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segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Palmela - Mariana Silva debate violência doméstica

A Deputada de Os Verdes, Mariana Silva, esteve hoje na Escola Básica 2,3 Hermenegildo Capelo, em Palmela, no âmbito do Programa Parlamento dos Jovens, a debater a problemática da Violência Doméstica e no Namoro, com dezenas de jovens desta escola.

Foram várias as questões colocadas sobre esta problemática, para a qual, cada vez mais, é urgente passar da sensibilização à acção.




sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Segunda-feira - Deputada de Os Verdes no Distrito de Setúbal

Na próxima segunda-feira, dia 13 de janeiro, a deputada Mariana Silva participará num debate, na Escola Básica 2,3 Hermenegildo Capelo, Palmela, no âmbito do Programa Parlamento dos Jovens, iniciativa da Assembleia da República que na edição de 2020 tem como tema: “Violência Doméstica e no Namoro: da Sensibilização à Ação!”.

De tarde, a deputada ecologista, acompanhada de dirigentes e ativistas do PEV, deslocar-se-á ao concelho de Sesimbra, para visitar a zona circundante ao aterro, em Ribeiro de Cavalo, Zambujal e contactar com os moradores, com o objetivo de se inteirar dos problemas sentidos pela população, que se tem queixado de problemas de odores desagradáveis, persistentes e característicos, provenientes do aterro e que têm afetado particularmente a população de Zambujal de Cima.

Lembramos que no passado dia 18 de dezembro, o Grupo Parlamentar do PEV deu entrada de uma pergunta dirigida ao Ministério do Ambiente e Ação Climática relativamente a esta situação, estando a aguardar neste momento resposta do referido Ministério.

Programa - 13 de janeiro - Segunda-feira

10h05– Debate com os alunos da Escola Básica 2,3 Hermenegildo Capelo - R. Escola Preparatória Hermenegildo Capelo 2 – Palmela;
15h00 – Deslocação à zona circundante ao aterro, em Ribeiro de Cavalo, Zambujal.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Os Verdes estiveram hoje em Palmela - Bombeiros

Uma delegação do Partido Ecologista Os Verdes, composta pelo Deputado José Luís Ferreira e outros dirigentes ecologistas, reuniu hoje, 11 de dezembro, com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Palmela.



Os Bombeiros manifestaram à delegação do PEV as suas preocupações relativas à falta de meios e financiamento e pretendem, do Governo, respostas para estas necessidades que são transversais a muitas corporações do país.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

11 de dezembro - Palmela - Os Verdes reúnem com Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários

No próximo dia 11 de dezembro – segunda-feira, o Grupo Parlamentar do Partido Ecologista Os Verdes vai reunir com a direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Palmela que recentemente assinalaram 80 anos de existência.


Este encontro tem como principal objetivo conhecer as principais preocupações e constrangimentos com que esta Associação Humanitária atualmente se confronta. 

O Grupo Parlamentar do PEV estará representado pelo Deputado José Luís Ferreira, acompanhado por outros dirigentes do PEV.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

80º Aniversário dos Bombeiros de Palmela

Joana Pires, membro do Partido Ecologista Os Verdes, do Coletivo Regional de Setúbal, escreveu um artigo no Jornal do Pinhal Novo, sobre o 80º Aniversário dos Bombeiros de Palmela, cerimónia onde esteve presente. O texto foi publicado a 14 de novembro.



sexta-feira, 28 de abril de 2017

Iniciativas CDU em Palmela, Seixal e Moita

Nos próximos dias serão várias as iniciativas da CDU no distrito de Setúbal. Marca na tua agenda, participa e vem dar mais força à CDU nos vários concelhos - Palmela, Seixal e Moita!

Palmela

Hoje, dia 28 de abril, sexta-feira, pelas 21:00h, vão ser apresentados os primeiros candidatos da CDU à Câmara Municipal e Assembleia Municipal de Palmela. Esta iniciativa irá decorrer na Biblioteca Municipal de Palmela e contará com a participação de Fernanda Pésinho, membro da Comissão Executiva Nacional do PEV.


Seixal

No dia 29, sábado, pelas 16:00h vão ser apresentados os primeiros candidatos da CDU à Câmara Municipal e Assembleia Municipal do Seixal. Esta iniciativa irá decorrer na Sociedade Filarmónica Operária Amorense e contará com a participação de Susana Silva, membro da Comissão Executiva Nacional do PEV.


Moita

No dia 30 de abril, domingo, pelas 15:30h vão ser apresentados os primeiros candidatos da CDU à Câmara Municipal e Assembleia Municipal da Moita.  Esta iniciativa irá decorrer no Salão dos Bombeiros Voluntários da Moita e contará, mais uma vez, com a participação de Susana Silva, membro da Comissão Executiva Nacional do PEV.


sábado, 22 de abril de 2017

Intervenção de Fernanda Pésinho - Encontro Concelhio da CDU em Palmela

Fernanda Pésinho, dirigente de Os Verdes, esteve presente no Encontro Concelhio da CDU em Palmela, que se realizou a 21 de abril, onde participou com uma intervenção em nome do PEV.


Boa tarde a todos,

Em nome do Partido Ecologista «Os Verdes», começo por saudar o Partido Comunista Português e a Associação Intervenção Democrática, nossos parceiros na CDU, bem como todos os militantes e simpatizantes que, com todo o seu empenho e dedicação, promovem o projecto político da CDU, divulgam as nossas propostas e valorizam o trabalho dos nossos eleitos.

Quatro décadas passaram sobre as portas que abril abriu. 

