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terça-feira, 24 de março de 2015

23 de Março - Setúbal - Jornadas Ecologistas de “OsVerdes” do Distrito de Setúbal

Na passada segunda-feira, dia 23 de Março, em Setúbal, tiveram as Jornadas Ecologistas do Distrito de Setúbal, promovidas pelo Coletivo Regional do Partido Ecologista “Os Verdes”.

Depois das últimas iniciativas que percorreram os concelhos de Sesimbra, Alcochete, Montijo, Palmela, Barreiro, Moita, Almada e Seixal, as Jornadas Ecologistas de segunda-feira decorreram no Concelho de Setúbal, e tiveram como objetivo abordar os seguintes temas: transportes, mobilidade, segurança social, ambiente e requalificação ambiental.  

As iniciativas de segunda-feira, dia 23 de Março, contaram com a presença da Deputada do PEV, Heloísa Apolónia, e de outros dirigentes e ativistas de “Os Verdes”. 

“Os Verdes” relembram que assinalaram as questões negativas com um girassol laranja e triste e as questões positivas com um girassol verde e alegre.















quinta-feira, 19 de março de 2015

23 de Março - Setúbal - Prosseguem as Jornadas Ecologistas de “OsVerdes” do Distrito de Setúbal

Prosseguem na próxima segunda-feira, dia 23 de Março, em Setúbal, as Jornadas Ecologistas do Distrito de Setúbal, promovidas pelo Coletivo Regional do Partido Ecologista “Os Verdes”.

Depois das últimas iniciativas que percorreram os concelhos de Sesimbra, Alcochete, Montijo, Palmela, Barreiro, Moita, Almada e Seixal (amanhã), as Jornadas Ecologistas de segunda-feira decorrerão no Concelho de Setúbal, e terão como objetivo abordar os seguintes temas: transportes, mobilidade, segurança social, ambiente e requalificação ambiental.  
As iniciativas de segunda-feira, dia 23 de Março, contarão com a presença da Deputada do PEV, Heloísa Apolónia, e de outros dirigentes e ativistas de “Os Verdes”. “Os Verdes” relembram que assinalarão as questões negativas com um girassol laranja e triste e as questões positivas com um girassol verde e alegre e destacam, ainda, a realização de uma conferência de imprensa, pelas 11.30h, para balanço das Jornadas no Distrito.  
   
Programa - Setúbal

23 de Março – segunda-feira
9.00h - Estação de comboios de Setúbal - colocação de “girassol triste” pela falta de investimento no transporte ferroviário e pela eliminação da paragem do Intercidades na cidade de Setúbal, que representa mais uma machadada no transporte ferroviário, deixando uma capital de distrito sem ligação direta ao Algarve, restringindo assim o direito à mobilidade da população.
 10.00h - Terminal Rodoviário dos Transportes Sul do Tejo (TST) – colocação de “girassol triste” pelo aumento dos títulos de transportes, supressão de carreiras, incumprimento e redução de horários, incumprimento dos direitos laborais dos trabalhadores e pela ausência de rede de transportes adequada às necessidades das populações.
11.00h -Delegação da Segurança Social de Setúbal – Praça da República – colocação de “girassol triste” pelo despedimento de trabalhadores da Segurança Social.
11.30h - Conferência de imprensa – Jardim da Beira-Mar, junto à sede do Parque Natural da Arrábida/RNES, com a presença da Deputada do PEV, Heloísa Apolónia - balanço das Jornadas Ecologistas no distrito de Setúbal.
12.30h - Ciclovia - Avenida Luísa Todi, junto ao coreto – colocação de “girassol alegre” pela criação da ciclovia e de vias partilhadas na cidade de Setúbal, contribuindo para uma mobilidade sustentável.
 13.15h - Parque Urbano de Albarquel – colocação de “girassol alegre” pela requalificação da zona ribeirinha, entre a Praia da Saúde e o Parque Urbano de Albarquel, com criação de zonas de lazer e para a prática de desporto, contribuindo assim para a restituição do Rio Sado à população.
 15:30h - Moinho de Maré da Mourisca, Herdade da Mourisca (Faralhão) – colocação de “girassol alegre” pela recuperação do moinho, e pela promoção de várias atividades nas áreas da educação e animação ambiental e do turismo de natureza, resultantes da parceria entre o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e da Câmara Municipal de Setúbal.

“Os Verdes” convidam os senhores e senhoras jornalistas a participar nestas ações e a tomar conhecimento, de forma mais aprofundada, das razões apresentadas pelo PEV para atribuição destes “galardões”. Em breve seguirá informação concreta sobre as iniciativas futuras programadas para os outros concelhos do Distrito de Setúbal, no âmbito destas Jornadas Ecologistas.

Pl´O Coletivo Regional de Setúbal do Partido Ecologista “Os Verdes”,
Contato do Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
(T: 213 960 308; TM: 917 462 769 -  osverdes@gmail.com)
www.osverdes.pt
Lisboa, 19 de Março de 2015

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Barreiro e Moita - Jornadas Ecologistas de “Os Verdes” no Distrito de Setúbal

Ontem, dia 5 de Fevereiro, tiveram lugar no Barreiro e na Moita, as Jornadas Ecologistas do Distrito de Setúbal, promovidas pelo Coletivo Regional do Partido Ecologista “Os Verdes”.
Depois das últimas iniciativas que percorreram o concelho de Almada, as Jornadas Ecologistas de quinta-feira decorreram no Barreiro e na Moita, sobre diversos temas: transportes públicos, saúde e ordenamento do território.
“Os Verdes” relembram que assinalaram as questões negativas com um girassol laranja e triste e as questões positivas com um girassol verde e alegre.
No final do dia, realizou-se uma tertúlia denominada “Transportes na Área Metropolitana de Lisboa” que decorreu no “àPortuguesa Brr”(Av. Bento Gonçalves, nº 128, Barreiro) e que contou com a presença do Deputado à Assembleia da República, José Luís Ferreira e do Vereador d’ Os Verdes, Rui Lopo, na Câmara Municipal do Barreiro.








terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

5 de Fevereiro – Barreiro e Moita - Prosseguem as Jornadas Ecologistas de “Os Verdes” no Distrito de Setúbal

Prosseguem na próxima quinta-feira, dia 5 de Fevereiro, as Jornadas Ecologistas do Distrito de Setúbal, promovidas pelo Coletivo Regional do Partido Ecologista “Os Verdes”.

