segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

"Os Verdes" saúdam acordo na Educação


O Partido Ecologista “Os Verdes” saúda o acordo a que foi possível chegar entre os principais sindicatos e organizações representativas dos docentes e o Ministério da Educação.

Este acordo, consagrando algumas das mais justas reivindicações que a classe docente, em defesa da escola pública e democrática de qualidade, encetou ao longo dos últimos anos vem, por um lado, demonstrar que um outro modelo, mais justo, era não só desejável como possível, mas também que uma outra postura de negociação séria e disponível era possível da parte do Governo.A perda da maioria absoluta do PS nas últimas eleições foi claramente determinante para que o Governo finalmente se dispusesse a sentar à mesa, em franco diálogo, respeitando os princípios mais basilares e salutares da negociação com os parceiros sociais que deve ocorrer num estado de direito democrático.“Os Verdes” esperam que, depois deste acordo, outros sejam possíveis noutras áreas em que a anterior maioria absoluta do PS tomou medidas igualmente injustas e que representaram retrocessos nos direitos sociais e laborais do povo português.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Orçamento de Estado para 2010


Na sua participação de hoje na rubrica "Painel Parlamento" do Jornal Semmais, sobre o Orçamento de Estado para 2010, a Deputada Heloísa Apolónia afirma que o documento será apenas um instrumento de continuidade em relação aos anteriores Orçamentos. Para Heloísa Apolónia, as opções políticas que têm sido traduzidas nos sucessivos Orçamentos não têm contribuído para a justiça fiscal (mantêm-se, por exemplo, brutais benefícios fiscais à banca), nem para a justiça social (por exemplo através de desvalorização do factor trabalho e do efectivo apoio às PME), nem para o combate às assimetrias regionais (com uma distribuição de um investimento público sempre aquém do necessário para alavancar o desenvolvimento). A Deputa ecologista afirma ainda que a continuidade será a palavra chave deste Orçamento, quando agora já se sabe que o Governo procura apoio para o OE junto das bancadas da direita parlamentar. E finaliza: "O PS está a mostrar a sua verdadeira face!"

“Os Verdes” questionam o Governo sobre o Movimento Associativo


O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que pede esclarecimentos ao Governo, através do Senhor Ministro da Presidência, sobre a aplicação do art.º 2.º da Lei 34/2003 que confere ao Movimento Associativo Português, o estatuto de parceiro social.

"O Grupo Parlamentar “Os Verdes” recebeu hoje em audiência a Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, a qual nos fez saber que dois dos seus dirigentes decidiram, à margem da Confederação, iniciar uma greve de fome no passado dia 5. De facto, o Presidente do Conselho Fiscal e um membro do Conselho Nacional da Confederação das Colectividades, encontram-se em greve de fome, desde as 18 horas do dia 5 de Janeiro, frente à Assembleia da República. Os membros da Direcção da Confederação das Colectividades, estão muito preocupados com a situação, porque confessam, não conseguem demover as pessoas em greve de fome, dos seus propósitos. As duas pessoas em greve de fome exigem do Governo a definição e aplicação da Lei 34/2003, de 22 de Agosto.

Considerando que a Lei 34/2003, confere ao Movimento Associativo Português, o estatuto de parceiro social e estabelece no seu artº. 2º , que “O Governo definirá, no prazo de 120 dias, após a entrada em vigor da presente lei, a representação e a extensão relativa à aplicação do estatuto de parceiro social”.

Solicito, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, a S. Exª O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, por forma a que o Sr. Ministro da Presidência, me possa prestar o seguinte esclarecimento:

Para quando prevê o Governo proceder ao estabelecido no artº. 2º da Lei 34/2003, de 22 de Agosto, no sentido de definir a representação e a extensão relativa à aplicação do estatuto de parceiro social ao Movimento Associativo Popular?"