O Poder Local Democrático foi uma delas. A porta que permitiu as maiores transformações na vida política, ambiental, social, económica, e cultural das realidades locais no nosso país. 

Por sua vez, a CDU e o seu projecto autárquico, são uma referência inquestionável nesse processo de transformação. O Trabalho, a Honestidade e a Competência são marcas que caracterizam a gestão CDU e a acção dos nossos eleitos nas autarquias. Em maioria ou em minoria nos órgãos autárquicos, os eleitos da CDU desenvolvem um trabalho que é reconhecido pelas populações e que prestigia o Poder Local Democrático. Fazem a diferença!


Leia aqui a intervenção completa de Fernanda Pésinho.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Os Verdes presentes no protesto da Associação de Pais da Escola Secundária do Pinhal Novo

Os Verdes marcaram presença ontem, dia 19 de abril, na ação de protesto em frente da Escola Secundária do Pinhal Novo, localizada no concelho de Palmela, e que foi convocada pela Associação de Pais.

Esta ação de protesto pretendia alertar para a situação grave que se vive naquele estabelecimento de ensino, por não existirem funcionários suficientes, nomeadamente assistentes técnicos e assistentes operacionais.

Os Verdes manifestam a sua solidariedade para com a Associação de Pais desta escola e apoiam a reivindicação de contratação de mais funcionários.



terça-feira, 15 de março de 2016

Palmela - CDU destaca cumprimento dos programas de mandato na ordem dos 70%

A CDU faz um balanço positivo dos primeiros dois anos de mandato e promete reacender a luta pela reposição das freguesias de Poceirão e Marateca

Autarcas e militantes da CDU reuniram-se, no sábado, na Biblioteca Municipal de Palmela, para fazer o balanço de dois anos de trabalho autárquico no concelho, destacando os “elevados índices de concretização do compromisso eleitoral”, de cerca de 70% nas várias autarquias e já a rondar os 90% nalgumas freguesias.
“O cumprimento dos programas de mandato está muito adiantado. No caso do município, ultrapassámos já os 70%”, referiu Álvaro Amaro, presidente da Câmara Municipal de Palmela, no final do Encontro Concelhio da CDU, que pretendeu também debater as perspectivas de futuro. Álvaro Amaro destacou o “percurso de gestão rigorosa, mas também uma gestão participada, com as populações”. “Esta gestão proporcionou uma recuperação e um reequilíbrio financeiro que nos permite hoje até já relançar novos projectos para o futuro, muitos deles relacionados com candidaturas bem-sucedidas a fundos comunitários”, realçou. Esta postura, sublinhou, está a ser acompanhada de uma “estratégia que procura rentabilizar todos os recursos que temos no território, para dinamizar o trabalho em todas as áreas”.
O Ambiente e Eficiência Energética, bem como a Mobilidade e Acessibilidades, têm sido “eixos estratégicos do mandato”, segundo Fernanda Pésinho, vereadora responsável por estas áreas e também membro da Direcção Nacional do Partido Ecologista “Os Verdes”. No que toca à Mobilidade e Acessibilidades (ciclovias, rotundas, repavimentações, parques de estacionamento), a previsão é de que os investimentos cheguem quase aos 6 milhões de euros neste mandato. Já no apoio à eficiência energética para as instalações municipais, está previsto um investimento superior a 1,3 milhões de euros, para realizar nestes próximos dois anos.

Luta pelas freguesias reacesa

O reforço da luta pela reposição das freguesias de Poceirão e Marateca foi outra das conclusões do encontro. “A reposição das freguesias de Marateca e Poceirão independentes uma da outra é um processo ao qual vamos dar toda a atenção e todo o gás”, salientou Álvaro Amaro, adiantando que a câmara irá tomar posições políticas sobre o assunto e a população e as freguesias vão avançar com “as movimentações que acharem convenientes”.
“Pretendemos que medidas importantes, como esta situação da desanexação das freguesias de Poceirão e Marateca, sejam postas em prática, não só para dar uma maior proximidade às populações, como pela adesão aos fundos comunitários porque, com a anexação das freguesias, o estatuto de áreas desfavorecidas rurais ficou sem efeito. Queremos que, neste quadro comunitário de apoio, elas voltem à prática e os pequenos agricultores possam aceder a esses fundos”, declarou José Pereira, membro do Comité Central do PCP.
José Pereira garantiu que irão pugnar pela concretização de “projectos de fundo, estruturantes” para a região, que “outros governos puseram no saco”, como a Plataforma Logística do Poceirão, a terceira travessia Barreiro-Chelas e o aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete. “Na Área Metropolitana de Lisboa, temos assistido a grandes assimetrias. O Poder Local Democrático tem que ter aqui um papel determinante e relevante, juntamente com as populações”, apelou, lembrando que “já neste Governo, foram decididas coisas importantes, que tiveram o papel determinante da luta das populações”, nomeadamente, a construção do Hospital do Seixal e da Escola Secundária da Quinta do Conde.

CDU preocupada com Orçamento de Estado

Os participantes no encontro mostraram-se também “preocupados” com o Orçamento de Estado e a Lei das Finanças Locais. “Não é a previsão de transferência de mais 94 mil euros do Orçamento de Estado para o município que resolve as questões de fundo”, alertou o presidente da câmara, defendendo uma redução de impostos (IVA das refeições e transportes escolares, iluminação pública). Álvaro Amaro defendeu, igualmente, “maiores transferências financeiras e clarificação das competências próprias das freguesias”. “O Orçamento de Estado tem aspectos positivos, mas fica muito aquém nestas matérias específicas” das autarquias, lamentou.
Também José Pereira alertou para a importância de serem disponibilizados mais fundos ao nível das Finanças Locais, já que “a repartição dos meios e recursos tem que ser para as autarquias, para o Poder Local”.
Na sequência deste encontro, a CDU vai elaborar um documento para entregar às populações das várias freguesias, em contactos de rua, durante os meses de Abril e Maio.