Depois das últimas iniciativas que percorreram o concelho de Almada, as Jornadas Ecologistas de quinta-feira decorrerão no Barreiro e na Moita, sobre diversos temas: transportes públicos, saúde e ordenamento do território.  
“Os Verdes” relembram que assinalarão as questões negativas com um girassol laranja e triste e as questões positivas com um girassol verde e alegre.

O PEV destaca, ainda, a realização de uma tertúlia denominada “Transportes na Área Metropolitana de Lisboa” que decorrerá no “àPortuguesa Brr”(Av. Bento Gonçalves, nº 128, Barreiro) e que contará com a presença do Deputado à Assembleia da República, José Luís Ferreira e do Vereador d’ Os Verdes, Rui Lopo, na Câmara Municipal do Barreiro.  
   
Programa  
   
5 de Fevereiro – quinta-feira  

Barreiro

7:00h – Terminal Barreiro - Colocação de “girassol triste” nos postes do terminal contra a privatização da Soflusa/Transtejo e pela defesa do direito à mobilidade - ação de contato com a população e distribuição de documentos
9:00h – Estação do Barreiro/Linha do Sado - Entrega de galardão à Comissão de Utentes da Linha do Sado pela sua luta pela eletrificação da linha e pelo cumprimento de horários
10:00h - Oficinas da EMEF (Rua Miguel Pais, Barreiro) - Colocação de “girassol triste” pela falta investimento nas oficinas e necessidade de contratação de trabalhadores.
11:00h - Transportes Coletivos do Barreiro (Vale da Amoreira, Barreiro) - Colocação de “girassol alegre” e entrega de galardão à Câmara Municipal do Barreiro pela manutenção do serviço público de transportes ao serviço da população
12:00h - Antiga estação do Lavradio - Colocação de “girassol alegre” e entrega de galardão ao Movimento Cívico de Salvaguarda do Património Ferroviário do Barreiro, pela defesa do património ferroviário do Barreiro e requalificação da antiga estação do Lavradio, atualmente Espaço L.
13:00h - Centro Hospitalar Barreiro – Montijo - Colocação de “girassol triste” pela degradação dos cuidados de saúde, caos nas urgências do hospital e falta de profissionais de saúde. O PEV entregará um galardão à Comissão de Utentes de Saúde da Baixa da Banheira e à Comissão de Utentes de Saúde da União das Freguesias do Alto do Seixalinho, Santo André e Verderena, pela sua luta em defesa dos cuidados de saúde da população – ação de contato com a população e distribuição de documentos

Moita

15:00h - Caldeira e passeio ribeirinho da Moita, junto à Câmara Municipal da Moita - Colocação de “girassol alegre” pela obra de regeneração e requalificação da caldeira e passeio ribeirinho e entrega de galardão à autarquia da Moita pela concretização da obra.
16:00h - Paragem dos Transportes Sul do Tejo, junto à Câmara Municipal da Moita - Colocação de “girassol triste” pela não prestação do serviço público, elevado preço dos passes, não cumprimento de horários e supressão de carreiras - ação de contato com a população e distribuição de documentos
17:00h - Linha do Sado, Estação de comboios da Baixa da Banheira - Colocação de “girassol triste” pela falta de condições de segurança e de acesso das estações que servem a Linha do Sado - ação de contato com a população e distribuição de documentos

21.00h - Tertúlia sobre “Transportes na Área Metropolitana de Lisboa” - “àPortuguesa Brr”

“Os Verdes” convidam os senhores e senhoras jornalistas a participar nestas ações e a tomar conhecimento, de forma mais aprofundada, das razões apresentadas pelo PEV para atribuição destes “galardões”. Em breve seguirá informação concreta sobre as iniciativas futuras programadas para os outros concelhos do Distrito de Setúbal, no âmbito destas Jornadas Ecologistas.

Pl´O Coletivo Regional de Setúbal do Partido Ecologista “Os Verdes”,
Contato do Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
(T: 213 960 308; TM: 917 462 769 -  osverdes@gmail.com)
www.osverdes.pt
Lisboa, 3 de Fevereiro de 2015

terça-feira, 18 de março de 2014

Tempo de Antena do PEV

Tempo de Antena do Partido Ecologista «Os Verdes» sobre as Eleições Europeias de 2014.
Com intervenções de Manuela Cunha, Mariana Silva, Susana Silva e Mónica Frassoni.
As questões da Orla Costeira, o Litoral, o Desemprego e a Europa são as questões principais deste tempo de antena do PEV.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

ESTAREMOS NAS RUAS EM LUTA!, por Jorge Manuel Taylor (Dirigente do Partido Ecologista “Os Verdes”)


Devemos, participar na Manifestação “ Dia Nacional de Luta – Contra a Exploração e o Empobrecimento”. É nosso dever reforçar a consciência de que cada um de nós pode alterar a situação se usarmos os nossos direitos de cidadania, participando e dando voz colectiva, não só a esta forma de luta como também a todas as outras que possam vir a acontecer.
 
