O Partido Ecologista Os Verdes entregou na Assembleia da República um Projeto de Resolução onde Recomenda ao Governo que proceda à imediata e urgente remoção e substituição de todas as placas de fibrocimento contendo amianto e ao início das obras de requalificação da EB 2,3 Dr. António Augusto Louro, no Seixal, as quais se constituem como indispensáveis à concretização do direito à educação e como forma de proporcionar condições dignificantes a toda a comunidade escolar que a frequenta.
Blogue do Colectivo Regional de Setúbal do Partido Ecologista Os Verdes, um espaço de divulgação, reflexão e discussão de ideias e projectos ecologistas.
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segunda-feira, 15 de abril de 2019
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
Alcácer do Sal - Verdes querem saber quando é removido o Amianto na E B2,3 Bernardim Ribeiro no Torrão
A Deputada Heloísa Apolónia, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Educação, sobre a presença de amianto na Escola Básica Bernardim Ribeiro, de 2º e 3º ciclo, da Vila de Torrão, em Alcácer do Sal, distrito de Setúbal.
Pergunta:
Tendo em conta as preocupações, manifestadas pela autarquia e pela comunidade escolar, relacionadas com a presença de materiais com amianto no edifício da Escola Básica Bernardim Ribeiro, de 2º e 3º ciclos, da Vila de Torrão, em Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, o Grupo Parlamentar Os Verdes vem, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicitar ao Senhor Presidente da Assembleia da República que remeta ao Ministério da Educação a presente Pergunta, de modo a que me possa ser prestado o seguinte esclarecimento:
Que intervenção está prevista, e para quando, na Escola Básica Bernardim Ribeiro, na Vila de Torrão, Alcácer do Sal, no que respeita concretamente à presença de amianto no edifício escolar?
quarta-feira, 27 de julho de 2016
Terminal fluvial de Cacilhas mantém cobertura de fibrocimento – Os Verdes questionam Ministério do Ambiente
A Deputada Heloísa Apolónia, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério do Ambiente, sobre o terminal fluvial de Cacilhas que mantém, mesmo após obras de requalificação em 2010, uma cobertura constituída por placas de fibrocimento.
Pergunta:
O terminal fluvial de Cacilhas, do Grupo Transtejo, é usado diariamente por milhares de utentes, que viajam entre as duas margens do Tejo. Construído em 1978, foi objeto de obras de requalificação em 2010, mas a cobertura, constituída por placas de fibrocimento, manteve-se.
A informação que os cidadãos hoje detêm sobre a substância ‘amianto’ e os seus efeitos para a saúde pública, gera uma maior exigência em relação aos cuidados a ter sobre a exposição a esta substância perigosa. É, por isso, normal que as pessoas queiram saber se nos equipamentos e locais que frequentam diariamente estarão ou não sujeitas involuntariamente a perigos com que não se querem confrontar.
Neste sentido, Os Verdes consideram que a informação séria e prestável aos cidadãos, bem como aos seus órgãos representativos é a melhor forma de dar os primeiros passos para a garantia da segurança dos cidadãos. E, por isso mesmo, solicitamos ao Senhor Presidente da Assembleia da República que, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, remeta a presente Pergunta ao Ministério do Ambiente, para que nos possam ser prestados os seguintes esclarecimentos:
1. Sendo que o amianto foi totalmente proibido em construções e edificações a partir do ano de 2005, por que razão, aquando das obras de requalificação do terminal fluvial de Cacilhas, se manteve a cobertura com placas de fibrocimento?
2. Essa cobertura, de acordo com o estado em que se encontra, constitui perigo para os utentes? Porquê?
3. Quando foi feita a última avaliação sobre o estado de conservação do material em causa? Que avaliação foi feita em relação a libertação de partículas de amianto em materiais usados nas estruturas do terminal fluvial de Cacilhas? Está prevista a remoção desses materiais?
O Grupo Parlamentar “Os Verdes”
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
(T: 213919 642 - F: 213917424 – TM: 910 836 123 imprensa.verdes@pev.parlamento.pt)
www.osverdes.pt
27 de julho de 2016
quinta-feira, 20 de março de 2014
Amianto em edifícios públicos – Uma chaga que parece não ter fim
Por iniciativa do PEV, foi aprovado por unanimidade um Projeto de Lei que obrigava o Governo a elaborar uma inventariação, divulgação e forma de intervenção ou monitorização dos edifícios públicos em Portugal que contêm amianto na sua construção. Dessa aprovação resultou a Lei nº2/2011. Já nem me vou debruçar sobre a história que fica para trás, sobre a insistente denúncia e exigência de tratamento dos edifícios com amianto, na qual os Verdes se empenharam, designadamente deste o início deste século. Centremo-nos, portanto, no pós-Lei 2/2011, porque uma Lei é de cumprimento obrigatório, que se saiba!