Centro de Saúde de Pinhal Novo conhece novos avanços

À margem do encontro, o presidente da câmara revelou que, na última semana, houve avanços da parte do Governo sobre a obra do Centro de Saúde Sul de Pinhal Novo.
“Estive presente na Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e trouxe em mão o programa preliminar para a construção do centro de saúde, que vai dar origem ao caderno de encargos para encomendarmos o projecto. Há já trabalho técnico adiantado. A Administração Central vai aproveitar os fundos comunitários e percebemos que temos agora um prazo ainda mais apertado para desenvolver o processo mas, da nossa parte, estamos a trabalhar com todo o afinco”, informou.

Publicado no Setúbal na Rede

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

PEV confronta Ministro da Educação - com a necessidade de pavilhão desportivo na Escola Secundária da Baixa da Banheira e na Escola Secundária de Palmela



A deputada Heloísa Apolónia questionou ontem, na Comissão Parlamentar, o Ministro da Educação sobre a necessidade imperiosa de existência de pavilhões desportivos nas escolas, fundamentais para a prática regular, e em condições adequadas, de desporto nos estabelecimentos de ensino, questão determinante para a educação integral e harmoniosa e para um nível global de aprendizagens das nossas crianças e jovens.

Como exemplos de casos lesivos para os alunos, por ficarem privados de prática do desporto, quando as condições climatéricas não são favoráveis, a deputada ecologista deu o exemplo da inexistência de pavilhão desportivo na escola Secundária da Baixa da Banheira e da Escola Secundária de Palmela.

O Ministro da Educação mostrou sensibilidade sobre a questão, e admitiu estarem a ser ponderadas soluções diversas, embora não tenha dado uma resposta concreta sobre os pavilhões desportivos nas duas escolas referidas em concreto.

Assim sendo, a deputada dos Verdes, tendo já dirigido uma pergunta escrita sobre o pavilhão desportivo da Escola Secundária de Palmela (à qual aguarda resposta escrita do Ministério da Educação), entregou também hoje uma pergunta escrita ao Governo sobre o pavilhão desportivo da Escola Secundária da Baixa da Banheira, a qual damos a conhecer:

Pergunta:

A Escola Secundária da Baixa da Banheira entrou em funcionamento há cerca de 38 anos. Desde então que se reivindica a construção de um pavilhão desportivo na escola. Atualmente o estabelecimento de ensino é constituído por oito blocos independentes, com áreas ajardinadas que circundam os edifícios, ligados entre si por passeios exteriores com cobertura, e possui campos de jogos destinados à prática desportiva. Não tem, contudo, pavilhão desportivo!
Esse pavilhão é, desde há muito tempo, a maior ambição da população escolar. Existindo espaço para a sua construção, este equipamento é determinante para muitos jovens adeptos da atividade desportiva, é muito importante para a prática do desporto escolar, e pode, inclusivamente, ter um papel fulcral no desenvolvimento da comunidade envolvente, na medida em que pode também servir a população local.
A Escola Secundária da Baixa da Banheira está inserida no Programa de Territorialização de Políticas Educativas de Intervenção Prioritária - 3ª geração - que pretende criar as condições para se conseguir uma melhoria do ambiente educativo, de forma a promover o sucesso educativo dos alunos.
A inexistência do pavilhão desportivo, tem-se revelado bastante lesiva para a comunidade escolar, designadamente no inverno, quando as condições meteorológicas não permitem a prática da educação física em espaço exterior, comprometendo-se um direito dos jovens que amam a prática do desporto e pondo-se em causa o desejável desenvolvimento integral e continuado dos jovens em geral.
Assumindo que o desporto praticado na escola é fundamental e que muitos jovens encontram aí o único espaço para a prática do desporto, por não terem condições financeiras para pagar o exercício de modalidades no exterior, os pavilhões desportivos tornam-se equipamentos imprescindíveis nos estabelecimentos de ensino público.
Em 2001, a Câmara Municipal da Moita e o Ministério da Educação assinaram um protocolo para a construção do pavilhão desportivo na Escola Secundária da Baixa da Banheira. Porém, a construção do equipamento nunca foi sequer iniciada. O Grupo Parlamentar Os Verdes questionou o anterior Governo (PSD/CDS) sobre a presente matéria, não tendo obtido, inaceitavelmente, qualquer resposta. Impõe-se agora questionar o presente Governo.

Assim, solicito ao Senhor Presidente da Assembleia da República que, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, remeta ao Ministério da Educação a presente Pergunta, de modo a que me sejam prestados os seguintes esclarecimentos:

1 – O que tem falhado para que, ao final de quase quatro décadas, a Escola Secundária da Baixa da Banheira continue sem pavilhão desportivo, apesar das sucessivas promessas e dos contínuos compromissos de construção?

2- O que pensa este Governo relativamente à importância da existência do pavilhão desportivo no referido estabelecimento de ensino, em concreto?

3- Que diligências pensa o Governo tomar para que se concretize o justo anseio da comunidade escolar, relativo à construção de pavilhão desportivo na Escola Secundária da Baixa da Banheira?

