quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

“OS VERDES” ASSOCIAM-SE A CAMPANHA GLOBAL A NÍVEL MUNDIAL E SENSIBILIZAM POPULAÇÃO PARA PROBLEMA DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Enquanto decorre a Cimeira de Copenhaga relativa às alterações climáticas, o Partido Ecologista “Os Verdes” vai promover em Lisboa, no próximo sábado, dia 12 de Dezembro, entre as 11.00h e as 12.30h, uma iniciativa pública sobre esta matéria. Esta iniciativa enquadra-se no âmbito de uma campanha internacional, a “Global Climate Campagne”, que tem por promotores organizações não governamentais, partidos verdes, sindicatos, plataformas ambientalistas, etc… e da qual o Partido Ecologista “Os Verdes” é o porta-voz em Portugal. Todas estas organizações se comprometeram a promover iniciativas nos seus respectivos países para alertar e sensibilizar as populações quanto ao grave problema ambiental das alterações climáticas e também para pressionar os Governos nacionais e os líderes mundiais a tomarem as medidas políticas adequadas à urgência e à gravidade do problema.

O PEV escolheu a baixa lisboeta - Rua Augusta, no cruzamento com a Rua da Vitória - para contactar com a população e incentivá-la a tomar uma atitude face ao problema. Para além de pretenderem sensibilizar a população para as urgentes medidas políticas a tomar pelos diversos governo, o PEV sensibilizará ainda para as acções individuais a tomar por cada indivíduo, apelando, nomeadamente, a uma alimentação que não contribua para o aumento de emissões de CO2, ou seja, consumindo alimentos produzidos localmente. Nesse sentido, “Os Verdes” oferecerão à população laranjas e outros citrinos, fruta da época, produzidos em locais próximos de Lisboa, reduzindo desta forma a distância percorrida por estes alimentos até chegarem às mãos dos consumidores e o dióxido de carbono decorrente do transporte rodoviário de grande parte dos alimentos consumidos em Portugal.

ACÇÃO DE SENSIBILIZAÇÃO - “GLOBAL CLIMATE CAMPAGNE” Sábado – 12 de Dezembro – 11.00/12.30h Rua Augusta, no cruzamento com a Rua da Vitória – Lisboa

Durante a tarde, o Conselho Nacional de “Os verdes” reunirá na sua sede nacional, em Lisboa (Rua da Boavista, nº83, 3º Dtº) tendo como temas principais a situação eco-política nacional e internacional, na qual terá destaque a Cimeira de Copenhaga, e a intervenção de “Os Verdes” para o próximo semestre.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

"Os Verdes" na Moita

Jantar do PEV na Moita

O Partido Ecologista "Os Verdes" realizou um jantar-convívio de eleitos, candidatos, amigos e simpatizantes, no dia 4 de Dezembro, no restaurante "Sabores d’África", na Moita. O jantar contou ainda com a presença dos deputados ecologistas à Assembleia da República, Heloísa Apolónia e José Luís Ferreira.

O menu africano era variado, composto por suculentos pratos de Kalulu, Cachupa, Moamba de Mancarra ou de Denden. As sobremesas também de sabor de África eram o pudim de leite de coco ou de manga, tarte de banana, suspiro de África, gelados com frutos tropicais. Na cozinha, D. Maria Augusta apurou-se para apresentar esta deliciosa ementa, que a todos soube bem.

A par do convívio, as intervenções políticas, dirigidas por Maria Martins, começaram com Jorge Taylor, membro da Junta de Freguesia de Alhos Vedros, que recordou o trabalho realizado na campanha eleitoral, salientando “a importância do PEV contar com todos os candidatos, os eleitos, os amigos e os simpatizantes e o reconhecimento que as populações dão ao trabalho prosseguido pela CDU”. Jorge Taylor deu ainda a conhecer as actividades autárquicas do PEV a levar à prática no concelho da Moita, com acções em defesa da gestão pública da água, de transportes públicos de qualidade, da produção nacional alimentar e de uma sociedade inclusa.

Passagem de simpatizante a militante
Marilú Goto contou como de simpatizante passou a militante do PEV. “Vim para “os Verdes” com a curiosidade de ver o porquê de um partido verde, participei em convenções, tomei conhecimento dos temas em discussão e senti as preocupações do partido. Comecei a participar nas iniciativas de “Os Verdes” e achei que, sim, fazia sentido existir este partido, então, aceitei a ser candidata a uma Assembleia de Freguesia”, explicou. “E vou tentar motivar outras pessoas, sobretudo jovens, para as nossas preocupações ecológicas e sociais”, prometeu.