Numa altura em que a crescente precariedade se traduz em milhares de desempregados e o número de portugueses no limiar da pobreza a ultrapassar cerca de 2,5 milhões de pessoas, as novas medidas de “recalibrar” (o alargamento do actual CES – Contribuição Extraordinária de Solidariedade, taxa sobre todas as pensões, e o aumento da contribuição dos funcionários públicos para a ADSE), são para a maioria dos portugueses, ainda mais gravosas que as medidas impostas pelo Plano A, o alargamento do CES, não é de forma alguma, uma alternativa ao aumento dos impostos, é um aumento dirigido apenas aos reformados, porque a precaridade e os sacrifícios parecem ser as únicas respostas deste Governo. E o resultado destas políticas, está à vista de todos, asfixia das famílias, mais sacrifícios para quem trabalha e para os reformados, pobreza, precaridade. Nunca se ouviu falar tanto em precaridade como agora. Depois de viajarmos, um pouco, no tempo constatamos que esta era uma realidade do passado, de um passado onde não havia direitos. E hoje?
Hoje,
Os pensionistas/reformados e os funcionários públicos são um dos grupos mais vulneráveis ao sacrifício, à precaridade quiçá à pobreza. Se por um lado, são constantemente convidados e obrigados a aceitar as medidas de austeridade, impostas pelo Governo, por outro lado, não têm meios para as não aceitar. Só lhes resta vir para as ruas em luta pelos seus direitos, liberdades e garantias. Fazendo prosseguir, hoje mais do que nunca, desta forma, os valores e conquistas da Revolução dos Cravos de 1974.
É aqui que as razões que levaram a CGTP-IN a convocar a manifestação “Dia Nacional de Luta”, a acontecer no dia 01 de Fevereiro de 2014, ganha maior sentido.
Este flagelo social a que me refiro e que o Governo PSD/CDS tem vindo a fomentar, mostra-nos que este Governo carrega consigo uma agenda ideológica que tem norteado a sua acção. Só assim se explica a recusa do Governo em “convocar” os rendimentos do capital para contribuírem na resposta à crise, que até à presente data, têm sido poupados, e como tal, passado ao lado dos sacrifícios, bem como, renegociar os prazos, os montantes e os juros da dívida pública, por forma a tornar possível o cumprimento dos compromissos que o País assumiu com a troica. Por isso a postura do governo, merece ou exige uma colossal manifestação de protesto: Os motivos são bastantes:
• Os salários e pensões indignos, o seu roubo total ou parcial e a redução permanente.
• O alargamento da CES – Contribuição Extraordinária de Solidariedade (taxa sobre todas as pensões).
• O aumento da contribuição dos funcionários públicos para ADSE.
• As medidas gravosas da legislação laboral.
• Pela reposição dos direitos retirados.
• Pela actualização do Salário Mínimo Nacional.
• Pela defesa e melhoria das Funções Sociais do Estado.
• Por mais e melhores serviços públicos, contra as privatizações e o encerramento de serviços essenciais ao bem-estar das populações.
• Por uma política fiscal que desagrave os impostos dos trabalhadores e pensionistas, combata a fraude e evasão fiscal e taxe os lucros do capital.
• Pelo respeito da Constituição da República e a defesa do regime democrático.
 
São procedimentos que promovem, sem dúvida nenhuma, a descrença e a revolta, porém, estou convicto que a manifestação de 01 de Fevereiro convocada pela CGTP-IN, como todas as outras formas de luta, será um gigantesco grito de revolta contra todas essas medidas, “recalibradas”, ou não, que estão a empobrecer o País e os Portugueses e a acentuar as desigualdades sociais.
É em tempos de descrença e revolta que surge a necessidade de atitudes que acordem os sentidos, que sacudam as consciências.
É por tudo isso que todos nós, devemos, participar na Manifestação “ Dia Nacional de Luta – Contra a Exploração e o Empobrecimento”. É nosso dever reforçar a consciência de que cada um de nós pode alterar a situação se usarmos os nossos direitos de cidadania, participando e dando voz colectiva, não só a esta forma de luta como também a todas as outras que possam vir a acontecer.
Não hesite, participe, juntos vamos lembrar ao governo que é preciso colocar o País a produzir. Como já referi, para isso é preciso investimento público de qualidade, para isso só há um caminho a trilhar, renegociar os prazos, os montantes e os juros da dívida pública, que nos permita investir e produzir riqueza e desta forma reunir condições para pagar a dívida, tendo sempre em apreciação os efeitos das decisões sobre a vida dos portugueses.
 
"O PEV – Partido Ecologista “Os Verdes”, tudo fará, na Assembleia da República e fora dela, para impedir a prossecução destas medidas e estará sempre ao lado dos trabalhadores e dos pensionistas/reformados/idosos lutando na Assembleia da República ou nas ruas, por um País melhor. Um País harmonioso, um País em que o engenho encontra a natureza para fazer de cada homem e de cada mulher um ser pleno e feliz.
POR ISSO EM 2014 ESTAREMOS NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA OU NAS RUAS EM LUTA!
artigo de opinião do Dirigente do PEV, Jorge Manuel Taylor publicado no Jornal Rostos

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

AINDA HÁ TEMPO PARA RENEGOCIAR A DÍVIDA PÚBLICA, por Jorge Manuel Taylor (Dirigente do Partido Ecologista “Os Verdes”)


Renegociar a dívida não é fugir ao seu pagamento, não significa não cumprir. Renegociar os prazos, os montantes e os juros da dívida pública é a única forma de tornar possível o efectivo cumprimento dos compromissos que o País assumiu.
 
Mais uma vez o Governo tentou Governar fora do quadro Constitucionalmente estabelecido. Desta vez o governo tentou violar a Lei Fundamental do país a propósito dos cortes nas pensões da Caixa Geral de Aposentações. Como forma de “compensar” esse chumbo, no dia 02.01.2014, o Ministro Marques Guedes anunciou:
 
• O Alargamento da actual CES – Contribuição Extraordinária de Solidariedade (taxa sobre todas as pensões).
• O Aumento da contribuição dos funcionários públicos para a ADSE.
Numa altura em que a precaridade não pára de crescer, o número de pessoas no limiar da pobreza ultrapassam cerca de 2,5 milhões de portugueses, o Governo PSD/CDS, em vez de aplicar impostos sobre os grandes grupos económicos e sobre os mais ricos, mais uma vez são os “Funcionários Públicos, os Pensionistas/Reformados e as Pequenas e Médias Empresas”, que pagam a crise.
 