4- Para quando poderá esta escola contar com um pavilhão desportivo em funcionamento?
A intervenção da deputada ecologista na Comissão de Educação de ontem, 26 de janeiro, pode ser vista aqui:


O Grupo Parlamentar Os Verdes
O Gabinete de Imprensa de Os Verdes
T: 213 919 642 - F: 213 917 424 – TM: 917 462 769-  imprensa.verdes@pev.parlamento.pt
www.osverdes.pt
27 de janeiro de 2016

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Verdes pressionam Governo para a construção de pavilhão desportivo na escola secundária de Palmela



A Deputada Heloísa Apolónia, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Educação, sobre a Construção de pavilhão desportivo na escola secundária de Palmela

Pergunta:

A construção da escola secundária de Palmela foi prevista em três fases, tendo ficado as duas primeiras concluídas, mas a terceira por concretizar. Era nesta terceira fase que se integrava a construção do pavilhão desportivo, fundamental para a prática do exercício físico e para o desenvolvimento integral dos jovens, questão que o sistema de ensino tem a obrigação de assegurar, de modo a potenciar o crescimento físico e psíquico, harmonioso e completo, dos mais de mil estudantes que frequentam esta escola.
A construção deste pavilhão desportivo tem sido prometida por sucessivos Governos, tendo estado prevista em PIDDAC e tendo sido posteriormente colocada sob a responsabilidade da Parque Escolar em 2011. Ocorre que, não obstante os diversos compromissos e promessas, os Governos nunca assumiram a concretização desta infraestrutura, que todas as entidades da região e todos os elementos da comunidade escolar consideram fundamental.
Consciente desse facto, a Câmara Municipal de Palmela, disponibilizou-se para comparticipar na construção do pavilhão desportivo, de modo a garantir a satisfação das necessidades dos estudantes, mas também na perspetiva de que essa estrutura desportiva pudesse ficar disponibilizada para a comunidade local. Este facto é de relevar, porquanto é sabido o estrangulamento de meios humanos, técnicos e financeiros para que os Governos têm remetido as autarquias locais, mas também porque a construção daquele pavilhão é da responsabilidade da Administração Central e não da Administração Local.
Nestes termos, só uma grande incompreensão face à privação dos estudantes no que respeita ao pavilhão escolar para a prática desportiva, e um efetivo desinteresse perante os resultados de uma tal privação é que podem continuar a justificar um eterno adiamento da construção desta infraestrutura.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis solicito ao Senhor
Presidente da Assembleia da República que remeta a presente Pergunta ao Ministério da Educação, para que me sejam prestados os seguintes esclarecimentos:

1. Qual a importância que esse Ministério atribui à existência de um pavilhão desportivo num estabelecimento de ensino público, como a escola secundária de Palmela?

2. Que prejuízo tem decorrido para a comunidade escolar da ausência dessa infraestrutura desportiva?

3. Vai este Governo assumir o início da construção do pavilhão desportivo da escola secundária de Palmela?

4. Quando considera o Governo que estarão criadas as condições para que essas obras avancem?

5. De que depende, neste momento, o início dessas obras?

6. Que diálogo pensa o Ministério estabelecer, tendo em vista a construção do pavilhão desportivo, com a respetiva escola, órgãos representativos de alunos e pais, e também com a Câmara Municipal?

O Gabinete de Imprensa de Os Verdes
T: 213 919 642 - F: 213 917 424 – TM: 917 462 769-  imprensa.verdes@pev.parlamento.pt
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Lisboa, 23 de Dezembro de 2015

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

As repercussões do Regime Jurídico do Serviço de Transporte de Passageiros e do novo Sistema de Tarifário

Opinião| As repercussões do Regime Jurídico do Serviço de Transporte de Passageiros e do novo Sistema de Tarifário


