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domingo, 10 de novembro de 2019

PEV quer Quinta de Braancamp na esfera pública

O Deputado ecologista José Luís Ferreira, com outros militantes e ativistas do PEV, esteve ontem, dia 9 de novembro,  na Quinta do Braamcamp, no Barreiro, tendo realizado uma visita para alertar para a problemática associada a este espaço único localizado na área metropolitana de Lisboa, com mais de 20 hectares, encostados e com acesso direto ao Tejo, e que inclui, integrados no seu território, um grande moinho de maré e uma “caldeira” – e que a autarquia do Barreiro quer vender.

De seguida, Os Verdes promoveram um debate público, bastante participado, onde se defendeu a necessidade da preservação da Quinta na esfera pública, a única forma que permite manter a importância ecológica e patrimonial deste espaço e cumprir o seu propósito de servir as populações e o desenvolvimento do Barreiro ao invés dos interesses económicos que orbitam nas oportunidades imobiliárias.

Em declarações ao Jornal Rostos, José Luís Ferreira sublinhou que o município do Barreiro – “vai vender a sua singularidade, vai alienar o que pode distinguir o Barreiro na Área Metropolitana de Lisboa”.

Salientou ainda que a discussão central não é a construção de “mais prédios que podem estar noutro lado”, acrescentando, “o que é triste é a alienação de um bem público”.

José Luis Ferreira, referiu que a aposta dos municípios nos tempos de hoje é definirem referências que contribuam para a sua diferenciação no pais e nas regiões.

Sublinhou que a Quinta Braamcamp pelas suas características únicas no estuário do Tejo e na Área Metropolitana de Lisboa é um bem que é uma singularidade – “uma paisagem única”.

“O município do Barreiro vai vender a sua singularidade, vai alienar o que o pode distinguir na Área Metropolitana de Lisboa”, disse José Luís Ferreira.






sexta-feira, 8 de novembro de 2019

9 de novembro - Barreiro - Deputado do PEV José Luís Ferreira visita a Quinta do Braamcamp

Uma delegação do Partido Ecologista Os Verdes, que integra o Deputado ecologista José Luís Ferreira, vai realizar uma visita à Quinta do Braamcamp no próximo sábado, dia 9 de novembro, seguida de um debate público promovido pelo coletivo do PEV do Barreiro sobre a problemática associada à mesma.

A visita de Os Verdes tem como objetivo constatar a problemática associada à Quinta do Braamcamp, um espaço único localizado na área metropolitana de Lisboa, com mais de 20 hectares, encostados e com acesso direto ao Tejo, e que inclui, integrados no seu território, um grande moinho de maré e uma “caldeira”.

Importa recordar que a Quinta do Braamcamp foi adquirida pela autarquia de maioria CDU no final do mandato anterior, após alguns anos de negociação com a banca, credora da empresa corticeira que operou na Quinta durante várias décadas, mas que, no final da década passada, ficou insolvente deixando a propriedade ao abandono.

A Quinta do Braamcamp tem, atualmente, capacidade construtiva para quase 200 habitações conferidas pelo desatualizado Plano Diretor Municipal, razão pela qual foi adquirida pelo município para que não fosse sujeita a especulação imobiliária.

O Partido Ecologista Os Verdes considera que a intenção de venda da Quinta, proposta pelo atual executivo PS, constitui uma contradição insanável pois, aqueles que votaram favoravelmente a compra da Quinta no anterior mandato, são os mesmos que, agora, à frente dos destinos da autarquia, a querem vender.

Nesse sentido, Os Verdes defendem a necessidade da preservação da Quinta do Braamcamp na esfera pública. Apenas desta forma será possível perpetuar a sua importância ecológica e patrimonial e cumprir o seu propósito de servir as populações e o desenvolvimento do Barreiro ao invés dos interesses económicos que orbitam nas oportunidades imobiliárias, normalmente pouco conciliadoras dos verdadeiros interesses do território.


Programa - 9 de novembro, sábado

15:30h – Visita à Quinta do Braamcamp – ponto de encontro: frente ao portão principal da Escola Secundária Alfredo da Silva;

18:30h – Debate “A Quinta do Braamcamp” – Bar dos Penicheiros - Rua Almirante Reis, 66, Barreiro.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Hoje - PEV visita Quinta de Braancamp no Barreiro

Mariana Silva, candidata do PEV na lista da CDU ao Parlamento Europeu, visitou hoje, dia 17 de abril, no Barreiro, a Quinta do Braancamp.

Acompanhada de militantes e activistas da CDU, e de membros da Plataforma Contra a Venda da Quinta do Braancamp, a candidata pelo PEV pode constatar todo o potencial ambiental e social, que aquele território representa para o concelho do Barreiro e para a Área Metropolitana de Lisboa.