Quando o atual Governo PSD/CDS entrou em funções, em 2011, o PEV relembrou a necessidade de cumprimento da referida Lei. O Governo assumiu que era ao Ministério que tutela o ambiente que cumpriria essa função, informou que criaria um grupo de trabalho que rapidamente pugnaria pela efetivação de uma listagem dos edifícios públicos que contêm amianto.
Como a listagem nunca mais chegava, o PEV voltou a levar a matéria à Assembleia da República. Qual não foi o nosso espanto quando o Ministério do Ambiente nos informou que nada tinha a ver com a questão, porque tinha sido «adjudicada» ao grupo de trabalho dos assuntos territoriais, sob a tutela do então Ministro Miguel Relvas.
Depois desta informação, o PEV questionou o Ministro Miguel Relvas que inacreditavelmente nos informou que nada estava a ser feito porque não havia dinheiro e que o próximo quadro comunitário de apoio é que tinha que dar resposta financeira às necessidades do levantamento dos edifícios públicos com amianto.
Sai Miguel Relvas, entra Poiares Maduro e a história inverte-se outra vez: já não é o grupo de trabalho para os assuntos territoriais que trata da questão, aliás, nunca o tinha feito porque não tinha competência na matéria e que cada Ministério trata de si no que ao amianto diz respeito. Sobre a nossa pergunta objetiva, de qual a resposta que o acordo Portugal 2020 daria ao nível do financiamento a este propósito, o Ministro nada soube responder.
Questionado, em Fevereiro deste ano, pelo PEV, o Primeiro-Ministro afirma que daí a dois meses a listagem dos edifícios públicos com amianto estará concluída.
Como é fácil de ver, a desorganização, a contra-informação, a desresponsabilização, a confusão está mais que instalada. Mas o que o PEV quer mesmo é a listagem feita… e bem feita.
Por isso, na última reunião com o Ministro do Ambiente, Moreira da Silva, questionámos, em três rondas possíveis na Comissão parlamentar, sobre quem estava, ao nível do seu Ministério, a proceder ao levantamento dos edifícios com amianto. Na primeira ronda, o Ministro respondeu que cada serviço tinha a responsabilidade dos seus edifícios. Insistimos. Na segunda ronda disse que cada diretor de serviço era o responsável por esse levantamento. Insistimos. Na terceira ronda lá disse que eram técnicos de manutenção que faziam o levantamento. E fica a dúvida: que técnicos de manutenção, com que formação, com que conhecimento, com que cuidados para a sua própria saúde?
É o que vamos saber no capítulo que se segue… porque os Verdes não largarão o acompanhamento devido a esta problemática de saúde pública, que só tem conhecido incompetência por parte do Governo! Se nem uma listagem de edifícios públicos com a amianto o Governo sabe coordenar, como confiar o país a estes governantes?
Artigo da deputada do PEV, Heloísa Apolónia publicado no Setúbal na Rede
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
A Lei amianto nas mãos de um governo incompetente
A Lei 2/2011, mais conhecida como a lei do amianto, foi da iniciativa dos Verdes na Assembleia da República, mas recolheu depois contributos de todos os Grupos Parlamentares e foi aprovada por unanimidade.
Logo no início da presente legislatura o PEV fez um debate no Parlamento sobre o estado de cumprimento desta Lei, tendo o Secretário de Estado do Ambiente assumido o compromisso de que em meados de 2012 a listagem de edifícios públicos com amianto, competência que a referida lei atribui ao Governo, estaria concluída.
Nada foi feito e, por isso, na altura da discussão na especialidade do Orçamento de Estado para 2013, o PEV questionou a Sra. Ministra do Ambiente sobre o cumprimento da Lei nº 2/2011, ao que surpreendentemente Assunção Cristas informou que essa competência (de elaboração da listagem) foi remetida para o Grupo de Trabalho para os Assuntos do Território.