ANTEPROJETO REGIME JURÍDICO DO SERVIÇO PÚBLICO DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS E NOVO SISTEMA TARIFÁRIO – REFORMULAÇÃO/EXPANSÃO
Por onde se caminha? Em que direção nos levam? Razões aduzidas pelos nossos governantes? Repercussões no concelho de Palmela? Por onde queremos ir?
Quanto às duas primeiras questões: Por onde se caminha? Em que direção nos levam? Responde-se, à privatização, e à destruição de um modelo de serviço público, tal como definido na Constituição da República Portuguesa, à subversão dos princípios e valores nele assentes, por razões meramente economicistas. O nosso governo bicolor, a coberto do “pacto” com a TRÓIKA” pretende entregar a privados a exploração dos serviços públicos de transporte. Um setor estratégico para o país, um direito constitucionalmente reconhecido à população portuguesa, uma atribuição e competência do Estado. Mercantilizam, assim, os nossos governantes, um setor que por direito é de todos nós, sujeitando esse direito às regras de mercado onde o objetivo principal não é servir, mas sim o lucro. Este governo torna-se conivente, diria mesmo responsável pela subversão da pirâmide dos valores subjacente à missão de servir o público – prossecução do interesse público.
Quais as razões aduzidas pelo Governo PSD/CDS, para as mudanças pretendidas para o setor?
R: As justificações que nos são dadas prendem-se, segundo os nossos governantes, com a promoção da eficiência na prestação do serviço público, como se a eficiência fosse um atributo e só das gestões privadas, e assegurar o cumprimento das obrigações de serviço público de acordo com elevados padrões de qualidade e segurança, como se a segurança e a qualidade fossem atributos, competências, próprias e só de uma gestão privada. A verdadeira razão que subjaz às pretendidas mudanças são antes opções políticas, plasmadas em propostas de alteração ao regime dos transportes públicos de passageiros e alterações propostas no sistema tarifário com implicações negativas na Área Metropolitana de Lisboa e como tal no nosso Distrito – Setúbal, no meu Concelho – Palmela.
Repercussões no concelho de Palmela caso sejam aprovados o Regime Jurídico do Serviço de Transporte de Passageiros e a alteração ao sistema Tarifário?
Partilho convosco os impactes, no Concelho de Palmela. Para melhor perceção desses impactes, há que ter presente que Palmela é um concelho com cerca de 470 km2, um concelho de natureza mista, onde o rural “convive” com a indústria. Onde a essa grande dispersão geográfica se associa uma grande dispersão populacional que carateriza a natureza rural. Um concelho onde uma das freguesias rurais, fruto da extinção de freguesias, é maior que muitos concelhos portugueses, facto que associado à supressão de carreiras que ao longo dos tempos temos vindo a sofrer, remete a sua população para um maior isolamento, privando-a de uma rede de transportes públicos que vá ao encontro das necessidades primárias neste setor e do que constitucionalmente lhes é reconhecido.
R: Feito este pequeno enquadramento, as recentes propostas de alterações da política nacional para o setor ignoram, por um lado, a extensão do nosso território, bem como a rede de transportes coletivos disponível, diria mesmo “indisponível”, por outro lado as alterações propostas oneram fortemente as deslocações internas ao próprio território municipal. Mais, o novo desenho das “coroas” e “setores” e a proposta de pagamento extra pela utilização da FERTAGUS, implica uma penalização do transporte ferroviário, aquele meio de transporte que é “mais amigo” do ambiente.
Cingindo-me apenas a algumas das alterações propostas, a que considero mais preocupante é a falta de garantia de serviço público efetivo. E porquê a falta de garantia de serviço público?
Porque, desde logo estabelece no nº3 do art.º 1º do Anexo a que se refere o artigo 13º do Anteprojeto, que fica excecionada a aplicação de índices mínimos de serviço quando se revele “desproporcionadamente difícil” ou quando “requer a aplicação de meios económico-financeiros desproporcionados ou não disponíveis”.
Ora, “desproporcionadamente difícil” é um conceito juridicamente indeterminado que, por isso, deixa à discricionariedade da apreciação subjetiva a avaliação, logo com abertura para o sacrifício do serviço à lógica do lucro.
Aliás, condicionar o serviço público à disponibilidade de meios, ao invés de o associar à mobilização destes para garantir aquele, inverte-se o ónus da prestação, uma vez mais – mostra-nos a experiência – em defesa dos operadores em detrimento das garantias dos cidadãos. Ou seja no vértice da pirâmide ao invés de estar a população, principal destinatário do serviço público de transporte, estão os operadores. E é dos interesses dos operadores de transporte que os nossos governantes estão a cuidar.
Além de estabelecer esta cláusula de inegável contradição, ou até mesmo violação, com o reconhecimento constitucional para os utentes a um serviço público de transporte, a favor dos potenciais operadores, nem quanto à regra o legislador garante o serviço público. Porquanto, os níveis mínimos de serviço determinado, especialmente para os perímetros urbanos com menos de 50.000 habitantes, não garantem a coesão territorial, nem social, nem económica, ferindo os princípios anunciados no próprio diploma e consagrados pela Constituição da República Portuguesa. Os níveis propostos no diploma quanto à cobertura territorial, cobertura temporal ou conforto ignoram as novas centralidades, não se adequam à atual realidade laboral e escolar, com horários cada vez mais díspares e afastamento dos estudantes dos centros escolares, e não têm em atenção a necessidade, tão desejada, de garantia de articulação/ intermodalidade entre transportes públicos.
As zonas com menor densidade populacional, nomeadamente fora dos perímetros urbanos, ficam mais desprotegidas. Aliás, com o facto de se estabelecer uma cobertura temporal, em que o período de funcionamento fica entre as 07h00 e as 20h00, a disposição legal não serve, sequer, as comunidades em que se verifica unidades com laboração por turnos, escolas com horários noturnos, etc.
Pelo exposto, é dizer não a estas propostas, por não se encontrarem defendidos os interesses dos cidadãos, nem a justiça, nem a coesão; e por não estar garantida a efetiva promoção do transporte público, com previsível impacte negativo no desenvolvimento sustentável dos territórios.
Acresce referir que o novo regime tarifário proposto determina um aumento dos preços/tarifa, representando, nalguns casos um aumento de 20%, no nosso território – Concelho de Palmela.
Quanto ao modelo de financiamento do sistema, é difícil aceitá-lo, porque,
  1. Em causa está o aumento tarifário, o qual é suportado pelos utentes, o que se rejeita, em face da sobrecarga, nomeadamente fiscal, mas não só, que a população portuguesa tem vindo a sofrer, fruto das políticas nacionais;
  2. Em causa está um dever do Estado;
  3. Acima de tudo, o modelo de financiamento está baseado num estudo que conclui pela inevitabilidade do aumento da tarifa, mas não esclarece como se chega a essa inevitabilidade. Falta fornecer a todos nós, e de forma transparente, a fundamentação económico-financeira, para que possamos de forma séria perceber como se chega a esses valores tarifários e de forma plena exercer o nosso direito de contraditório. Acresce referir, que o dito estudo parte de duas premissas de todo inaceitáveis. Uma delas, a da inviolabilidade da receita garantida aos operadores, invertendo-se a pirâmide dos valores subjacentes à missão de serviço público (existe uma clara preocupação em garantir a receita dos operadores, mais do que servir e assegurar aos utentes verdadeira razão da existência de um serviço público de transporte), a outra premissa, a de não aumentar o financiamento pelo estado, para este setor. Ora, mais do que um estudo, deparamo-nos sim, com uma posição de princípio, uma clara posição política, a qual se rejeita, a bem da defesa dos direitos dos utentes dos transportes públicos. Rejeita-se, porque há outras formas de promover a sustentabilidade do setor. Basta pensar que a procura aumenta quando em causa estão preços/tarifas mais competitivas. Baixar o valor da tarifa fará, certamente, aumentar a procura, e é por isso que todos nós devemos lutar. Pois, o que temos hoje não serve. Não serve porque é dispendioso, porque não se coaduna, no nosso concelho, quer em termos de horários, quer em termos do número de carreiras (nomeadamente em termos de transporte rodoviário), com as necessidades da população. Com esta desadequação é inevitável que a população recorra ao transporte individual como alternativa e diminua o número de utentes. Mas a diminuição de utentes não pode ser desculpa para dar continuidade à permissão da supressão de carreiras, em nome da sustentabilidade financeira dos operadores, porque em causa está a “supressão” do serviço público, de forma consentida e até incentivada por esta maioria. Antes deve essa diminuição do número de utentes, ser lida como consequência do desinvestimento no setor, cabendo encontrar uma oferta competitiva em matéria de horários e preços.
São claras as consequências das opções políticas que sucessivos governos têm tomado – têm gerado e continuarão a gerar, a redução da oferta, a degradação da qualidade do serviço e perda de passageiros.
Não é de somenos importância referir que em sede da Autoridade Metropolitana de Transportes, mais propriamente em reunião do Conselho Metropolitano, todos os municípios, independentemente da cor partidária que representam, tomaram posição unânime de desacordo perante as alterações propostas para o setor.
Ao nosso governo há que aplicar a mensagem constante nas passagens de nível “PARE, ESCUTE E OLHE”. Ouvir a população, cumprir e fazer cumprir a Constituição da Republica, faz parte da atuação de um estado de direito, o qual cada vez é mais e só na letra da lei e cada vez menos na prática das políticas de âmbito nacional.
Por onde queremos ir?
R: Queremos um serviço público de transporte, direito constitucionalmente reconhecido que cumpra a missão para a qual foi concebido – prosseguindo o interesse público, as necessidades das populações.
Queremos um modelo de financiamento em que a sustentabilidade do sistema se baseie no aumento da receita gerada pelo aumento da procura, através da captação de novos utentes; e na redução dos custos.
Através da justa repartição dos custos entre o estado, os operadores e os utentes;
Através da diminuição da despesa por via da redução dos custos com os combustíveis e fontes de energia, com outros fatores de produção e revisão da política fiscal;
Através do aumento da receita, por via de preços mais competitivos, aumento e melhoria da oferta no que concerne a número de circuitos e adequação de horários e percursos, entrada dos parques de estacionamento na ‘equação’ (No caso de Palmela, o município diligenciou, tendo já conseguido, através de protocolo com a REFER, a gratuitidade de alguns parques de estacionamento), como fator de facilitação e, logo, atratividade do transporte coletivo.
MAIS, não podemos ignorar outros aspetos, também eles importantes para uma sociedade mais sustentável e inclusiva, tais como:
Num quadro de promoção do desenvolvimento sustentável, equacionar, no estudo em causa, aspetos ambientais e sociais no que concerne o sistema tarifário e a bilhética, nomeadamente:
Comunicação clara e acessível quanto ao sistema tarifário (bem como quanto a outros aspetos como circuitos, horários e intermodalidade);
Produção dos títulos de transporte sustentável quanto aos materiais utilizados;
Acesso e pagamento fácil, inclusivo (Estude-se, a propósito, o caso dos terminais sem operador, com bilheteira totalmente automatizada, em que as características, e até as falhas, das máquinas utilizadas constituem um óbice ou um fardo para as pessoas menos letradas ou iletradas, invisuais) e ambientalmente sustentável, evitando-se deslocações para fora do percurso habitual para aquisição de títulos.
Queremos ver materializado o direito constitucionalmente reconhecido e só!
Pense, reflita, indigne-se, lute pelos seus, nossos direitos, pois todos juntos seremos mais fortes! 
.artigo de opinião de Fernanda Pésinho, Dirigente nacional de “Os Verdes” e Vereadora na Câmara Municipal de Palmela

