segunda-feira, 29 de setembro de 2014

TANTO BATE ATÉ QUE FURA, DIZ O POVO

TANTO BATE ATÉ QUE FURA, DIZ O POVO.<br>
Por Jorge Manuel Taylor<br>
MoitaÉ com alguma revolta que verificamos que quando os resíduos sólidos urbanos passaram a ser lucrativos a ganância aumentou e a corrida às privatizações a “galinha dos ovos de ouro” do Governo, também.

Tanto bate até que fura, diz o POVO. Nós continuaremos a bater para travar o resto que fica destes sucessivos governos.

O Governo continua na sua saga de entregar aos privados aquilo que é património de todos. Desta vez foi a EGF – Empresa Geral do Fomento, S.A. uma sub-holding do Grupo Águas de Portugal, responsável pela recolha, transporte, tratamento e valorização de resíduos, de forma ambientalmente correcta e economicamente sustentável, contribuindo assim para a melhoria da qualidade de vida e do ambiente. O Governo, altamente impopular e completamente isolado nesta sua decisão de vender a EGF ao consórcio liderado pela Mota Engil, com manifestações de desagrado de alguns e esgares de espanto de outros, contra a sua decisão, mostra-nos de novo a sua agenda ideológica.

Em cima da mesa está a aprovação pelo Conselho de Ministros de um diploma, que exclui os impedimentos legais à privatização da EGF e cria um regime jurídico da concessão, exploração e gestão, em regime de serviço público, a entidades privadas gestoras de sistemas multimunicipais de tratamento e de recolha selectiva de resíduos sólidos urbanos, que permitiu o processo de privatização polémico, sendo refutada por organizações de ambiente, trabalhadores, população em geral, bem como, fortemente contestada por municípios e alvo de várias providências cautelares.

A razão de fundo destas contestações, reporta-nos para a época da constituição dos sistemas multimunicipais para a gestão dos resíduos, com a participação dos municípios e da EGF, uma vez que foi a sua natureza pública que levou a que os municípios transferissem as suas obrigações legais nesta matéria para os referidos sistemas. Desta forma integraram os sistemas com uma empresa pública de capitais públicos, tendo-lhes sido imposto que detivessem 49% do capital e a EGF 51%, sendo esta a acionista maioritária. Caso se antevisse que a EGF deixaria de ser uma empresa pública para passar a ser privada, os municípios não teriam concordado com essa transferência e os sistemas multimunicipais não teriam sido constituídos.

Nesta senda, quando o Governo decide abrir um processo de privatização da EGF, está, sem dúvida nenhuma, a trair a confiança dos municípios. O que é profundamente lamentável.

Este desígnio desastroso faz-nos lembrar igualmente a intenção de se privatizar o sector da água.

Parece-nos oportuno fazer esta referência uma vez que, ambas as decisões de privatizar, “quer a intenção de privatizar, o sector da água, quer a venda da EGF, grupo estatal, que controlava a recolha, transporte, tratamento e valorização de resíduos sólidos urbanos”, se por um lado é um negócio ruinoso para o interesse público, por outro, este propósito é o fruto apetecido para o interesse privado, tendo em conta que a gestão de resíduos, bem assim da água é um monopólio natural, com isenção de riscos para os privados. A empresa que o detiver tem a garantia de lucros desmedidos.

Quer num caso quer noutro as autarquias já investiram significativamente. No que diz respeito ao sector da água, nas infraestruturas do abastecimento de água, e no que toca aos sistemas multimunicipais, avançou na cobertura dos serviços prestados, dos quais os privados vão beneficiar, sendo os investimentos que se seguem muito menos em relação aos que já foram suportados pelos municípios.

Investimentos, esses, que serão executados em função do lucro para os privados e não no âmbito dos municípios que têm como objectivo a satisfação das necessidades das populações.
As providências cautelares, entre outras formas de luta, para tentar travar o processo de privatização da EGF, apesar de até a presente data, não terem surtido efeito vão continuar a acontecer e as desvantagens e os perigos também não se esgotam por aqui, ora vejamos:
• Numa lógica do lucro máximo que tem sempre como medida a diminuição de custos, a indignidade desta privatização põe em causa postos de trabalho de todos os trabalhadores que operam nesta área, promovendo mais desemprego com reflexos negativos na qualidade do serviço prestado.
• Não menos desastroso é o desenhado sistema de tarifário que promove um aumento de tarifas onde a ERSAR – Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos, fixa os preços e as autarquias são obrigadas a cobrá-los, independentemente de concordarem ou não, colocando, também, neste caso concreto, em causa a autonomia do poder local.
• No que se refere à cooperação entre o Estado (através da EGF) e os Municípios tem permitido um avanço significativo no que toca a cobertura nacional de recolha e tratamento de resíduos, com indicadores que transmitem uma perspetiva de melhoria ao nível da qualidade e da eficiência, bem como de lucros consideráveis que representam mais de 60 milhões de euros. Como tal não pode o Governo justificar a venda da EGF ao Agrupamento Suma, empresa que é liderada pela Mota-Engil, por ineficiência ou falência do sistema.
Mas, se assim é, então qual é a verdadeira razão por trás deste processo de privatizações?
Aproveitar enquanto são governo para:
• Reduzir o estado ao mínimo
• Levar o povo português a ter acesso a serviços essenciais, pagando o serviço e o lucro das empresas
• Contribuir para que os grandes grupos económicos acumulem riqueza
• Submeter quer o sector da água, quer o sector dos resíduos sólidos urbanos á lógica de mercado.
É com alguma revolta que verificamos mais uma vez que as decisões se tomam não em função das necessidades das populações e do país, mas sim em função do que for mais rentável para os privados.