Em Dezembro último, numa reunião da Comissão de Ambiente com a Sra. Ministra, o PEV voltou a questionar sobre o andamento da elaboração da listagem em sede desse Grupo de Trabalho para os Assuntos do Território, ao que, novamente surpreendentemente, a Sra. Ministra afirmou que é matéria que já não se encontra sobre a sua tutela, mas sim do Sr Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares (que coordena o Grupo para os Assuntos do Território).
Esta semana, de Fevereiro de 2013, numa reunião marcada com o Sr Ministro Miguel Relvas, os Verdes colocaram a questão do cumprimento da Lei 2/2011, e, em concreto, da elaboração de uma listagem de edifícios públicos que contêm amianto, substância altamente lesiva para a saúde pública e com graves efeitos designadamente cancerígenos. Espantosa e incompreensivelmente, o Ministro Miguel Relvas volta a “passar a bola” para o Ministério do Ambiente, dizendo que este é que tem a responsabilidade de responder pelo cumprimento da Lei e informando que o Grupo de Trabalho para os Assuntos do Território não está a fazer nenhum levantamento de edifícios públicos com amianto porque não tem meios, tendo acrescentado que com o novo quadro comunitário de apoio logo se verá! O PEV considera esta resposta de uma leviandade absoluta, indiciando uma verdadeira irresponsabilidade do Governo no que diz respeito à salvaguarda da saúde pública!
Face à resposta do Ministro Miguel Relvas, o PEV quis saber quais os meios financeiros necessários para fazer o referido levantamento, questão que o Ministro não respondeu e, muito provavelmente, nem fazia ideia sobre a resposta!
Estamos no meio de uma irresponsabilidade governativa muito grave. Em tantos e tantos setores, em tantas e tantas matérias. Quando falamos de amianto, falamos de uma substância tão perigosa para a saúde como o urânio. Há escolas e centros de saúde a libertar partículas de amianto, com hipóteses de serem inaladas por pessoas concretas, ficando expostas a riscos concretos.
O próximo passo que o PEV tomará sobre a matéria é exigir saber quanto custa fazer o levantamento dos edifícios públicos com amianto. Apostamos em como não corresponde a uma gota sequer dos 12 mil milhões de euros que o Governo e a Troika prontamente disponibilizaram para os bancos?
artigo de opinião da Deputada do PEV Heloísa Apolónia, publicado no Setúbal da Rede
http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=19052
http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=19052
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
EB 2,3 de Azeitão - cordão humano por melhores condições na escola
O colectivo regional de Os Verdes em Setúbal esteve hoje na EB 2/3 de Azeitão, a participar no cordão humano à volta da escola.
Pais e alunos encontraram esta forma de luta, para alertar para as condições da escola, que se degradaram consideravelmente após o temporal de Janeiro. O temporal deixou várias salas inutilizadas e os encarregados de educação dos cerca de 800 alunos que frequentam a escola de Azeitão denunciaram na semana passada que da destruição do telhado em fibrocimento resultou também que há amianto a descoberto.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
“Os Verdes” questionam Governo sobre amianto em escola do Montijo
O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, sobre a existência de amianto na Escola Básica D. Pedro Varela – Montijo.
PERGUNTA:
A Lei nº 2/2011, de 9 de Fevereiro, visa estabelecer procedimentos e objetivos com vista à remoção de produtos que contêm fibras de amianto ainda presentes em edifícios, instalações e equipamentos públicos.
Numa visita efetuada por dirigentes do Partido Ecologista «Os Verdes» à Escola Básica D. Pedro Varela – Montijo foi possível verificar o risco de saúde que corre esta comunidade educativa. Tendo sido realçado, pela Direção da Escola, apesar das excelentes relações com a Direção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRELVT), foi também confirmado que todas as tentativas para a remoção das coberturas, que contêm amianto, não mereceram uma resposta por parte da DRELVT.
A maioria das placas da cobertura dos edifícios (blocos) e das passagens cobertas entre os mesmos têm cerca de 34 anos, estão sujeitas aos mais variados tipos de agentes erosivos, aumentando o perigo, de dia-para-dia, de libertação de partículas cancerígenas. Algumas zonas das placas de coberturas já foram intervencionadas, para levarem telas asfálticas, para repararem zonas de infiltrações e não foram respeitadas as normas de segurança previstas no Decreto-Lei nº 266/2007, de 24 de Junho, nessas intervenções.