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Jornadas Ecologistas d' Os Verdes passam pelo concelho de Palmela

9 de fevereiro de 2015
Na passada segunda-feira, dia 9 de Fevereiro, tiveram lugar em Palmela as Jornadas Ecologistas do Distrito de Setúbal, promovidas pelo Coletivo Regional do Partido Ecologista “Os Verdes”.
Depois das últimas iniciativas que percorreram os concelhos de Almada, Barreiro e Moita, as Jornadas Ecologistas de segunda-feira decorreram em Palmela, e tiveram como objetivo abordar os seguintes temas: acesso à saúde, mobilidade e transportes públicos, educação, produção e consumo local e, ainda, recursos hídricos.
“Os Verdes” relembram que assinalaram as questões negativas com um girassol laranja e triste e as questões positivas com um girassol verde e alegre. Estas iniciativas contaram com a presença do Deputado ecologista, José Luís Ferreira, assim como a presença da Vereadora de “Os Verdes”, Fernanda Pésinho, eleita na Câmara Municipal de Palmela nas listas da CDU.




















sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

9 de Fevereiro: Prosseguem em Palmela as Jornadas Ecologistas de “Os Verdes” - Distrito de Setúbal

Prosseguem na próxima segunda-feira, dia 9 de Fevereiro, as Jornadas Ecologistas do Distrito de Setúbal, promovidas pelo Coletivo Regional do Partido Ecologista “Os Verdes”.