É com alguma revolta que verificamos que quando os resíduos sólidos urbanos passaram a ser lucrativos a ganância aumentou e a corrida às privatizações a “galinha dos ovos de ouro” do Governo, também.

Tanto bate até que fura, diz o POVO. Nós continuaremos a bater para travar o resto que fica destes sucessivos governos.

Jorge Manuel Taylor
*Dirigente do Partido Ecologista “Os Verdes”

O artigo pode ser consultado aqui 

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Cuidados de Saúde Hospitalares na Península de Setúbal

Apresentação do Projeto de Resolução de "Os Verdes" que recomenda ao Governo que garanta o direito aos cuidados de saúde hospitalares na península de Setúbal e salvaguarde o serviço nacional de saúde


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Manutenção e melhoria dos cuidados de saúde hospitalares na Península de Setúbal em discussão no Parlamento

Discute-se amanhã, dia 19 de setembro, na Assembleia da República, o Projeto de Resolução de “Os Verdes” que recomenda ao Governo que garanta o direito aos cuidados de saúde hospitalares na península de setúbal e que salvaguarde o serviço nacional de saúde. 
   
As unidades hospitalares da península de Setúbal têm revelado continuados riscos de rutura de serviços, pondo em causa o direito à saúde dos cidadãos. Faltam profissionais, falta material (mesmo material básico de higiene), faltam valências, faltam, portanto, condições de funcionamento e de garantia de qualidade dos serviços de saúde hospitalares.  
   
É urgente colocar um ponto final nestes constrangimentos e dificuldades que causam enorme transtorno aos utentes e que podem constituir um sério impedimento no acesso aos cuidados de saúde e é com esse objetivo que o PEV entrega a iniciativa legislativa em causa, que recomenda: a revogação da Portaria nº 82/2014, de 10 de abril, que inclui os Centros Hospitalares Barreiro/Montijo e de Setúbal no Grupo I e o Hospital Garcia de Orta no Grupo II, Garantir as valências e especialidades (eliminadas ou colocadas em risco pela referida portaria) nos hospitais em causa, a Contratação de profissionais de saúde em número adequado às necessidades locais, a construção do Hospital do concelho do Seixal.


O Grupo Parlamentar “Os Verdes”
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
(T: 213919 642 - F: 213 917 424 – TM: 917 462 769 -  imprensa.verdes@pev.parlamento.pt)
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Lisboa, 18 de setembro de 2014

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Cortes Salariais – da ilusão à realidade


É sempre importante não apagar a memória. Em 2011, ainda em campanha eleitoral, Passos Coelho garantia aos portugueses que o PSD tinha feito muito bem as contas e que, para reequilibrar o país, não seria necessário cortar salários aos portugueses. Porém, cortou salários e cortou muito! O Governo PSD/CDS garantiu, contudo, que os cortes seriam provisórios e que não se alargariam para além do período da Troika. Não cumpriu! O Governo violou o princípio da confiança na palavra dada!

Diz agora o Governo, e a maioria parlamentar PSD/CDS, que não se podem repor os salários de um dia para o outro, porque há metas de défice a cumprir e, por isso, há que prolongá-los para além de 2014, mesmo que em dose diferente (por 2015 ser ano de eleições!). Ora, e quando asseguraram aos portugueses que os cortes eram provisórios até 2014 não sabiam já disso? É claro que sabiam! Mas também sabiam que arranjariam tempo e um argumento qualquer para dar o dito por não dito.

Não sejamos ingénuos: fosse por que motivo fosse, com a direita os salários baixariam sempre, porque há uma razão ideológica que se sobrepõe a tudo o resto. A direita tem como modelo a construção de uma sociedade e de uma economia de baixos salários, que permita objetivos de concentração de riqueza naqueles que têm maior capacidade económica e a desvalorização social do fator trabalho. Está na sua génese!