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Setúbal: Autarquia investe 400 mil euros na requalificação urbana da zona da Fonte Nova



A Câmara de Setúbal vai iniciar este mês as obras de requalificação da zona da Fonte Nova, orçadas em cerca de 400 mil euros – anunciou quarta-feira a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira. “Vamos finalmente começar a fazer esta obra, que faz parte da candidatura ao QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) para a requalificação da zona ribeirinha e que vai requalificar o Largo da Fonte Nova, Largo da Palmeira, Travessa do Seixal e Rua Vasco da Gama”, disse a autarca setubalense. Maria das Dores Meira falava a cerca de uma centena de moradores na Fonte Nova na apresentação do projecto, que decorreu no salão do centro Paroquial Stella Maris, na freguesia da Anunciada. Em declarações à Lusa, a autarca salientou que, exceptuando os trabalhos de requalificação das escolas, é a primeira obra a arrancar no âmbito da candidatura ao QREN para a valorização e requalificação da zona ribeirinha, no montante global de 53 milhões de euros. Segundo Maria das Dores Meira, trata-se de uma intervenção que “abrange apenas a recuperação e instalação de mobiliário urbano, bem como a criação de zonas de estar e o levantamento do piso, para se mudarem canalizações e as infra-estruturas de saneamento básico”. O programa não contempla a requalificação de prédios degradados, mas a presidente da Câmara de Setúbal garantiu que a autarquia tem outras soluções para intervir neste domínio. “No Gabinete do Centro Histórico há um programa denominado ‘Há Cor na Baixa’, para facilitar requalificação de prédios degradados, que vamos tentar implementar junto dos proprietários dos imóveis”, disse. “Já fizemos algo nesse sentido, com a majoração do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis), em relação a prédios muito degradados, e com uma bonificação para aqueles que foram recuperados”, acrescentou Maria das Dores Meira. A presidente da Câmara de Setúbal reconheceu, no entanto, que estas medidas não têm sido suficientes. “Vamos continuar a contactar os proprietários para que procedam á recuperação dos prédios degradados ou, pelo menos, das fachadas dos mesmos”, disse.


Fonte: Lusa

Frente Ribeirinha do Barreiro recuperada até 2012


A Câmara do Barreiro avança este ano com a recuperação de cinco quilómetros da frente ribeirinha em Alburrica, num investimento de 11,2 milhões de euros.
O projecto de Regeneração Programada da Área Ribeirinha de Alburrica (Repara), que deve estar concluído até 2012, inclui a consolidação e reforço da estrutura de areal que protege o património edificado em Alburrica, ponta do Mexilhoeiro e zona norte. Para a zona da praia fluvial, de forma a reforçar a vocação turística, estão previstas instalações sanitárias e quiosques para actividades económicas e culturais. O programa, aprovado no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional, conta com mais de 40 acções, que englobam áreas como a reabilitação do território, tecido social e actividade económica de Alburrica e valorização de zonas como a Avenida de Bento Gonçalves, Rua de Miguel Pais e Barreiro antigo.
Para estes cinco quilómetros pretende-se a dinamização do turismo e do lazer, a sua inovação, sustentabilidade, competitividade e a criação de um cluster económico (produção de ostras), através do emprego, inclusão social e revitalização ambiental, explicou o vereador Rui Lopo, responsável pelo Planeamento e Gestão Urbana. As acções assentarão em oito grupos, que possibilitam a intervenção em Alburrica, na Rua de Miguel Pais, nas ligações com o Barreiro antigo, na Avenida de Bento Gonçalves e no Bico do Mexilhoeiro. A eficiência energética e a disseminação da intervenção estão entre os objectivos a alcançar.
Entre as primeiras obras estará a construção do emissário na Avenida de Bento Gonçalves, que levará as águas residuais para a nova ETAR, quase concluída. O presidente da autarquia, Carlos Humberto, disse que as obras de reabilitação da praia fluvial do Barreiro começarão nas próximas semanas. Os moinhos de vento e de maré que se encontram no areal serão igualmente recuperados.

Gravidade da Situação Económica e Social da Região do Oeste, Intervenção na Assembleia da República de José Luís Ferreira Deputado de "Os Verdes"


Começo por saudar o PSD, pela iniciativa de propor este agendamento, centrado na gravidade da situação social e económica da Região do Oeste.

Trata-se de facto de um debate de urgência, porque as graves consequências provocadas pelo recente temporal que varreu o País, e sobretudo a Região do Oeste, exigem também medidas urgentes.

De norte a sul do País o temporal deixou marcas visíveis, pessoas desalojadas, arvores arrancadas, escolas encerradas porque ficaram sem cobertura e ainda hoje a chuva e as areias das minas de Montesinho, inundaram ou estão a inundar a localidade do Portelo, em Bragança.

Nós podemos continuar a dizer que é do mau tempo, mas seria bom que reflectíssemos um pouco, e nos questionássemos para saber se a intervenção do homem no meio, não tem nada a ver com estes fenómenos que se repetem, cada vez com mais frequência.

As alterações climáticas continuam a não ser encaradas pelos Governos, com a seriedade com que deviam, como ficou visível na recente Conferência de Copenhaga.