Depois das últimas iniciativas que percorreram os concelhos de Almada, Barreiro e Moita, as Jornadas Ecologistas de segunda-feira decorrerão em Palmela, e terão como objetivo abordar os seguintes temas: acesso à saúde, mobilidade e transportes públicos, educação, produção e consumo local e, ainda, recursos hídricos. 
“Os Verdes” relembram que assinalarão as questões negativas com um girassol laranja e triste e as questões positivas com um girassol verde e alegre. O PEV destaca, ainda, a presença do Deputado ecologista, José Luís Ferreira, nestas iniciativas, assim como a presença da Vereadora de “Os Verdes”, Fernanda Pésinho, eleita na Câmara Municipal de Palmela nas listas da CDU.

Programa

9 de Fevereiro – segunda-feira - Pinhal Novo e Palmela

10:00h - “Extensão de saúde do Pinhal Novo” - Colocação de “girassol triste” pela não construção da extensão de saúde, na Rua Manuel Veríssimo da Silva, Pinhal Novo – Sul, local onde se encontra o terreno cedido pela autarquia para a construção da referida extensão de saúde

11:00h - Ecopista do Pinhal Novo – início da Rua Luís de Camões, junto à placa de inauguração da Ecopista - Colocação de “girassol alegre” pela promoção da mobilidade sustentável no concelho de Palmela

11:30h - Horta comunitária do Pinhal Novo – Urbanização Quinta do Pinheiro - Colocação de “girassol alegre” pela promoção da Produção e Consumo Local e pelo reforço dos laços da solidariedade local

12:00h - Ribeira da Salgueirinha – Rua Vale do Alecrim, Pinhal Novo - Colocação de “girassol alegre” pela requalificação e regularização da Ribeira da Salgueirinha, obra há muito prevista que era da responsabilidade do Governo e que agora a autarquia vai realizar

12:30h - Escola Secundária de Palmela - Avenida do Palmelense Futebol Clube, Palmela - Colocação de “girassol triste” pela não construção do pavilhão gimnodesportivo

13:00h - Terminal Rodoviário dos TST em Palmela - Colocação de “girassol triste” pela ausência de rede de transportes adequada às necessidades das populações, redução de horários, supressão de carreiras – ação de contato com a população e distribuição de documentos

“Os Verdes” convidam os senhores e senhoras jornalistas a participar nestas ações e a tomar conhecimento, de forma mais aprofundada, das razões apresentadas pelo PEV para atribuição destes “galardões” (contacto – Susana Silva – 913 017 475). Em breve seguirá informação concreta sobre as iniciativas futuras programadas para os outros concelhos do Distrito de Setúbal, no âmbito destas Jornadas Ecologistas.

Pl´O Coletivo Regional de Setúbal do Partido Ecologista “Os Verdes”,
Contato do Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
(T: 213 960 308; TM: 917 462 769 -  osverdes@gmail.com)
www.osverdes.pt
Lisboa, 5 de Fevereiro de 2015

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Privatização do setor dos resíduos sólidos – Era uma vez….