Mais uma vez o Governo, com as novas medidas de “recalibrar” quer voltar a chamar os mesmos ao sacrifício, retirando dos bolsos de quem já não tem mais para dar e que não tem qualquer responsabilidade na crise que está instalada.
 
É INJUSTO.
 
Numa altura em que a precaridade não pára de crescer é fundamental que o Governo proponha um verdadeiro Plano B e não um Plano AA.
 
Um Verdadeiro Plano que,
• Não carregue ainda mais sobre os do costume, os que TRABALHAM e os REFORMADOS.
• Que “convoque” os rendimentos do capital para contribuírem na resposta à crise, que até à presente data, têm sido poupados, e como tal, passado ao lado dos sacrifícios.
 
É ESSENCIAL.
 
É preciso que o Governo comece definitivamente a agravar, a título exemplificativo, os impostos sobre as mais-valias e os dividendos (lucros) dos grandes grupos económicos e das grandes empresas.
 
É preciso que o Governo coloque a banca a pagar uma taxa efectiva de IRC igual a que pagam as Micro, Pequenas e Médias Empresas. Não se compreende como o mesmo Governo que está constantemente a “roubar” as reformas das pessoas que descontaram uma vida, é o mesmo Governo que ainda agora, com o apoio do Partido Socialista, baixou a taxa de IRC (Imposto sobre os Rendimentos das Pessoas Colectivas, o que equivale ao IRS das Pessoas Singulares) das grandes empresas. Uma redução de dois pontos percentuais que vai permitir às grandes empresas deixar de pagar milhões e milhões de euros ao Estado.
 
É preciso Renegociar a Dívida. A única forma de pagar este “encargo” é proceder à sua renegociação.
Renegociar a dívida não é fugir ao seu pagamento, não significa não cumprir. Renegociar os prazos, os montantes e os juros da dívida pública é a única forma de tornar possível o efectivo cumprimento dos compromissos que o País assumiu. O não renegociar, esta teimosia do Governo e dos Partidos da maioria, traduz-se nos pesadíssimos sacrifícios que os Portugueses estão a suportar, afinal para nada.
 
O pior cego é aquele que não quer ver, que quanto mais aumentam os sacrifícios dos portugueses, mais aumenta a dívida.
É ISTO QUE MAIS DÓI À MAIORIA DOS PORTUGUESES, FAZER SACRIFÍCIOS ATRÁS DE SACRIFÍCIOS E NA LANTERNA DOS “DESESPERADOS”, NINGUÉM CONSEGUE VER A TAL LUZ NO FUNDO DO TÚNEL, OS TAIS “SINAIS POSITIVOS” QUE SÓ O GOVERNO DIZ QUE ESTÁ A VER.
 
O certo é que os portugueses continuam a empobrecer e a dívida a aumentar.
O certo é que não há nenhum povo que consiga pagar uma dívida sem produzir. Um povo que não produz como pode criar riqueza? E se não cria riqueza como pode pagar a divida? Simplesmente não consegue pagar.
 
É preciso colocar o País a produzir. Para isso é necessário investimento público de qualidade. Objecta o Governo que não há dinheiro para o investimento. Ora, não há dinheiro porque o que há é para pagar os juros da dívida, então só há um caminho, renegociar a divida, para conseguirmos alguma folga que nos permita investir e dessa forma produzir riqueza e criar assim as condições para pagar a divida. Logo o plano B terá de passar por RENEGOCIAR A DIVIDA.
 
É PRECISO.
artigo de opinião do Dirigente do PEV, Jorge Manuel Taylor publicado no Jornal Rostos

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

«Os Verdes» saúdam e apelam à participação na Marcha por Abril - Contra a Exploração e o Empobrecimento



Companheir@s,

A apresentação do Orçamento de Estado para 2014 veio confirmar o que há muito sabemos: são mais medidas que aprofundam o ataque aos trabalhadores e que rouba todos os direitos consagrados na Constituição de Abril, enquanto a Banca privada continua a ser financiada com dinheiro do Estado, à custa dos cortes nos serviços sociais, no despedimento de dezenas de milhar de trabalhadores da Administração Pública e na manutenção e aprofundamento dos sacrifícios impostos aos cidadãos que vivem dos seus rendimentos do trabalho ou das pensões de reforma.

As declarações de inconstitucionalidade, pronunciadas pelo Tribunal Constitucional, sobre diversos diplomas governamentais ou da Assembleia da República, demonstram que o governo e a maioria parlamentar que o suporta convivem mal com a Constituição da República, que juraram cumprir e fazer cumprir.

São estas e tantas outras ofensivas, que fazem crescer as razões em todos nós, para cada vez mais elevarmos o nosso protesto, e lutarmos cada vez mais contra esta vergonhosa ofensiva aos nossos direitos, participando na Marcha por Abril contra a exploração e o empobrecimento.
Numa decisão completamente  ilegítima, prepotente, arbitrária e antidemocrática e, uma vez mais, em confronto com direitos, liberdades e garantias constitucionais, o Governo anuncia a interdição dos acessos e tabuleiro da Ponte 25 de Abril para a realização da Marcha de Lisboa.

Mas a CGTP não desiste, e vai realizar a passagem rodoviária pela Ponte 25 de Abril, uma passagem para expressarmos um forte, sonoro e vibrante protesto na deslocação para a concentração final.