No que diz respeito a Portugal, continuamos à espera que o Governo nos apresente a Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas.

Enquanto isso, vamos assistindo aos cenários desoladores com que fomos recentemente confrontados por todo o País.

E sobretudo na Região do Oeste, cujas consequências, ao nível económico e social, ganharam outra dimensão, ao ponto de serem objecto deste debate de urgência.

È verdade que o Governo foi rápido relativamente ao anuncio de compensações aos agricultores do Oeste, pelos estragos provocados pelos recentes temporais.

Mas só o anuncio, não chega, é insuficiente e, só por si, nada resolve. É necessário que as soluções surjam no terreno, também com a celeridade que a gravidade da situação exige e inquestionavelmente impõe.

O Governo anunciou um financiamento através do Programa PRODER, mas todos sabemos, o tempo que demora, no âmbito desse Programa a análise das candidaturas e os respectivos financiamentos. É uma verdadeira eternidade.

Seria bom que o Governo, não só assumisse datas concretas para o financiamento, ma também que aliviasse a carga burocrática que normalmente está associada ao PRODER.

Seria bom que o Governo exigisse também respostas céleres a certas empresas que prestam serviços públicos, que como se sabe, demoraram e demoraram, a dar resposta. Uma demora incompreensível, nos dias de hoje.

Seria assim de toda a utilidade que o Governo considerasse a possibilidade de criar um canal, ainda que com natureza excepcional, de forma a que as candidaturas provocadas pelas intempéries, no âmbito do PRODER, possam ficar aliviadas do excessivo peso burocrático que inevitavelmente está associado ao Programa de Desenvolvimento Rural.

A vida dos agricultores não pode continuar a depender exclusivamente do tempo é pois necessário que o Governo tome medidas com a celeridade com que as anunciou.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Barreiro vai ter praia fluvial


Investimento de 11,2 milhões de euros para cativar um milhão de banhistas por ano.

A praia fluvial do Barreiro deverá abrir ao público, completamente renovada, no prazo de três anos em Alburrica, nas margens do rio Tejo, com vista privilegiada sobre Lisboa. A intervenção vai começar nos próximos dias, traduzindo uma das prioridades da autêntica revolução que vai ser feita na zona ribeirinha da cidade, até 2012, que prevê atrair cerca de um milhão de pessoas por ano, após um investimento 11,2 milhões de euros.
O projecto elaborado pela Câmara do Barreiro para aquela praia ribeirinha do Tejo - que vem acumulando degradação e águas poluídas - prevê o tratamento do areal de Alburrica e Ponta do Mexilhoeiro, a par da recuperação das caldeiras e respectivas margens, com recurso ao tratamento dos lodos e outros sedimentos. Em 2010 a população vai notar medidas pontuais na praia, mas o sinal de verdadeiro avanço só se fará sentir no Verão do próximo ano, para que a conclusão seja assegurada em 2012, disse o presidente da câmara, Carlos Humberto.
E quanto à poluição do rio, o autarca referiu ao DN que a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) está praticamente concluída, pelo que em breve os esgotos do Barreiro e Moita "passam a ser devidamente tratados", o que garante a melhoria da qualidade da água para banhos naquela região do Tejo.
Para tentar tornar a zona mais apelativa, o projecto, que surge inserido na candidatura de Regeneração Programada da Área Ribeirinha de Alburrica (Repara), aprovada no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional, aponta ainda para a recuperação dos moinhos de vento e de maré que se encontram no areal, sendo que neste último vai ser criado um restaurante dirigido à degustação dos produtos regionais de Setúbal. Os bivalves produzidos no Barreiro terão lugar de destaque à mesa, existindo a particularidade de um dos objectivos deste plano passar pela criação de uma maternidade de ostras na zona que, nos próximos dias, vai começar a ser intervencionada.
Ainda assim, Carlos Humberto refere que a meta do plano da autarquia não preconiza a simples transformação deste local numa zona virada para a captação de grande fluxo turístico. "É antes uma requalificação que vai criar um espaço de lazer para a nossa população", diz, admitindo estar na calha uma obra que vai mudar a face do concelho. A intervenção da autarquia contempla um total de 40 acções, como a criação de percursos pedonais e cicláveis, também junto ao rio, além da requalificação da rua Miguel Pais - paralela à praia fluvial.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

"Os Verdes" tomam posição sobre proposta de referendo ao casamento entre pessoas do mesmo sexo


A Deputada Heloísa Apolónia fez hoje declarações à comunicação social a propósito da iniciativa da Plataforma Cidadania e Casamento que entregou hoje na Assembleia da República uma proposta de realização de referendo sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Pode ler-se abaixo a notícia publicada pela Agência Lusa com base nas declarações da Deputada ecologista.