João Miguel Romba, que participou pela primeira vez na campanha eleitoral para a Assembleia de Freguesia da Moita, teve a oportunidade de “conviver com a diversidade de opiniões políticas”, sentindo-se gratificado por “participar no projecto ecologista do PEV”.

O presidente da Assembleia de Freguesia do Gaio-Rosário, João Daniel Apolónia, falou da sua experiência no órgão autárquico a que preside e aludiu à necessidade da construção de uma novas instalações para a Junta de Freguesia, cujo projecto já existe, a Câmara Municipal apoia, mas falta-lhe ainda o financiamento por parte da administração central.

Rui Lopo, vereador na Câmara Municipal do Barreiro, também presente, deu conta da experiência adquirida e do trabalho autárquico que desenvolve no município barreirense, e destacou a percepção que teve, durante a campanha eleitoral, da “interpretação que a CDU dá àquilo que é tipicamente a vontade da população, com um grande trabalho de auscultação, muito esforço e trabalho de base, de ouvir associações, instituições e munícipes”. Agora, “com maioria absoluta na Câmara a nossa responsabilidade é muito maior naquilo que é a execução e prossecução das nossas políticas”, reconhece. Da sua experiência enquanto vereador disse: “é um privilégio ter o pelouro da gestão urbana e planeamento, nesta fase crucial para o desenvolvimento do Barreiro, e integrar a administração dos transportes colectivos do Barreiro, espero poder dar contributos políticos e de cidadania, enquanto membro de “os Verdes” e participante na CDU”.

A encerrar, a deputada Heloísa Apolónia falou da eleição de dois deputados de “Os Verdes” e do funcionamento do grupo parlamentar do PEV, salientando a característica deste que é a sua ligação aos problemas reais do país, transportando-os para a Assembleia da República com conhecimento de causa. “Neste aspecto é muito importante perceber a diversidade nas nossas regiões e ao mesmo tempo a semelhança de problemas que existem nessa diversidade”, fez notar.
A deputada caracterizou o pluralismo partidário existente na Assembleia da República como a força e a consolidação da nossa democracia, ao contrário da bipolarização que os dois maiores partidos pretendem com as alterações à lei eleitoral, nomeadamente com a introdução dos círculos uninominais, para a eleição do Parlamento. Por outro lado – acrescentou a deputada –, apesar do grupo parlamentar de “Os Verdes” só ter dois deputados a sua acção é muito rica e mais vasta, contando com o trabalho dos diversos colaboradores e dos funcionários que os acompanham no dia-a-dia na Assembleia da República e contam ainda com os activistas e os eleitos de “Os Verdes” levantando problemas locais e solicitando a nossa presença, é isto que explica a riqueza e a intensidade do trabalho do nosso grupo parlamentar.

Situação social e política
Sobre a situação social e política, Heloísa Apolónia alertou para os ‘dias muito difíceis que aí vêm’. “Temos um Governo muito distanciado temporalmente dos problemas, já a crise estava anunciada e o Governo negava-a, chamando-nos alarmistas e ‘profetas da desgraça’, entretanto, a crise estava a enraizar-se e o Governo a dizer que já estávamos a sair da crise e que o pior já tinha passado. “O facto do Governo ser tão irrealista relativamente à realidade concreta do país leva a que não tome as medidas certas e eficazes no momento certo, foi assim com o Orçamento de Estado que já vai no segundo orçamento rectificado, foi assim com o desemprego, e em muitas outras situações”, afirmou.

Reduzidas expectativas para a Conferência de Copenhaga
Em termos ambientais, Heloísa Apolónia referiu-se à Conferência de Copenhaga com reduzidas expectativas – já foram maiores, disse – pois a nova expectativa que Obama veio criar em torno da limitação de gases com efeito de estufa, ficou em causa ao declarar que ‘não haverá possibilidades de gerar um acordo vinculativo em Copenhaga em relação a novas metas para as alterações climáticas’, tentando impor novos valores de referência, ao contrário da União Europeia que, nesta matéria, tem tido um papel importante na luta global contra as alterações climáticas.

Terminados os discursos, o convívio prosseguiu até às tantas e ouviu-se a magnífica voz de José Martins em conhecidas áreas, muito apreciadas pelos presentes.