O Partido Ecologista «Os Verdes» e a Ecolojovem saúdam e apelam à participação na Marcha por Abril - Contra a Exploração e o Empobrecimento, promovidas pela CGTP-IN, a ter lugar no dia 19 de Outubro, em Lisboa (14:00h) e Porto (15:00h), respectivamente na Ponte 25 de Abril e na Ponte do Infante.

Mais informação de percursos e inscrições nos autocarros, aqui: http://www.cgtp.pt/comunicacao/comunicacao-sindical/6752-inscricoes-para-participar-na-marcha

Saudações Ecologistas e de Luta
Partido Ecologista «Os Verdes» e Ecolojovem

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

“Os Verdes” congratulam-se com elevada participação na greve geral de ontem



O Partido Ecologista “Os Verdes” congratula-se com a enorme adesão dos trabalhadores à greve geral de ontem, dia 14 de Novembro, convocada pela CGTP, tanto no setor privado como no setor público, nomeadamente nos dos transportes, na educação, saúde, justiça e também nos consulados.

A participação na greve geral de ontem demonstra ainda, especialmente no momento atual de crise que se vive, uma enorme coragem por parte de todos os trabalhadores que, em consequência da adesão, vão perder um dia de salário. O PEV considera ainda que este forte protesto às políticas de austeridade do PSD/CDS-PP/Troika não pode continuar a ser ignorado por este Governo, que deve retirar as devidas conclusões da contestação que este dia representou e a exigência urgente de políticas alternativas.

A participação dos trabalhadores, nomeadamente da administração pública, neste dia de luta e contestação, visa não só defender os postos de trabalho e colocar em causa as políticas governamentais e da troika que têm sido implementadas em Portugal, mas também defender o estado social, os serviços públicos e os seus utentes, sendo ainda uma clara tomada de posição contra a privatização destes serviços.

“Os Verdes” lamentam ainda todos os atos de violência ocorridos ontem, ao fim da tarde, na manifestação frente ao Parlamento.

O Partido Ecologista “Os Verdes”,
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
Lisboa, 15 de Novembro de 2012


Clique na imagem para visualizar as fotos da greve geral no Barreiro


terça-feira, 13 de novembro de 2012

“Os Verdes” apelam à participação na greve geral de 14 de Novembro


O Partido Ecologista “Os Verdes” apela à participação na greve geral de amanhã, dia 14 de Novembro, uma jornada de luta convocada pela CGTP para por um ponto final nas políticas de austeridade impostas pelo Governo e pela troika que têm vindo a afundar o país.

Portugal é hoje, por via da implementação destas políticas, um país parado com um povo em sofrimento, um país de 1 milhão e 400 mil desempregados, um país onde 3 milhões vivem na pobreza, cada vez mais endividado e mergulhado numa recessão sem precedentes. O Orçamento de Estado para 2013 não é solução. Vem, pelo contrário, acentuar ainda mais a austeridade, impõe sacrifícios dolorosos aos cidadãos e elimina qualquer possibilidade de crescimento económico. Constitui um autêntico ataque às funções sociais do Estado e a direitos fundamentais, como a proteção social, a educação e a saúde.

O PEV reafirma: é urgente inverter estas políticas, é preciso parar este escândalo. As alternativas existem e passam pela renegociação da dívida, pela promoção de políticas de apoio à produção nacional, pelo combate à fuga e à evasão fiscal.

É urgente agir para a mudança e, nesse sentido, “Os Verdes” apelam à participação na greve geral de amanhã e também nas concentrações distritais convocadas pela CGTP.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Desemprego a aumentar - Basta de teimosia, vamos renegociar a dívida, vamos reativar a economia nacional!


Os números apresentados hoje pelo INE, relativos à taxa do desemprego, ainda que não plenamente coincidentes com os dados do Eurostat, vêm confirmar o agravamento da situação em Portugal nos últimos meses.

Esta elevada taxa de desemprego é, na opinião do Partido Ecologista “Os Verdes”, uma consequência previsível das políticas seguidas pelo Governo que estão a levar a uma paralisação total da economia e a mergulhar os portugueses e o país na pobreza. Estes dados, que atingem percentagens assustadoras em certas regiões (Lisboa – 17.6%, Madeira – 16.8%, Açores – 15.6%, Norte – 15.2%) e entre os jovens (35.5%), traduzem uma situação de gravidade muito profunda que exige a tomada de medidas urgentes e concretas, que o Governo recusa a encarar.

Caso estas medidas, nomeadamente as medidas de apoio às pequenas e médias empresas, à produção alimentar nacional, à criação de emprego jovem, à recuperação de sectores estratégicos fundamentais e ao combate ao desemprego de longa duração, não sejam tomadas, não só as condições de vida dos portugueses ir-se-ão agravar ainda mais, como o desenvolvimento do país ficará hipotecado por muitos anos.

Por isso, “Os Verdes” consideram que é tempo que o Governo inverta caminho e proteja os verdadeiros interesses e recursos do país que não são os dos grandes accionistas ou dos mercados financeiros internacionais, mas sim os dos trabalhadores e das forças vivas que constroem Portugal.

Para tal, “Os Verdes” consideram que é tempo que o Governo ponha fim à fúria privatizadora de sectores estratégicos, da qual os Estaleiros Navais de Viana são o último alvo, e quebre definitivamente a postura de teimosia que tem vindo a ser corporizada pelo Primeiro Ministro, assumindo claramente a necessidade de renegociação dos acordos com a troika.

É tempo que o Governo tire as devidas consequências da política de austeridade que tem vindo a impor e reconheça que os baixos salários e aniquilação de direitos sociais fundamentais nunca alavancaram a economia, promoveram desenvolvimento nem criaram bem-estar.