Ocorre que os acentuados cortes salariais foram um dos fatores que bastante contribuíram para o estrangulamento do nosso mercado interno e, portanto, da nossa economia. Sempre que o Tribunal Constitucional declarou inconstitucionais certos cortes, obrigando, nos termos da CRP, a aliviar um pouco a austeridade, imediatamente a economia ganhou logo um pouco de fôlego. Prova, portanto, que a austeridade é a forma de estrangular economia e, consequentemente, de secar a criação de riqueza no país. E prova, de outro prisma, que a dinâmica económica é a forma mais eficaz de quebrar dívida e défice.

E o que parece que já chateia sobremaneira os portugueses, é perceber para onde, afinal, tem sido direcionado o dinheiro que nos tiram, dos cortes salariais e de pensões, ou da brutal carga fiscal: já chateia tanto dinheiro gasto em juros da dívida e esbanjado nas manigâncias bancárias, em BPN, em BES e outros que tal.

Este Governo não conseguirá fazer diferente. Em certos momentos trabalha para iludir, para no momento imediatamente a seguir dar a pancada que atormenta e deixa mazelas graves!

artigo da Deputada do PEV Heloísa Apolónia, publicado no Setúbal na Rede

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

“Os Verdes” solidários com a luta dos enfermeiros do Centro Hospitalar Barreiro/Montijo


O Colectivo Regional de Setúbal do Partido Ecologista “Os Verdes” está solidário e saúda a luta travada pelos enfermeiros do Centro Hospitalar Barreiro/Montijo, nomeadamente através da greve iniciada hoje, e que já conta, segundo informação do Sindicato dos Enfermeiros, com uma adesão quase total.

Esta ação de luta vem suceder às anteriores no Algarve e em Santarém, em que os enfermeiros reivindicam do atual Governo a abertura de concursos para reforço de profissionais de saúde no Serviço Nacional de Saúde. Os enfermeiros do Centro Hospitalar Barreiro/Montijo alertam também para a escassez de profissionais de enfermagem e o consequente aumento de horas de trabalho.

“Os Verdes” consideram as reivindicações destes profissionais justas, pois estão a defender os seus direitos, os direitos dos doentes e o próprio Sistema Nacional de Saúde. «Os Verdes» defendem ser urgente a contratação de mais enfermeiros, pois a atual situação de sobrecarga e exaustão a que estão sujeitos, é inadmissível e pode pôr em causa a sua segurança como também a qualidade dos cuidados prestados aos utentes.

“Os Verdes” consideram ainda lamentável que a degradação dos serviços públicos na saúde ocorra, entre outros fatores, pela falta de contratação de enfermeiros, quando atualmente existem profissionais desta área no desemprego e quando o país vê emigrar por ano 1 em cada 3 dos jovens enfermeiros que são formados nas nossas escolas.

“Os Verdes” afirmam a sua total solidariedade com a luta dos enfermeiros portugueses, e saúdam a ação de luta promovida hoje pelos enfermeiros do Centro Hospitalar Barreiro/Montijo, e pelo Sindicato de Enfermeiros Portugueses.

O Coletivo Regional de Setúbal de “Os Verdes”

Setúbal, 25 de Agosto de 2014

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Quando a fiscalidade verde é um pretexto para aumentar impostos e não para servir a sustentabilidade

Foi já apresentado o relatório preliminar da Comissão para a Reforma da Fiscalidade Verde. Importa avaliá-lo, mas não sem antes contextualizar essa avaliação, referindo que houve inúmeras propostas sobre fiscalidade ambiental, apresentados pelo PEV no parlamento, que quer o Governo quer a maioria PSD/CDS rejeitaram. Entre elas recordamos, só a título de exemplo, a dedução do passe social no IRS, a descida do IVA para as bicicletas, a consignação de uma parte do imposto sobre produtos petrolíferos para o investimento no transporte público, a reposição dos benefícios fiscais à aquisição de equipamentos para energias renováveis, redução do IVA para produtos com matéria reciclada.

No âmbito dessa contextualização, importa também relembrar que foi este Governo PSD/CDS que retirou os benefícios fiscais às empresas para se instalarem no interior do País, contribuindo assim para agravar uma das maiores causas de problemas ambientais, que se prende com as assimetrias regionais, com o despovoamento e a desertificação do interior do País.

Este historial, bem como o "brutal aumento de impostos", que de transitório já pouco tem, deixa-nos logo de pé atrás sobre as verdadeiras intenções do Governo em relação à fiscalidade que designa de ambiental.