Encontro do Partido Ecologista «Os Verdes» na Moita - PEV tem que se afirmar como “um partido de corpo inteiro” e “autónomo”


Na Assembleia de Freguesia do Gaio - Rosário há déficit democrático por omissão da oposição. Heloisa Apolónia, deputada eleita pelo Círculo Eleitoral de Setúbal, alertou para a “quebra das dinâmicas económicas, o aumento do desemprego, referindo que “o pior ainda não chegou”. “O Governo é irrealista em relação à realidade do país” – salientou a deputada de “Os Verdes”, acrescentando que – “Vêm aí tempos difíceis”. Rui Lopo, vereador da Câmara Municipal do Barreiro, salientou a grande capacidade de mobilização da CDU – “única no concelho do Barreiro, que os resultados eleitorais demonstraram”.

Na Moita realizou-se um Encontro do Partido Ecologista “Os Verdes” que juntou, num animado jantar com sabores africanos, militantes, simpatizantes, eleitos e candidatos em diversos órgãos autárquicos. O Encontro contou com a participação de Heloisa Apolónia, deputada eleita pelo Círculo Eleitoral de Setúbal e Luis Ferreira, deputado eleito pelo Círculo Eleitoral de Lisboa. Maria Martins, professora, referiu que este encontro era um “momento de partilha” porque a vida “é feita desta identidade e desta camaradagem”.

Pelo “fortalecimento do PEV”
João Miguel Romba, candidato na Assembleia de Freguesia da Moita, recordou que foi “por amor à minha terra” e pelo “fortalecimento do PEV” que aceitou ser candidato, nas últimas eleições autárquicas para a Assembleia de Freguesia da Moita. Sublinhou a forma como decorreu a campanha eleitoral e o respeito que encontrou no seio da CDU, “pelas forças que integram a coligação”.

Déficit democrático por omissão da oposição
João Daniel Apolónia, presidente da Assembleia de Freguesia do Gaio-Rosário, falando da actividade do órgão autárquico que preside, recordou que no último mandato os eleitos do Partido Socialista primaram pela ausência, “manifestando um total desrespeito pelo órgão autárquico”. Sublinhou que os eleitos da CDU, sendo a força maioritária da Assembleia, não abdicam de intervir com posições criticas e alertas, contribuindo para a valorização da vida das populações. João Apolónia, salientou se no actual mandato os eleitos do PS “continuarem com a mesma atitude” esse facto é negativo e significa “um déficit democrático por omissão da oposição”. O presidente da Assembleia de Freguesia do Rosário, referiu que a sede da Junta de Freguesia do Gaio-Rosário, “não tem condições” e que, apesar de já existir um projecto de edifício sede e apoio da Câmara Municipal da Moita – “o Poder Central não assume as suas responsabilidades”. João Apolónia a finalizar, referiu a necessidade de se “incentivar a participação das populações” na vida local.

Privilégio acompanhar as transformações que se vão registar no território
Rui Lopo, vereador da Câmara Municipal do Barreiro, expressou a sua satisfação por estar eleito e assumir a responsabilidade nas áreas do Planeamento e Gestão Urbanística e também na Gestão dos Transportes Urbanos. O autarca salientou que desta forma pode dar o seu contributo para a implementação de politicas que o PEV e a CDU defendem, no âmbito do ordenamento do território e na valorização da vida das cidades. Rui Lopo, referenciou a experiência que viveu na campanha eleitoral, salientando a grande capacidade de mobilização da CDU – “única no concelho do Barreiro, que os resultados eleitorais demonstraram”. Na sua intervenção salientou que a sociedade barreirense é “muita rica” e com um “grande sentido critico”. O autarca sublinhou que o concelho do Barreiro tem pela frente importantes desafios, quer devido á construção da Terceira Travessia do Tejo, quer pela proximidade do novo Aeroporto de Lisboa, assim como o projecto do Arco Ribeirinho Sul. “É um privilégio poder vir a acompanhar e observar as transformações que se vão registar no território, na terra que me viu nascer” – sublinhou o vereador da Câmara Municipal do Barreiro.