Os Verdes defendem a manutenção da Quinta de Braancamp na esfera pública, conforme noticiado aqui.






quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Barreiro - Os Verdes defendem a preservação da Quinta do Braamcamp na esfera pública

Recentes afirmações do presidente da Câmara Municipal do Barreiro, em entrevistas, em sessões de câmara e em declarações públicas de um seu vereador eleito pelo Partido Socialista, dão a conhecer a intenção e a concordância em vender a Quinta do Braamcamp no Concelho do Barreiro, como um todo, entregando-a novamente a interesses privados.

Recorde-se que a Quinta do Braamcamp foi adquirida pela autarquia de maioria CDU no final do mandato anterior, após alguns anos de negociação com a banca, credora da empresa corticeira que operou na Quinta durante várias décadas, mas que no final da década passada ficou insolvente, deixando a propriedade ao abandono.

A Quinta do Braamcamp é um espaço único, na área metropolitana de Lisboa. São mais de 20 hectares, encostados e com acesso direto ao Tejo, torneados de rio, com um grande moinho de maré e uma “caldeira” que lhe fornece a força motriz da refrega de outros tempos. É um espaço que se projeta sobre o rio, recorta a paisagem do Barreiro, propõe sistematicamente novas vistas sobre a área metropolitana, sobre Lisboa. Promove vistas a partir do Barreiro, produz vistas do Barreiro. É um espaço antropogénico de memoria e património, gente e cultura.

Tem ainda nos dias de hoje, capacidade construtiva para quase 200 habitações conferidas pelo desatualizado plano diretor municipal, razão pela qual foi adquirida pelo município com o objetivo de não ser apropriada pela especulação imobiliária.

É um espaço único cujo destino não pode ser determinado sem uma ampla reflexão e ponderação, com uma profunda participação dos barreirenses. A amplitude temporal da sua importância é multigeracional, pelo que os modelos de desenvolvimento que hoje sejam equacionados podem estar profundamente desenquadrados no futuro. A Quinta do Braamcamp é sobretudo das gerações futuras e dos desafios das cidades do futuro, desafios que não têm de valorizar o que hoje alguns de nós valorizam, devendo ser preservada das alterações que a fustigarão fruto das alterações climáticas e da erosão ribeirinha.


Aliás, a aquisição da Quinta do Braamcamp foi aprovada por unanimidade por todos os partidos com assento no executivo da Câmara Municipal e na Assembleia Municipal de então (mandato 2013-2017), no pressuposto que “(…) possui um potencial inigualável a diversos níveis: a) permitindo a abertura de 21ha de frente de rio à fruição da comunidade; b) representando a disponibilização pública de um espaço do qual existe memória coletiva de fruição; c) possuindo manifesto interesse histórico/arqueológico e turístico; d) reforçando uma estratégia de valorização dos desportos náuticos; e) retirando-o do mercado imobiliário e afirmando um discurso e uma estratégia de fruição pública, generalizada, duma zona privilegiada do concelho; f) permitindo avaliar a abertura da Escola Alfredo da Silva ao território envolvente (…)”.

É no mínimo uma contradição insanável o facto de, sem a existência de razões atendíveis / plausíveis de carater formal, os órgãos autárquicos que aprovaram comprar a Quinta no anterior mandato, a possam estar a considerar vender em 2019, quando uma das premissas aprovada para a aquisição foi a de retirar aquele ativo patrimonial, ecológico e paisagístico do “mercado imobiliário”.

É por isso absolutamente indispensável, que se rejeite liminarmente e sem quaisquer condições, a venda da Quinta do Braamcamp, deixando que o futuro daquele espaço possa ser determinado pelos barreirenses, mesmo que a verba ou as promessas de utilização pública que venham a ser geradas possam parecer tentadoras, mas que têm sempre prazos e/ou condições para vigorar, respondendo, não nos enganemos, aos interesses dos eventuais compradores.

O Partido Ecologista Os Verdes reitera a necessidade da preservação da Quinta do Braamcamp na esfera pública, porque apenas dessa forma é possível perpetuar a sua importância ecológica e patrimonial, reconhecida pela classificação de SíTIO DE INTERESSE MUNICIPAL - Alburrica e do Mexilhoeiro e seu Património Moageiro, ambiental e Paisagístico por deliberação de câmara, também unanime, em 7 de Julho de 2017.

Apenas com a municipalização conseguida através da sua aquisição, consideramos que aquele território desempenhará o propósito de servir, apenas, as populações e o desenvolvimento do Barreiro, e não os interesses económicos que orbitam nas oportunidades imobiliárias, normalmente pouco conciliadoras dos verdadeiros interesses do território, aliás como a história recente do país demonstra.