O Partido Ecologista “Os Verdes”
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
Lisboa, 14 de Agosto de 2012

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Conclusões do Conselho Nacional do PEV reunido em Lisboa


O Conselho Nacional do PEV, reunido em Lisboa na sede Federação das Colectividades de Cultura e Recreio, na primeira reunião depois da 12ª Convenção do PEV, analisando a difícil situação ecopolítica nacional e internacional, debruçou-se com destaque para os seguintes temas:

1. No plano internacional e europeu:

1.1. Rio + 20: Frustração e desalento – um falhanço monumental! A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável de 2012, que voltou à cidade do Rio de Janeiro 20 anos depois da histórica Cimeira da Terra de 1992, revelou-se tremendamente frustrante pela incapacidade revelada para se definirem metas e compromissos juridicamente, ou sequer politicamente, vinculativos o que só tem paralelo na vergonhosa demissão global dos Governos em negociar e, pelo menos tentar, ir um pouco mais além do texto que acabou por ser aprovado e já estava fechado antes da Conferência se ter iniciado. O documento aprovado, “O futuro que queremos”, limitou-se a reafirmar princípios, renovar promessas e dar tímidos passos sem real significado ou que façam qualquer diferença. Nada quanto às alterações climáticas ou novas metas depois de Quioto (cuja vigência cessa daqui a 6 meses!!!), nada quanto à desertificação, saque e destruição dos recursos e da biodiversidade no alto mar, quanto à sangria de recursos naturais nos países em desenvolvimento, quanto à pobreza extrema, o fase out do nuclear, ou a criação de emprego, nada quanto aos compromissos financeiros a alocar a estes objectivos. Os únicos vencedores desta conferência, que contou com a ausência de peso como a dos Chefes de Estado da Alemanha ou dos Estados Unidos, são o capitalismo global depredatório, os mercados sem rosto, o sistema financeiro e os detentores do poder económico que defendem o “business as usual”, que lhes garante o lucro e dominação, e que consome o planeta e reduz a maioria da humanidade à servidão. “Os Verdes” afirmam, porém, que este flop nos obriga a ser ainda mais ambiciosos, designadamente a nível interno e da União Europeia no cumprimentos das metas anteriormente traçadas até 2020, sendo inaceitável o discurso de abrandamento e desinvestimento nas áreas das energias renováveis que o Governo PSD/CDS tem promovido.

1.2. Conselho Europeu: No presente momento de crise económica, quando o que seria necessário seria questionar o actual sistema e a construção europeia, romper com um modelo que gera desequilíbrios, alimenta injustiças, agrava o fosso das desigualdades entre cidadãos e Estados, verifica-se apenas a aposta nas mesmas soluções e no aprofundamento dos mecanismos de controlo dos grandes da Europa sobre os países periféricos. Esta reunião, que reúne os Chefes de Estado da União Europeia, prepara-se para reforçar os mecanismos de controlo orçamental que mais não são do que a criação de uma toda poderosa governação financeira europeia que determine orientações de construção ou correcção dos orçamentos nacionais dos Estados, que limite as possibilidades de emissão de dívida, ingerindo-se na definição da nossa política económica ou fiscal, roubando a soberania nacional e o direito do povo português, através dos seus representantes directos democraticamente eleitos, decidir o que é melhor e mais adequado para Portugal. Dos problemas de Portugal e dos portugueses, sabe o povo português, considerando "Os Verdes" que não é assim que se constrói uma Europa de solidariedade entre os povos com equidade entre Estados soberanos que se respeitem nas suas diferenças que fazem a riqueza da Europa como espaço plural que é. As notícias mais recentes dos desenvolvimentos desta Cimeira, dão-nos conta da possibilidade dos bancos se recapitalizarem directamente por recurso aos fundos europeus de socorro. Para além desta opção, da qual ainda não se conhecessem todos os contornos, representar novamente o recurso a financiamento público para apoiar o sector bancário, que se descapitalizou por vezes até em distribuição imprudente de dividendos aos accionistas, a verdade é que destinando-se a recapitalização da banca, esta medida arrisca-se a não ter qualquer consequência na disponibilização de meios para financiar a economia real o que deveria constituir a prioridade.

2. No plano nacional:

2.1. A execução orçamental: Os dados relativos ao défice orçamental, estimado em 7,9% para os primeiros três meses deste ano (mais 0,3 pontos face aos 7,5% do período homólogo de 2011), e à execução orçamental demonstram à saciedade os resultados desta política cega de austeridade como "Os Verdes" denunciaram em tempo útil e era absolutamente previsível: a retracção do consumo em virtude da diminuição do emprego e do rendimento disponível por força dos cortes sociais e salariais e aumento de impostos, só podiam conduzir à paralisia e recessão da economia nacional e à diminuição da receita fiscal. A par desta situação acresce uma verdadeira regressão de direitos sociais, retrocesso civilizacional, destruição da capacidade produtiva do país e, em última instância, a própria capacidade dos portugueses acreditarem na viabilidade do seu país continuar a ser uma nação livre e soberana. Desemprego, pobreza, injustiças, cortes sociais e descontrole orçamental são os resultados das políticas de austeridade da troika e do Governo de direita que nos desgoverna, e aos quais não se responde, com sucesso, com mais do mesmo, com mais austeridade como, insana e perigosamente, o Governo ameaça fazer. Mais do que nunca, “Os Verdes” afirmam que é preciso rasgar com esta política e acabar com este pacto antes que ele acabe connosco. É uma questão de sobrevivência.

2.2. Ataque a direitos e destruição de Serviços Públicos: O Governo, numa arrogância silenciosa, aproveita o manto da mentira e o véu das inevitabilidades para prosseguir a sua política nefasta em diferentes áreas, da saúde à educação, passando pela justiça, correios, ou pela água, a desagregação dos respectivos serviços públicos, os encerramentos e concentração de serviços, degradando a qualidade dos mesmos e transferindo custos para os cidadãos e as famílias, e entrega aos privados destes sectores vitais na garantia de direitos fundamentais aos cidadãos. Na sua política privatizadora, o Governo ora continua a apostar nas parcerias público privadas na saúde que tão caras têm saído aos portugueses, ora privatiza pela via da concessão por várias décadas como pretende fazer nos sectores dos resíduos e das águas.