Um partido de corpo inteiro e autónomo
Jorge Taylor, membro da Junta de Freguesia de Alhos Vedros, referiu a importância do trabalho de “Os Verdes” na campanha eleitoral da CDU, e, acrescentou que existem razões para – “termos confiança” no trabalho realizado pela CDU. O autarca sublinhou que os candidatos do PEV devem trabalhar no sentido de exigir “mais e melhor segurança para as populações”; “mais e melhor saúde” e “mais e melhor educação”. “Cada um de nós tem que ser um agente de mudança e contribuir para a afirmação do PEV” – salientou João Taylor. Na sua intervenção referiu a necessidade do PEV se afirmar como “um partido de corpo inteiro” e “autónomo”. João Taylor, sublinhou que “Os Verdes” no seu programa de acção devem, entre outras matérias, ter como ideias força, lutar por “uma sociedade inclusa”, o “reforço dos transportes públicos e a exigência de compatibilização de horários entre operadores ”, a “soberania alimentar”, a defesa dos direitos das pessoas com deficiência, e, a defesa da água com um bem público.

Motivar mais jovens para que vivam as nossas preocupações
Marilu Goto, candidata do PEV, deu o seu testemunho, referindo as motivações que a levaram a tornar-se uma activista de “Os Verdes”. Recordando que “começou por ser uma curiosidade”, depois aceitou ser candidata a uma Assembleia de Freguesia. “Participei em Convenções do partido, senti as preocupações do partido” – referiu. Recordou que a sua participação na campanha eleitoral e a proximidade que se estabeleceu comas populações foi uma experiência enriquecedora. “Vou trabalhar e motivar mais jovens para que vivam as nossas preocupações” – sublinhou Marilu Goto.

Governo é irrealista em relação à realidade do país
A deputada Heloisa Apolónia, eleita pelo circulo eleitoral de Setúbal, encerrou este encontro do PEV, alertando para a importância do contacto com as populações ao nível local, como enriquecimento do exercício do trabalho partidário. A deputada alertou para as mudanças nas eleitorais que mais não visam que a bipolarização do sistema. Lamentou que a Conferência de Copenhaga não seja um contributo para os combate ás alterações climáticas. Heloisa Apolónia, alertou para a “quebra das dinâmicas económicas, o aumento do desemprego – “o pior ainda não chegou”. “O Governo é irrealista em relação à realidade do país” – salientou a deputada de “Os Verdes”, acrescentando que – “Vêm aí tempos difíceis”.

Novo nº da Contacto Verde


Já está disponível o novo nº da Contacto Verde
Decisões à margem dos cidadãos
Nesta edição da Contacto Verde, o destaque vai para o Tratado de Lisboa que agora entra em vigor e a União Europeia que assim está a ser construída.
Em entrevista, Helena Carmo, presidente da direcção do Movimento Nacional contra Alta Tensão em Zonas Habitadas, revela à Contacto Verde como surgiu o Movimento, os problemas sentidos por pessoas de várias regiões do país para os quais procura alertar e os seus principais objectivos actualmente.
No Em debate, aborda-se a iniciativa no Parlamento em torno da alta tensão e dos limites à exposição humana a campos electromagnéticos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Cimeira de Copenhaga – “Os Verdes” defendem que o clima deve assumir preocupação central.


Inicia-se hoje, em Copenhaga, a cimeira das Nações Unidas sobre o Clima. Apesar das muitas expectativas criadas em torno da mesma, mormente o falhanço que representou o cumprimento de Quioto pela parte de muitos Estados, como é, infelizmente, o caso de Portugal, que foram arrastando a sua inacção, negligentemente adiando o cumprimento dos compromissos assumidos ou mesmo a tomada de medidas para fazer regredir a mudança climática cada vez mais evidente. Já todos percebemos que Copenhaga não será o marco que o mundo necessita, não será o firmar de um novo acordo à escala global sobre o Clima para o período Pós-Quioto, mas sim mais uma etapa para queimar e voltar a adiar as medidas que se impõem com urgência.

Esta tem sido uma grande preocupação sempre presente na agenda do PEV que tem sido uma voz permanente denunciando que, se Portugal está hoje mais longe de conseguir reduzir os níveis de poluição para valores semelhantes aos de 1990, incluindo um acréscimo de 27 %, isso deve-se a uma grande falta de vontade política e a uma concepção do desenvolvimento insustentável e irracional do País que não tem perspectivado o futuro e muito menos o bem estar das populações.