Relembramos que face ao incumprimento da Lei, por parte do Governo, não está a ser dada, convenientemente, a informação obrigatória, aos utilizadores deste estabelecimento de ensino, da existência de amianto e do prazo previsto para a sua remoção segundo o Artigo 7º da Lei nº 2/2011.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exª a Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, para que o Ministério da Educação e Ciência possa prestar os seguintes esclarecimentos:
1 – Para quando está prevista a intervenção para a remoção dos materiais que contêm amianto na Escola Básica D. Pedro Varela – Montijo?
2 – Vai o Governo, através da Direção da Escola, promover a informação obrigatória junto dos encarregados de educação e restante comunidade educativa?
3 – Foi efetuada alguma medição de concentração de partículas neste estabelecimento de ensino?
O Grupo Parlamentar “Os Verdes”
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
Lisboa, 2 de Fevereiro de 2013
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Montijo - Coletivo Regional de Setúbal visita a Escola EB D. Pedro Varela - Amianto
O Coletivo Regional de Os Verdes de Setúbal visitou a Escola EB 2,3 D. Pedro Varela, onde verificou as condições desta escola, nomeadamente no que respeita à existência de coberturas de amianto
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Amanhã – 30 de Janeiro - “Os Verdes” visitam escola no Montijo - Amianto
Uma delegação do Partido Ecologista “Os Verdes”, composta por dirigentes do Coletivo Regional de Setúbal, realiza amanhã, dia 30 de Janeiro, pelas 10.00h, uma visita à Escola EB D. Pedro Varela, no Montijo.
Com esta iniciativa, «Os Verdes» pretendem conhecer as condições deste estabelecimento de ensino, nomeadamente no que diz respeito à existência de coberturas de amianto.
Os dirigentes ecologistas estarão disponíveis para declarações à comunicação social, junto à entrada da escola, pelas 11.00h de amanhã, dia 30 de Janeiro.
P’lo Coletivo Regional de Setúbal de "Os Verdes"
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
Lisboa, 29 de Janeiro de 2013
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
AS PÉSSIMAS CONDIÇÕES DE FUNCIONAMENTO DA ESCOLA NAVEGADOR RODRIGUES SOROMENHO EM SESIMBRA
A Deputada Heloísa Apolónia, em conjunto com
dirigentes nacionais e locais do PEV, reuniu hoje de manhã com a direção da
escola Navegador Rodrigues Soromenho, em Sesimbra, tendo visitado as
instalações escolares.
Na sequência dessa deslocação, e pela
urgência de questionar o Governo sobre a inadmissibilidade das condições em que
funciona a referida escola, a deputada ecologista dirigiu hoje mesmo uma pergunta
ao Ministério da Educação colocando um conjunto de questionamentos
necessários.
PERGUNTA:
Em deslocação à escola Navegador
Rodrigues Soromenho, do 2º e 3º ciclos, em Sesimbra, foi-me possível constatar
as más condições em que a comunidade escolar vive, num espaço, quer interior
quer exterior, sem condições para acolher a dimensão do número de alunos em
causa. A escola, construída por volta dos anos 40, está nitidamente a precisar
de ser intervencionada, dadas as más condições em que se encontra,
designadamente ao nível de infiltrações, de instabilidade do chão e de tantos
outros pormenores de construção.
Com cerca de 500 alunos,
superlotada, não tem mais espaço para inventar locais para salas de aula,
quando já o próprio refeitório da escola é usado justamente para essa função,
com todo o serviço de cozinha a funcionar paredes meias. O mesmo refeitório,
que à hora de almoço deixa a sua função de sala de aula para passar a ser
refeitório, com uma dimensão muito reduzida para tantos alunos torna-se uma
perturbação para muitas crianças e jovens, os quais muitas vezes optam por sair
da escola e ir comer aos cafés da área aquilo que conseguem comer pelo preço de
uma refeição escolar, ou seja quase nada.
Há mais de 30 anos o espaço interior
da escola foi ampliado com a construção de um pavilhão em madeira provisório,
com 3 salas de aula, onde se encontra também guardado o material de laboratório
para uma escola que, não tendo laboratório, o inventa e reinventa nessas salas de
aula. É justamente este pavilhão que tem o teto revestido a amianto sem que
alguma entidade, alguma vez, tenha aferido do estado em que se encontram essas
placas de amianto e muito menos que se tenha, alguma vez, feito qualquer
medição de libertação de partículas de amianto.