Neste âmbito, "Os Verdes" anunciam que decidiram iniciar uma grande campanha de luta e esclarecimento de rua contra a privatização da água já anunciada pelo Governo.

2.3. Código do trabalho: "Os Verdes" reafirmam a necessidade de pedir a fiscalização sucessiva da constitucionalidade do Código do Trabalho que promove trabalho gratuito, precariedade e a facilitação dos despedimentos, contrariando a Constituição da República Portuguesa. Por isso, "Os Verdes", através do seu Grupo Parlamentar, subscreverá esse pedido de fiscalização. Lamentavelmente, Cavaco Silva não cumpriu a sua função de Presidente da República quando assinou de cruz um Código do trabalho com estas características, cumprindo antes o seu pacto com estas políticas que têm destruído o país. Também as alterações propostas pelo Governo à legislação laboral na Administração Pública (central e local) revelam-se como o maior atentado de sempre a este sector no pós 25 de Abril.

Lisboa, 30 de Junho de 2012,
Conselho Nacional do Partido Ecologista “Os Verdes”

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Sobre o comportamento vergonhoso da cadeia de lojas Pingo Doce

A Deputada de “Os Verdes”, Heloísa Apolónia, eleita pelo círculo eleitoral de Setúbal, proferiu hoje na Assembleia da República uma intervenção sobre o comportamento de ontem, Dia do Trabalhador, da cadeia de lojas Pingo Doce, que levou a cabo uma campanha promocional de descontos.

Na sua declaração política, a Deputada ecologista acusa a cadeia Pingo Doce de desrespeitar o valor do 1º de Maio, como dia de luta pela dignificação do trabalho, e de explorar os trabalhadores, consumidores, produtores e pequeno comércio, demonstrando não ter quaisquer escrúpulos na sua tentativa de obtenção de lucros.

Heloísa Apolónia defendeu que há limites para as estratégias empresariais, que o poder político não pode ficar sereno face a este tipo de comportamentos, e anunciou a apresentação de uma iniciativa legislativa que obrigue ao encerramento das grandes superfícies no dia 1º de Maio. A Deputada lembrou ainda que o PEV apresentou um Projecto de Lei que previa o encerramento das grandes superfícies aos domingos e feriados, com benefício para os trabalhadores e para o pequeno comércio, um projecto que foi chumbado pela maioria.

Leia aqui a intervenção completa da Deputada ecologista.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

1º de Maio, Dia do Trabalhador

No dia 1 de Maio comemora-se o Dia Internacional do Trabalhador, que celebra a luta dos trabalhadores por condições de trabalho mais justas, dignas e democráticas. Numa altura em que as dificuldades e os problemas dos portugueses continuam a crescer, o desemprego não pára de aumentar, atingindo milhares de cidadãos, agravando as situações de pobreza e de exclusão social, é cada vez mais necessário reafirmar a luta pelo direito ao trabalho digno. Para “Os Verdes”, é fundamental continuar a defender e a exigir um emprego estável, um salário digno, em condições de segurança, higiene e saúde no trabalho, contra as injustiças e a precariedade laboral. O PEV saúda todos os trabalhadores que, através do seu esforço, defendem melhores condições de trabalho e exigem ter uma vida digna e com direitos.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Conclusões do Conselho Nacional do PEV reunido em Guimarães


O Conselho Nacional do Partido Ecologista “Os Verdes”, reunido em Guimarães, analisou a situação eco-política nacional e internacional. Da análise do Conselho Nacional destacamos os seguintes pontos:

1. Tratado Orçamental

O PS, PSD e CDS/PP
, por imposição dos Senhores da Europa, aprovaram ontem o Tratado Orçamental, ao mesmo tempo que rejeitaram a proposta do Partido Ecologista "Os Verdes" no sentido de proceder a um referendo sobre mais este passo do projeto europeu.
“Os Verdes” recordam que a inscrição dos limites de défice orçamental implica que, em caso de incumprimento por parte dos estados, haverá lugar à imposição de medidas vinculativas determinadas pela Comissão Europeia, e que podem passar por alterações às leis laborais, aos salários, às reformas e pensões, aos serviços públicos, à segurança social, e até à aplicação de sanções financeiras. Ou seja, os países que estão em dificuldade, em vez de serem ajudados pela UE, ainda vão sofrer sanções financeiras, o que vai agravar ainda mais a situação desses países.
Acresce ainda que esta transferência de soberania, vai condicionar o nosso Parlamento na definição das políticas sociais, económicas e orçamentais, e arredar assim os Portugueses das decisões que mais importância assumem nas suas vidas.
Trata-se de uma facada, sem precedentes, na nossa democracia, porque as matérias orçamentais, constituem a questão chave de qualquer povo em termos de soberania.
Mas vai trazer também mais austeridade, isto quando é mais que sabido que a austeridade não é solução, como se está a ver hoje.
Neste contexto, “Os Verdes” consideram que o que está em causa com este Tratado é sério de mais para não ouvir os Portugueses, que aliás, nunca foram chamados a pronunciarem-se sobre matérias europeias e por isso condenam a decisão do PS, PSD e CDS/PP, de não permitirem que os Portugueses se pronunciassem sobre matéria tão importante.