Hoje pressente-se que a Cimeira de Copenhaga será uma frustração. Os grandes Países desenvolvidos não conseguiram dar o salto e encarar o problema do Dióxido de Carbono, dos Combustíveis Fósseis, em particular do Petróleo, e do Clima como uma questão de sobrevivência e de futuro. Será mais o assumir de tímidos passos e de quase inócuos compromissos. Convêm lembrar que um novo compromisso político juridicamente não vinculativo foi o que saiu da Conferência de Bali, há dois anos atrás! Sair da Cimeira de Copenhaga com novo compromisso político e nenhum Tratado Internacional é assumir que estes últimos dois anos foram tempo perdido, tempo precioso que não podemos dar ao luxo de perder…

“Os Verdes”, com base nas preocupações, alertas e dados da comunidade científica sobre o que é fundamental e inadiável fazer, que um compromisso lógico, realista e eficaz exigiria a redução, até 2020, em 40% dos Gases com Efeito de Estufa na Atmosfera, com base nos valores de referência de 1990 e em 80% até 2050. Só assim, e segundo os peritos do clima, se conseguirá evitar que a temperatura média do Planeta suba mais de 2ºC.

Ora pelo que já vimos que está em cima da mesa, teremos mais do mesmo, muitas boas intenções, pequenos passos e grandes discursos.
Portugal nestes anos e com diferentes Governos conseguiu não dar prioridade a esta questão e mesmo inverter a sua lógica. Se as subidas do preço do petróleo e o desmantelar do sector produtivo e industrial do País fizeram mais pela redução da nossa contribuição climática do que qualquer outra medida que algum Governo tenha implementado, elas não conseguiram definitivamente levar Portugal assumir só o aumento de 27 % de Gases com Efeito de Estufa, com referência a 1990, como contribuíram antes para uma maior dependência do nosso País do exterior.

O desmantelamento dos transportes públicos, o aumento abissal dos seus preços e a sua degradação, o aumento do recurso ao automóvel, muitas vezes por falta de alternativas, a desactivação de linhas ferroviárias, o aumento da importação de mercadorias e bens de consumo devido à destruição do aparelho produtivo nacional, foram opções políticas assumidas por sucessivos governos de Portugal que contribuíram para que neste momento estejamos muito longe de cumprir o Protocolo de Quioto sem ser pela via das penalizações através da compra de licenças de emissões ou com investimento em Países terceiros.

O Partido Ecologista “Os Verdes” irá associar-se, no próximo dia 12 de Dezembro, ao movimento internacional e a milhares de organizações, movimentos e partidos ecologistas, para protestar contra a falta de medidas e a urgência de se encarar as alterações climáticas como provavelmente o maior problema do Século e para que se chegue a um acordo duradoiro e realista nesta Cimeira de Copenhaga.


O Gabinete de Impressa de “Os Verdes”
Lisboa, 7 de Dezembro de 2009

A CAMINHAR E A PEDALAR POR UMA SOCIEDADE INCLUSA



Uma sociedade inclusa pressupõe compreender toda uma realidade simultaneamente complexa e presente em todos os grupos. Todavia a maior dificuldade, para alguns, surge quando têm de lidar com a diferença. A dificuldade que sentem quando deparam com situações desse tipo revela a fragilidade diante do convívio com a diferença. Por vezes, é o reflexo da falta de conhecimento, uma vez que perante o desconhecido o primeiro impulso é ficar de “pé atrás”, e na maior parte das vezes, rejeitar.
Assim, conhecer é o primeiro passo para se aceitar, ou não, as diferenças dos outros, ou seja, conhecer para aceitar.
A sociedade inclusa que defendemos é uma sociedade para todos, independentemente da origem étnica, de sexo, idade, religião, raça, cultura ou deficiência.
Uma sociedade inclusa que valorize a diversidade humana e fortaleça a aceitação das diferenças individuais. É com ela que se aprende a importância de pertencer, conviver e construir um mundo de oportunidades para todos. Na sociedade inclusa que preconizamos todos são cidadãos responsáveis pela qualidade de vida do semelhante, por mais diferente que ele seja, ou pareça ser.
Uma sociedade que não seja só aberta e alcançável a todos os grupos, mas que promova a participação; que acolha e aprecie a diversidade e que tenha como objectivo principal a oferta de oportunidades iguais para todos.
A sociedade inclusa que almejamos deve pautar-se pela promoção da igualdade, seja quanto ao género, quanto à nacionalidade, quanto à orientação sexual ou garantindo a não discriminação em caso de motivo agravado de saúde, como no caso do HIV Sida, seja, ainda, em função das condições económicas, erradicando as taxas que os bancos cobram às pessoas com contas bancárias menos recheadas.
É com este espírito de defesa de um Mundo para todos, de uma sociedade onde haja lugar, não só para os “sem”, sem abrigo, sem trabalho, sem papéis (imigrantes não legalizados), como também combater todas as formas de discriminação, incluindo de credo, por deficiência, ou ainda a pessoas idosas, que OS VERDES organizam, participam e combatem de forma activa e actuante na iniciativa “A Caminhar e a Pedalar Por uma Sociedade Inclusa” no dia 10 de Maio de 2009.
Nesta iniciativa, “Os Verdes”, pretendem chamar a atenção para as seguintes questões:

1. A falta de apoio aos mais velhos por parte da administração central, mostrando assim a injustiça das reformas reduzidas, das ajudas técnicas insuficientes, da informação escassa sobre as poucas possibilidades ainda oferecidas a quem tem tanto de experiência e de vida para dar à nossa sociedade, uma vez que o idoso é discriminado no ambiente familiar, no transporte colectivo, nos bancos, em pequenos ou grandes actos – o motorista que não pára no local indicado, o atendimento incorrecto ao nível da saúde, nas filas –, e a falta de políticas públicas que assegurem e garantam dignidade a essa faixa da população.

2. O actual Pacto Europeu sobre Imigração e Asilo – Pacto Sarkozy, que vem não só trazer perseguição para a maior parte dos imigrantes em situação irregular, sem papéis, como também agravar ainda mais a preocupação dos cidadãos estrangeiros e nacionais e potenciar a marginalidade e fomentar a xenofobia.

3. A nova Lei da Nacionalidade Portuguesa, apesar de prever a possibilidade do imigrante que esteja integrado no mercado de trabalho, poder regularizar a sua situação junto da segurança social e das finanças, e por essa via obter uma autorização de residência, atribui, no entanto, um grande poder discricionário, ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, levando a que muitos dos imigrantes, mesmo reunindo aqueles requisitos, não consigam, ainda assim, obter a respectiva autorizações de residência. Isto significa que, com este sistema, vamos continuar a ter muitos imigrantes ilegais o que, do ponto de vista social, mas não só, pode ser bastante nocivo para a nossa sociedade.

4. As barreiras arquitectónicas sociais ou de qualquer outra natureza, continuam a não fazer parte integrante dos planeamentos, o que dificulta imenso a vida das pessoas portadoras de deficiência ou mobilidade reduzida. Por isso, defendemos, não só, a promoção de um espaço para a diferença, como também, o alargamento do ensino especial.

5. As taxas que os bancos cobram às pessoas com contas bancárias reduzidas, são a nosso ver completamente imorais, sobretudo em período de crise, onde milhares de famílias se encontram completamente reféns dos seus empréstimos e os bancos continuam a engordar com os seus fabulosos lucros.

6. Pela igualdade de género e orientação sexual, neste contexto apresentamos na Assembleia da República um Projecto-lei a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, gorado, como é público pelo Partido Socialista.

Para "Os Verdes" a defesa de um mundo para todos, faz parte do nosso património genético de de que nos orgulhamos e procuramos honrar.
Artigo de opinião de Jorge Manuel Taylor, Dirigente Nacional do Partido Ecologista “Os Verdes”.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Afinal Os Embustes Políticos São Outros!


Apesar de não ser muito aprazível, tem acontecido habitualmente, em Portugal, que as promessas feitas por alguns projectos políticos, por alguns candidatos em campanha eleitoral ou, ainda, durante o mandato, não sejam cumpridas uma vez tomado o poder.

Com o actual primeiro-ministro José Sócrates acontece o mesmo, não só, com a promessa inversamente cumprida como dos 150 mil postos de trabalho não criados, o impedimento do referendo ao tratado europeu, o aumento das taxas moderadoras, a diminuição da comparticipação dos medicamentos, ou seja, o acesso à saúde cada vez mais caro, a par do encerramento de algumas unidades de saúde, só para citar alguns exemplos com seriedade.

