMA DE ESTABILIDADE E CRESCIMENTO E PROPÕE ORIENTAÇÕES PARA NOVO DOCUMENTO




O Governo já apresentou diversos pacotes de austeridade, sob a forma de Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), ou de Orçamento de Estado (OE), ou daquilo a que já nos habituámos a conhecer como medidas adicionais. Em cada um deles o Governo assegurou ao país que aquelas medidas seriam suficientes para atingir os objectivos a que o Governo se propunha, rotulando-os sempre como o último pacote de austeridade.

O certo é que, passado um tempo, o Governo volta a propor novo pacote de austeridade, como acontece agora com a apresentação da revisão do PEC em 2011.

E assim será continuamente se o Governo não entender, de uma vez por todas, que as medidas que tem apresentado e concretizado, por via desses pacotes, são profundamente recessivas do ponto de vista económico e claramente injustas do ponto de vista social, o que, por seu turno, tem também reflexos negativos no âmbito económico. E gera-se assim uma bola de neve que prejudica o país e o seu desenvolvimento, sem fim à vista.

Para exemplificar o que ficou afirmado, veja-se que no OE para 2011, há escasso meses atrás, o Governo previa um crescimento económico ainda que ligeiro em função das medidas que aplicava. Ora, no PEC IV já inverte a previsão, estimando agora uma recessão para o ano de 2011. Ou seja, é a prova concreta que as medidas previstas no OE estão a ter, e vão continuar a ter, uma consequência recessiva.

Este efeito recessivo transporta consigo, inevitavelmente, um alargamento do desemprego e da pobreza, o que é extraordinariamente preocupante.

O país não pode, pois, tolerar a continuação de um caminho que já deu provas que não nos leva a bom porto. As pessoas não são contas, nem parcelas de operações aritméticas. São seres humanos que têm direito à sua subsistência e a uma vida digna, e ao Governo compete promover essa dignidade.

“Os Verdes” não contribuirão, como é evidente face a tudo o que temos ao longo destes anos defendido e proposto, para aceitar tão cruel PEC IV, que propõe o estrangulamento das condições de vida da generalidade dos portugueses, deixando, contudo, de fora de exigências sectores profundamente ricos e, incompreensivelmente, sempre intocáveis do ponto de vista da contribuição para uma mais justa distribuição da riqueza e para um país mais sustentável.

O PEC IV é uma atrocidade económica e social. E, por isso, mais do que não promover o seu apoio, é preciso usar todos os meios para o rejeitar liminarmente.

O Governo sabendo que não tem o apoio parlamentar para aceitar este PEC, insistiu, todavia, na sua apresentação. A sua rejeição torna-se, assim, responsabilidade do Governo e só do Governo. A teimosia e a cegueira do Executivo não se sobrepõe aos interesses do país.

Assim, o PEV sente-se na obrigação política de, atentas todas as disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, apresentar o seguinte Projecto de Resolução, que determina a rejeição do PEC 2011-2014, apresentando orientações necessárias para elaboração de um novo PEC, a apresentar em Abril de 2011.

Assim, a Assembleia da República, reunida em sessão plenária, delibera, nos termos constitucionais e regimentais aplicáveis:

1. A rejeição do Programa de Estabilidade e Crescimento 2011-2014, apresentado pelo Governo à Assembleia da República;

2. A realização de novo PEC que promova o aumento do poder de compra dos portugueses, de modo a que estes possam ser agentes dinamizadores da economia interna.

3. A elaboração de novo PEC que efective a revisão da atribuição de prestações sociais, de modo a combater a pobreza e a combater a discriminação, designadamente garantindo o acesso a direitos constitucionalmente consagrados.

4. A concretização de novo PEC que determine o apoio à micro, pequenas e médias empresas, com vista a reforçar a actividade produtiva nacional, gerando menor dependência do país face ao exterior e dinamizando uma política de criação de emprego.

5. A alteração, num novo PEC, da lógica de desistência do desenvolvimento do país, nomeadamente garantindo investimento público que combata as assimetrias sociais e regionais do país, o qual é imprescindível para a dinamização da criação de emprego.

6. A garantia, num novo PEC, de rejeição da privatização de sectores estratégicos para o desenvolvimento do país, como a água, energia e transportes.

7. A necessidade que um novo PEC que garanta o emprego público, de modo a que o Estado não contribua para o aumento da bolsa de desemprego.

8. A realização de novo PEC que promova a motivação para o emprego por via da qualificação dos trabalhadores e do combate à precariedade laboral.

9. A limitação, num novo PEC, dos vencimentos dos gestores públicos e a reorganização de departamentos governamentais, designadamente combatendo o excessivo e ilimitado número de nomeações.

10. A concretização de novo PEC que determine uma revisão fiscal de modo a garantir que cada agente colabora fiscalmente em função da sua real capacidade de contribuição, designadamente através da eliminação dos benefícios fiscais para o sector bancário, bem como a tributação real em sede de IRC deste sector ao mesmo nível de outros sectores empresariais, a tributação das mais-valias bolsistas e de transacções financeiras para off-shores, a ponderação de um imposto sobre as grandes fortunas e a tributação mais pesada de elevadíssimos níveis de lucro de grandes grupos económicos.

sexta-feira, 4 de março de 2011

POSSIBILIDADE DE MEDIDAS ADICIONAIS É SINAL DE FALHANÇO DAS POLÍTICAS DO GOVERNO



“Os Verdes” consideram absolutamente graves os indícios que quer o Primeiro-Ministro, quer o Ministro das Finanças, deram hoje sobre a hipótese de mais medidas adicionais de austeridade.



O que já se verificou, sem sombra de dúvida, é que todos os pacotes de austeridade, até à data apresentados e aplicados, não deram os resultados que o Governo garantiu que dariam. De resto, estas declarações hoje feitas, pelos responsáveis governativos citados, são o reconhecimento do falhanço e da incompetência que transportam estas medidas políticas que o Governo tem apresentado como soluções para o país!

Os portugueses têm razões para estar profundamente fartos desta estratégia ilusória do Governo que só pede sacrifícios e mais sacrifícios àqueles que já estão estrangulados do ponto de vista social e financeiro, enquanto certos sectores (designadamente o financeiro e grandes grupos económicos) ficam sempre livres das mais justas e elementares formas de contribuição para que a nossa sociedade se sustente.

Pôr este país a produzir é a solução para gerar riqueza e para criar emprego, e também para regularizar as contas públicas, porque é a forma de nos tornar menos dependentes do exterior. Para isso era preciso que o Governo assumisse as suas responsabilidades, designadamente ao nível do investimento público activo e qualificador. É justamente o inverso que o Governo tem feito.

O Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) reafirma que considera gravíssimas as declarações proferidas pelo Primeiro-Ministro e pelo Ministro das Finanças, perceptivelmente de forma coordenada… para continuar a massacrar o povo português e numa tentativa já cansativa de iludir mais e mais!