2. Políticas Sociais

A política do Governo em matéria de Saúde resume-se a cortes cegos, no encerramento de serviços de saúde por todo o País e na pretensão assumida de transferir os custos para os utentes
, que já são dos que mais pagam com a Saúde na União Europeia.
O resultado destes cortes cegos começa a ser visível: alastram as situações de carência nos estabelecimentos de saúde públicos, sobretudo nos hospitais, falham os materiais essenciais, degradam-se os equipamentos, faltam recursos humanos, limita-se a disponibilização de medicamentos, falta material descartável para as cirurgias, doentes que podiam ter melhor qualidade de vida, mas não a têm por falta de acesso a terapêuticas inovadoras, devido aos cortes e constrangimentos financeiros e disparam as listas de espera para fazer exames.
Por outro lado, “Os Verdes” não compreendem como é que o Governo melhora o acesso dos Portugueses aos cuidados de saúde, através do encerramento de serviços de saúde que têm ocorrido por todo o País e de que é exemplo o anúncio do encerramento da Maternidade Alfredo da Costa.
Numa altura em que os Portugueses ganham menos, ficam sem o subsídio de férias e 13º mês, e ainda pagam mais impostos, quando precisam dos Serviços Públicos, que o Estado deveria assegurar de forma gratuita, não podem contar com o Estado e por isso, o PEV solidariza-se com as organizações que hoje promovem por todo o País o dia de luta em defesa do Serviço Nacional de Saúde e do direito dos Portugueses ao acesso aos cuidados de Saúde.
Relativamente à Educação, “Os Verdes” condenam a atitude do Governo que continua a desrespeitar os Pareceres do Conselho Nacional de Educação e do Conselho de Escolas, prosseguindo na sua intenção de implementar uma reforma da estrutura curricular do 2º e 3º Ciclos e Secundário, completamente à revelia desses Pareceres. O mesmo se diga, relativamente à saga do Governo na destruição do ensino público, avançando com propostas de junção de agrupamento, no mais completo arrepio da legalidade, contornando sistematicamente os Conselhos Gerais de Agrupamento e os Professores e seus representantes.

3. Alterações à Legislação Laboral

As recentes alterações à legislação laboral, constituem um grande jeito às entidades patronais, que nada tem a ver com a crise, nada tem a ver com os objectivos da competitividade, do crescimento e do emprego.
Com estas alterações laborais, o Governo apenas visa estimular os despedimentos, tornar o trabalho mais barato, colocar as pessoas a trabalhar mais e a ganhar menos e, sobretudo, enfraquecer a posição do trabalhador na relação laboral. Numa altura em que o desemprego atinge números nunca vistos, o Governo facilita os despedimentos, uma vez que o conceito de justa causa passa a ser definido pela entidade patronal; elimina feriados, reduz os dias de férias, diminui o pagamento do trabalho extraordinário, facilita o lay-off; alarga a aplicação do banco de horas; fragiliza a contratação colectiva e atribui maiores poderes às entidades patronais.
Perante todas estas ofensivas e ataques aos direitos dos Portugueses, com graves prejuízos a nivel das suas condições de vida, o Partido Ecologista “Os Verdes” saúda e envolver-se-á nas acções do 25 de Abril e do 1º de Maio, combatendo as políticas de desrespeito e da violação dos direitos consagrados na nossa Constituição, em defesa da justiça social e de melhor qualidade de vida para os Portugueses.

4. Política de Ambiente

O Governo não tem política para o ambiente, por isso reduziu substancialmente o investimento, para o ano de 2012, em todos os sectores desta tutela. Tudo o que o Governo propõe, na área ambiental, é para prejudicar os portugueses e para beneficiar um poderoso poder económico, que não olha a regras para usurpar o que for preciso, de que é exemplo a intenção do Governo em privatizar a gestão do sector da água, pondo em mãos privadas um bem que é de todos, que é essencial à vida e que não pode estar condicionado aos interesses e lógicas privadas. Para além do mais, a água ameaça ser um dos maiores factores de conflito entre Estados, e torna-se insuportável a forma como o Governo entende abrir mão do controlo deste sector.
“Os Verdes” repudiam completamente a intenção do Governo de privatizar o sector da água em Portugal, fazendo desta luta um centro da sua intervenção e aderindo às mais diversas iniciativas que tenham como objectivo a defesa da gestão pública da água.
O PEV lamenta, ainda, a demora do Governo em dar resposta ao problema da seca, um fenómeno profundamente ligado às alterações climáticas, agravado pela desertificação e despovoamento do interior do país, e que tende a ser cada vez mais frequente, matéria que o Governo continua a ignorar, apesar da gravidade das consequências das alterações climáticas.

5. Questões Regionais

Nas questões regionais, “Os Verdes” destacam que a classificação pela UNESCO do Centro Histórico de Guimarães como Património Mundial da Humanidade em 2001, a par da designação da Cidade de Guimarães como Capital Europeia da Cultura em 2012, são o reconhecimento do seu valor patrimonial e das potencialidades que este constitui para um desenvolvimento onde a cultura pode desempenhar um papel catalizador. Projectar e consolidar para além de 2012 esta dinâmica e este potencial passa obrigatóriamente, no entender de “Os Verdes”, por criar uma maior e melhor ligação da cidade de Guimarães com a Região, com o resto do País e com a Europa, nomeadamente com a vizinha Espanha. Para tal, o Partido Ecologista “Os Verdes” considera fundamental investir e desenvolver as acessibilidades e o serviço ferroviário:
Melhorar a ligação ferroviária de Guimarães e de Braga com a Espanha por via da Linha do Minho e da Linha do Douro. “Os Verdes” defendem a criação de uma Rota Ferroviária dos Patrimónios da Humanidade (Guimarães, Centro Histórico do Porto, Alto Douro Vinhateiro, Foz Coa e Salamanca); proceder à electrificação da Linha do Minho e melhorar a ligação à Linha do Norte.

6. XII Congresso do Partido Ecologista “OS Verdes”

Sob o lema, “Da indignação à ação. Os Verdes, uma força de esperança, uma força de mudança”, o PEV vai realizar em Lisboa, nos dias 18 e 19 de Maio a sua XII Convenção, procurando respostas ecologistas para a grave situação do País.

Conselho Nacional do Partido Ecologista "Os Verdes”,
Guimarães, 14 de Abril de 2012