O ginásio, dada a dimensão da
comunidade escolar, e a necessidade de intervenção no edifício, exige que as
aulas de educação física de 90 minutos não sejam ali praticadas, mas sim num
outro ginásio exterior, que requer pagamento de aluguer e requer que as
crianças e jovens se desloquem para lá, tendo-se já dado inclusivamente casos
de acidentes.
A tudo o que ficou referido, como
mera exemplificação do estado desta escola, e do tanto mais que fica por dizer,
como por exemplo as catacumbas sem as mínimas condições onde funcionam salas de
aula ou a inqualificável escassez de auxiliares de ação educativa, acresce o
facto de a escola não estar preparada para o acessos a pessoas com mobilidade
reduzida, o que já levou à impossibilidade de uma criança poder frequentar a
escola, tendo sido transferida para uma escola do Seixal, o que é perfeitamente
incompreensível!
A urgência de intervenção no
edifício desta escola é por demais evidente! Não há argumento possível, para
quem conhece a escola, para continuar a adiar essa necessária requalificação.
Esta escola reaproveitou, inclusivamente, o “lixo” da Parque Escolar, quando em
operações de requalificação de outras escolas deitava fora material em boas
condições. Ouvir a descrição do que aconteceu, quando trouxeram para a escola
Navegador Rodrigues Soromenho mesas ou portas encontradas no “lixo” da Parque
escolar, remete-nos logo a imaginação para uma busca por extrema necessidade
num contentor do lixo de tudo o que lá se possa encontrar! Isto não é
admissível!
Essa ausência de intervenção
torna-se ainda mais incompreensível e inadmissível porquanto a Câmara Municipal
já tomou todas as diligências necessárias à disponibilização de terreno anexo à
escola com vista à sua ampliação. Falta a vontade e as diligências necessárias
de um Ministério que só tem manifestado rapidez no encerramento de escolas, mas
nunca na melhoria de condições de escolas que estão superlotadas, o que leva à
legítima conclusão que a preocupação do Governo não é a criação de boas
condições de aprendizagem, mas sim só a lógica da poupança de dinheiro. O país
não pode, contudo, parar!!
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e
regimentais aplicáveis, solicito a S. Exa A Presidente da Assembleia da
República que remeta ao Ministério da Educação a presente Pergunta, de modo a
que me sejam prestados os seguintes esclarecimentos:
- Tem o Ministério conhecimento das péssimas condições, ao nível da edificação e da exiguidade de espaço, em que funciona a escola Navegador Rodrigues Soromenho, em Sesimbra?
- Confirma o Ministério todos os relatos descritos no texto acima inscrito?
- Quanto tempo mais entende o Ministério que é suportável, para aquela comunidade escolar, aguentar o estado de degradação da escola?
- Por que razão não entrou esta escola em qualquer programa de requalificação?
- Para quando entende o Ministério que esta escola possa ser objeto de requalificação?
- Estando disponibilizado terreno anexo para ampliação da escola, pelo que se espera para projetar e executar essa ampliação?
- Que comentário faz o Ministério sobre o facto de uma criança ter tido necessidade de ser transferida, por não ter naquela escola condições de mobilidade?
- Quanto custa o aluguer do ginásio alternativo, por ano letivo?
- Quantas escolas em Portugal fazem do seu refeitório uma sala de aula?
- Por que razão nunca foi avaliado o estado das placas de fibrocimento que cobrem o pavilhão anexo, na escola?
- Quando será avaliado o estado dessas placas e feitas medições à libertação de partículas de amianto?
O Grupo Parlamentar “Os Verdes”
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
Lisboa, 24 de Setembro de 2012
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
24 de Setembro - “Os Verdes” em Sesimbra
Uma delegação do Partido Ecologista “Os Verdes”, que inclui a Deputada Heloísa Apolónia, estará na próxima segunda-feira, dia 24 de Setembro, em Sesimbra, para visitar a Escola Básica 2,3 Navegador Rodrigues Soromenho.
“Os Verdes” querem conhecer as instalações deste estabelecimento de ensino e debater a necessidade de obras de melhoramento na escola, relacionadas, entre outros aspetos, com a existência de pavilhões provisórios com telhado de amianto.
A delegação do PEV estará disponível para declarações à comunicação social, no final desta iniciativa, pelas 12.30h, junto à entrada principal da escola.
O Grupo Parlamentar “Os Verdes”
Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
Lisboa, 20 de Setembro de 2012
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