Casamento homossexual: PEV a favor de propostas do Governo e BE e contra a do PSD

Lisboa, 05 Jan (Lusa) - O PEV anunciou hoje que vai votar a favor dos projectos do Governo e do BE para a consagração do casamento entre pessoas do mesmo sexo e contra o do PSD, no sentido de instituir uma união civil registada.

"Votaremos a favor de todos os projectos que consagrem o casamento entre pessoas do mesmo sexo e rejeitaremos os projectos que visam criar uma figura jurídica maquilhada no sentido de impedir esta igualdade", afirmou a deputada ecologista Heloísa Apolónia, referindo-se implicitamente à proposta dos sociais-democratas.

Sobre a Plataforma Cidadania e Casamento, que hoje entregou no Parlamento mais de 90 mil assinaturas defendendo a realização de um referendo sobre a matéria, a deputada do PEV considerou que o 'timing' escolhido "retira qualquer credibilidade" à iniciativa.

"Estamos perfeitamente convictos de que se não houvesse a maioria parlamentar que vai aceitar o casamento entre pessoas do mesmo sexo e consagrar definitivamente o fim desta discriminação do nosso ordenamento jurídico, esta proposta de referendo não tinha entrado na Assembleia da República", disse.

Para Heloísa Apolónia, "houve e continua a haver um debate profundíssimo sobre esta matéria" e "o posicionamento dos partidos políticos é absolutamente conhecido". "A próxima sexta-feira deve ser um marco em termos de igualdade no ordenamento jurídico português", defendeu.

A deputada do PEV disse esperar "que o PS tenha a seriedade de aprovar na generalidade todos os projectos que vão no sentido de consagrar o casamento entre pessoas do mesmo sexo". "Na especialidade haverá um debate onde entrarão todos os grupos parlamentares e encontraremos um texto comum que vá de encontro à vontade da maioria parlamentar", sustentou.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Barreiro: Apresentada Intervenção de Regeneração Programada da Área Ribeirinha de Alburrica

A Câmara do Barreiro apresentou hoje as 40 acções do programa da candidatura Regeneração Programada da Área Ribeirinha de Alburrica (REPARA), aprovada no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional e com a qual pretende recuperar esta zona. A candidatura, com um valor de cerca de 11,2 milhões de euros, sendo 3,2 financiados, tem como principais objectivos a dinamização turística, a criação de um cluster na área da aquacultura (ostras) e revitalização socioeconómica. “Este projecto surge integrado numa visão estratégica que já vem de trás, de ter um Barreiro ribeirinho, voltado para os rios Tejo e Coina”, disse o vereador Rui Lopo. No total estão programadas mais de 40 acções, que estão divididas em oito grupos territórios, que vão permitir intervir na zona de Alburrica, na rua Miguel Pais, na Avenida Bento Gonçalves e nas suas ligações com o Barreiro Velho, nos moinhos e no Bico do Mexilhoeiro. “Estas intervenções estão todas ligadas a três eixos essências, que são, a coesão social, a dinamização económica e a qualificação do território”, afirmou Rui Lopo. O presidente da autarquia, Carlos Humberto, destacou a importância dos protocolos e das parcerias para o sucesso da candidatura, considerando que esta intervenção é um “velho sonho” da população do Barreiro. “Todas as pessoas falam de Alburrica e é neste mandato que vamos ter a possibilidade de fazer uma intervenção profunda, mas que depois terá que ser continuada. A recuperação das zonas ribeirinhas pode ser um factor de atractividade e diversificação do concelho do Barreiro”, disse. Referiu ainda que a candidatura aprovada tem um prazo de execução de três anos, isto é, termina no final de 2012, e anunciou que a primeira acção no terreno será a construção do emissário na Avenida Bento Gonçalves, que vai levar as aguas residuais para a nova ETAR. “Esta intervenção vai estar no terreno nas próximas semanas e alertamos já para os constrangimentos que vai trazer à população”, referiu. A terminar, Carlos Humberto lembrou que o Barreiro, desde que é presidente, já conseguiu 26 candidaturas aprovadas a fundos comunitários, num total de cerca de 26 milhões de euros.

Fonte: Lusa

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

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