Opinião|Privatização do setor dos resíduos sólidos – Era uma vez….
Hoje vou contar uma história, uma história sobre Resíduos Sólidos.
E porquê sobre Resíduos?
Porque,
a)     É um setor estratégico para o país, uma vez que prende-se com a saúde pública e com o ambiente;
b)     Porque tem sido um setor objeto de grandes alterações legislativas pela maioria que nos governa, no sentido da sua privatização.
É assim importante partilhar convosco as justificações que o nosso governo tem apresentado para as referidas alterações, bem como o impacto dessas alterações na vida das autarquias locais e na vida de cada um de nós em particular.
Para uma melhor perceção convém, fazer um simplista enquadramento histórico.
Ora,
A higiene urbana, entendida como a limpeza dos nossos espaços públicos, recolha do lixo, seu tratamento, faz parte integrante das atribuições e competências das Câmaras Municipais – um setor da esfera pública, portanto.
Os Municípios, reconhecendo vantagem na associação de meios para a execução das tarefas que materializam o exercício dessas competências e atribuições, juntaram-se e criaram um sistema intermunicipal. Depois o Estado Central – diga-se o governo à altura – entendeu alargar o âmbito de intervenção, criando a possibilidade da entrada de capitais privados, e por diploma legal. E neste sistema a que os municípios foram obrigados a aderir, ficaram repartidas as ações da sociedade comercial, entretanto, constituída, desta forma:
- 51%, para o Estado, através da Empresa Geral de Fomento (EGF);
- 49%, para os municípios. 
Acontece que o governo, de novo por diploma legal – quis vender as suas ações aos privados, não deixando os municípios comprarem essas ações – o que significa que passa este setor a ser dominado por uma empresa privada e pelas suas regras, as de mercado e onde o objetivo é o lucro.
Diferente, portanto, de uma gestão pública – onde o objetivo é servir o maior número de pessoas, com tarifas que estão longe, nalguns casos do custo do serviço que é prestado, mas por uma opção política consciente. Assim acontece com as opções da Câmara Municipal de Palmela, e outras do Distrito de Setúbal, onde o que se pretende é fixar tarifas que se aproximem das necessidades da população, e que sirvam de compensação em face da conjuntura de crise que se vive, consequência das opções políticas dos nossos governantes.
Estas alterações legislativas representam:
- Diminuição da segurança no trabalho;
- E uma ingerência na autonomia do poder local.
Depois outra das alterações legislativas prende-se com o reforço dos poderes da Entidade Reguladora (ERSAR). O governo, dotou agora esta entidade de poderes vinculativos.
O que significa isso, pergunta-se?
R: Significa que a entidade reguladora emitia recomendações aos municípios. Aconselhava sobre as tarifas fixadas pelas câmaras. Mas agora o governo, violando a Constituição da República Portuguesa, a qual estipula que as autarquias locais gozam de autonomia financeira (o que significa que as autarquias podem fixar livremente os seus preços, tarifas e taxas), vêm esse poder violado, restringido, quando a ERSAR passa a ter poderes para fixar tarifas e impor o seu cumprimento às Câmaras Municipais.
E QUAIS OS FUNDAMENTOS QUE O NOSSO MINISTRO DO AMBIENTE INVOCA PARA ESTAS ALTERAÇÕES:
a)     Para aumentar a qualidade do serviço;
b)     Para a sustentabilidade financeira do setor dos resíduos e do sistema multimunicipal;
c)     Para criar tarifas de valores mais uniformes, e igualar o valor pago no litoral com o valor pago no interior.
Perguntas que todos nós devemos fazer: Mas o serviço é melhor prestado se for por privados? Os seus trabalhadores são melhores que os trabalhadores do setor público? As empresas privadas e os seus trabalhadores têm a exclusividade da qualidade? Do bem-fazer?
R: Não, claro que não. Quanto a este argumento do governo, de que privatizamos porque só assim haverá qualidade, devemos responder que  se as autarquias não fazem melhor é porque existem constrangimentos fruto do desinvestimento público no setor, por parte do estado, e fruto das políticas do governo que impedem a contração de pessoal e a realização de despesa, o que dotaria as autarquias de maiores e melhores recursos para a execução do serviço.
Devemos dizer, ao Sr. Ministro, que a venda das ações do Estado aos privados tem subjacente outras razões que não a qualidade do serviço, e que a razão verdadeira é que o governo quis vender a privados um setor que dá lucro, sim dá lucro, porque se não desse lucro não existia interesse do grande capital na aquisição destas ações. O motivo subjacente à decisão do nosso governo é fazer dinheiro, à custa desse setor que cada um de nós ajuda a que seja lucrativo, para fazer face ao desbaratar de dinheiro, o que colocou o nosso país nesta vergonhosa situação de crise económica e financeira.
Quanto ao segundo argumento aduzido pelo governo para as alterações legislativas – é necessário privatizar para a sustentabilidade económico-financeira do sistema.
É mentira que este necessite de tais medidas para ser sustentável, porque ele com uma gestão só pública, ainda este ano, a AMARSUL – teve lucro.
Outro argumento que não podemos aceitar.
Quanto ao terceiro argumento – necessidade de dotar a entidade reguladora de poderes vinculativos para igualar as tarifas ao nível nacional, aproximando o interior do litoral. Mas o Ministro do Ambiente ainda vai mais longe, ao afirmar que as tarifas vão descer.
Dito assim, parece um argumento nobre. Todos somos portugueses. Não deve existir desigualdades entre interior e litoral do país.
Mas pergunta-se, já assistimos a alguma privatização de outros Setores do Estado ter dado lugar à baixa de preços, tarifas?
R: Respondemos que não. Basta pensar no que aconteceu com a privatização da EDP. A eletricidade baixou? Não. Com a GALP, o gaz baixou? Não. Então e agora com a privatização do Setor dos Resíduos as tarifas vão baixar? Não. A tarifa fixada pela Câmara de Palmela, por exemplo, é das mais baixas. O que pode vir a acontecer é as nossas subirem para baixar as tarifas do interior, e assim aproximarem-se os valores. E nós voltamos a fazer uma pergunta? Devemos pagar mais para que outros noutros pontos do país paguem menos?
Não. O governo tem outras medidas para tornar mais atrativo e competitivo o interior do pais, através das transferências do orçamento do estado, ao invés de estar a onerar cada um de nós para nivelar o interior e o litoral.
Consequências, para todos nós: A acrescer aos cortes salariais, nuns casos, ao não aumento do salário, noutros, à não progressão e promoção, à diminuição das comparticipações sociais do estado – tudo consequências das políticas dos nossos governantes nacionais-, passaremos a ter mais despesas com o aumento da tarifa de resíduos.
Por fim, as recentes alterações legislativas, vêm com uma novidade – introduzem a permissão da AMARSUL poder fazer também a recolha do lixo em baixa, ou seja, a possibilidade desta sociedade comandada maioritariamente por capitais privados efetuar a recolha em “baixa” e já não só o seu tratamento e recolha em “alta”.
Se tal acontecer, o que pretende o governo fazer a todos os trabalhadores do setor que trabalham nas autarquias, bem como aos trabalhadores dos sistemas multimunicipais com uma gestão maioritariamente privada?
Esta, uma questão para refletirmos em conjunto. Contudo, de antemão sabemos que segurança no trabalha é posta em causa – Atendendo que uma gestão privada visa em primeira mão o lucro, e muitos trabalhadores já viram os seus postos de trabalho em causa desde o início deste procedimento de privatização do setor dos resíduos.
Termino fazendo um apelo e uma citação, para final de história.
Um Apelo aos trabalhadores deste setor -, temos razões para continuarmos a lutar, mesmo em face dos constrangimentos conhecidos, e continuaremos a recorrer a todos os meios, incluindo os judiciais, para fazer travar ou melhor inverter o procedimento de privatização, pois convosco estamos solidários.
E porque “Privatizar” é a palavra de ordem do nosso governo, “a cura para todos os males”, mesmo que isso represente a alienação de um setor que é estratégico para a nossa economia, permitam-me terminar esta triste história da privatização do setor dos resíduos e do seu “enviesado” procedimento, citando Saramago: Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo.”. Fim de citação. 
Artigo de opinião de Fernanda Pésinho, Dirigente nacional de “Os Verdes” e Vereadora na Câmara Municipal de Palmela, publicado aqui