Em qualquer dos casos, a responsabilidade foi sempre atirada para aquilo que convém, o que não justifica nada. Contudo, pior que a não execução das promessas feitas:
- É não falar a verdade para justificar o incumprimento das promessas feitas;
- É não responder as perguntas directas dos partidos políticos com legitimidade para o fazer;
- É reduzir os direitos conquistados com a Revolução do 25 de Abril;
- É o desemprego que continuará elevadíssimo e o crescimento económico que é revisto em baixa (reflexo de uma política económica que tem vindo a sacrificar cada vez mais os vencimentos das pessoas e como tal, não lhes tem dado margem para serem dinamizadores da economia e que tem abdicado de políticas que promovam o investimento público, factor determinante para motivar outros investimentos e criarem mais emprego);
- É a facilidade com que o Governo tem dado garantias e avais à banca, como aconteceu agora com os 500 milhões de euros para o BPP e já aconteceu com a nacionalização apenas dos prejuízos do BPN, e, ao mesmo tempo, a dificuldade que o mesmo Governo tem em atribuir garantias às micro, pequenas e médias empresas e apoios sustentáveis às famílias;
- É o descontentamento criado em torno da implementação do SIADAP – Sistema Integrado de Avaliação da Administração Pública e o verdadeiro drama da imposição de uma farsa proposta para avaliação dos professores;
- É o facto de no nosso País mais de 80% dos idosos sobreviverem com uma reforma abaixo do salário mínimo, o que é bastante significativo e demonstra bem o impacto que a pobreza tem junto dos idosos;
- É a decisão do Governo Português em se submeter às orientações da União Europeia quanto à política imigratória, privilegiando o sistema por quotas de emprego, que só contribui para o aumento da imigração ilegal.

Todos nós sabemos que o País está a atravessar uma séria crise, como as manifestações de 2008 demonstram:
- A manifestação de Outubro com 200.000 pessoas;
- A manifestação de Março com 100.000 professores;
- A manifestação de 28 de Março com 10.000 estudantes;
- A manifestação de 29 de Março com 3.000 idosos e reformados.

Todas estas manifestações, a par das injustiças sociais que crescem cada vez mais, são sinais bastante evidentes. Alertas vindos de diversos sectores. Alertas que não nos deixam indiferentes, o Governo governa contra o povo e o povo reclama outra governação. Afinal os embustes políticos são outros!

Nós sabemos que não há soluções milagrosas, mas também sabemos que a solução terá de passar forçosamente por uma melhor repartição da riqueza e a consequente diminuição do fosso entre os mais ricos e os mais pobres, um maior investimento no desenvolvimento regional e do mundo rural, contrariando o êxodo das populações do interior do País para os grandes centros urbanos. Terá de passar pela valorização e fomento da produção nacional e pela afirmação da nossa soberania alimentar.

Estas medidas, assumem-se hoje mais do que nunca, como instrumentos indispensáveis de combate à crise, que tendem sempre, infelizmente, para a generalidade dos cidadãos, a ser postas de lado por quem decide. Urge, pois, começar a pensar na mudança. Chega de embustes.
Artigo de opinião de Jorge Manuel Taylor, Dirigente Nacional do Partido Ecologista “Os Verdes”.

Desemprego


A Deputada Heloísa Apolónia participa na rubrica "Painel Parlamento" do Jornal Semmais (edição de 5 de Dezembro) e responde à seguinte pergunta:

Jornal Semmais - Os dados divulgados pelo Eurostat revelam que a actual taxa de desemprego em Portugal atingiu os 10,2 por cento. Que medidas de apoio às empresas são necessárias tomar de imediato?

Dep. Heloísa Apolónia - Os dados do desemprego são profundamente preocupantes e é inacreditável que o Governo continue a dizer que não esperava um desemprego tão elevado. É caso para perguntar se o Governo anda a dormir! Este irrealismo do Governo leva-o a não tomar medidas fundamentais ao apoio à nossa economia como a abolição do pagamento especial por conta ou o pagamento do IVA no acto de recebimento, de modo a criar maior liquidez às micro, pequenas e médias empresas(MPME), que geram o grosso do emprego em Portugal. A fixação de aumentos salariais e de pensões compatíveis com o aumento do poder de compra, de modo a gerar, no mercado interno, o escoamento de produtos e serviços das empresas é também fundamental para dinamizar a nossa economia e gerar mais postos de trabalho.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Intervenções de Heloísa Apolónia disponíveis no site do PEV


Consulte no site do Partido Ecologista "Os Verdes" as últimas intervenções da Deputada Heloísa Apolónia, eleita pelo círculo eleitoral de Setúbal, sobre os mais recentes números do desemprego, a violência doméstica e o orçamento rectificativo. Estas intervenções foram proferidas pela Deputada ecologista em plenário da Assembleia da República.