A fiscalidade ambiental pode conhecer dois caminhos: um, procurando incentivar melhores comportamentos ambientais, incindindo, sobretudo, sobre os custos acrescidos que os cidadãos têm por procurarem melhores desempenhos e comportamentos ambientais; outro, aumentando as receitas para o Estado, incidindo, sobretudo, sobre a penalização de comportamentos menos sustentáveis. A proposta de fiscalidade ambiental, da Comissão criada, incide fundamentalmente sobre a ótica da penalização e da obtenção de receitas para o Estado em cerca de 160 milhões de euros (180 milhões de receita fiscal; 17 milhões de despesa fiscal). O que é proposto, portanto, é um agravamento do já brutal aumento de impostos com que este país se confronta. Não está, para além disso, minimamente provada a neutralidade fiscal que o Governo usa como forma de escamotear o aumento de impostos proposto.

Por outro lado, não se pode discutir uma proposta desta natureza, sem falar e apresentar, simultaneamente, um programa de sensibilização e de educação para os cidadãos. Começo a crer que muitos falam da sensibilização e da educação dos cidadãos para o ambiente, sem verdadeiramente acreditar nelas, porque nunca apostam na sua implementação. Quando falamos, por exemplo, da necessidade de redução de sacos de plástico ou da componente da reciclagem, a sensibilização é uma matéria fulcral e que pode dar frutos muito positivos, mas nisso o Governo nunca apostou.

Também não se pode falar desta proposta sem oferecer alternativas. Por exemplo, para retirar os carros das cidades, que é uma questão fundamental, é preciso um investimento sério na oferta de transporte que é feita aos cidadãos, para que estes possam optar e sintam vantagem em largar o automóvel individual para se dedicarem à utilização do transporte coletivo. Mas quando, por exemplo, os utentes da Fertagus não têm acesso ao passe social intermodal ou quando os utentes do Metro Sul do Tejo, para terem acesso a esse passe, têm de pagar uma taxa adicional, está tudo errado, na lógica do incentivo aos cidadãos para a utilização do transporte coletivo.

É também legítimo o receio de que a proposta, da dita fiscalidade verde, venha agravar desigualdades sociais. Ela está construída numa lógica de que quem tem dinheiro paga. O aumento do preço dos combustíveis e a taxa à entrada das cidades, independentemente da discussão sobre as propostas em concreto, tem justamente essa consequência: quem pode paga, e não pesará muito (e muitas grandes empresas reconhecer-se-ão nesta afirmação); quem não pode fica, naturalmente, enrascado (e muitas micro, pequenas e médias empresas perceberão esta afirmação).

Receamos que esta proposta de fiscalidade seja contraproducente ao nível de boas políticas ambientais, porque dá a sensação que o seu objetivo não é tanto uma alteração substancial dos padrões ambientais em Portugal, mas, sim, o de olhar para as contas públicas e pensar: "onde é que podemos ir sacar mais algum dinheiro? Ora, aqui está um setor importante e ao qual as pessoas, normalmente, são sensíveis. Então, vamos lá retirar mais algum dinheiro!…" Prova de que assim tem sido é, por exemplo, o projeto que os Verdes apresentaram na Assembleia da República, sobre a redução das embalagens, que visava justamente olhar para a lógica das imensas embalagens que existem no mercado, muitas absolutamente superficiais, que não têm nada a ver com a preservação da qualidade e das características dos produtos, para procurar regular o mercado no que respeita a essa matéria. O PSD, o PS e o CDS chumbaram esse projeto porque era ao mercado que se pedia responsabilidade ambiental, era do lado da oferta que se pretendia regular melhor desempenho ambiental.

O problema da lógica da direita é que só olham para o ambiente numa ótica de obtenção de receitas ou de criação de negócios para grandes empresas (como querem fazer com a privatização da EGF). E, a partir daí, tudo fica desvirtuado!

O nome "fiscalidade verde" é atrativo, mas o que importa é olhar o seu conteúdo e as suas consequências. Por isso, o PEV chamará o Ministro do Ambiente e a Ministra das Finanças ao parlamento quando forem retomados os trabalhos parlamentares.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

PEV quer saber qual a estratégia do Governo prevista para a EMEF


O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Economia, sobre a estratégia, para o futuro, da EMEF, Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário.  
   
PERGUNTA:  

A valorização do aparelho produtivo nacional é fundamental e determinante para a sustentabilidade e desenvolvimento do país. Verificando o que tem sido as politicas seguidas nos últimos anos na EMEF podemos questionar algumas das decisões tomadas.

O aluguer de material circulante a Espanha, quando existia solução interna segundo técnicos da CP, o adiamento da grande reparação dos Alfapendulares, pondo em perigo a segurança e alimentando o desgaste de material, a politica de gestão de stocks tem inviabilizado algumas reparações, por não cumprirem prazos, a não eletrificação de 30 metros de linha, nas oficinas do Barreiro, que leva a que o material circulante seja desviado para outros centros operacionais com o devido aumento de custos, a crescente externalização de serviços que leva ao abandono dos trabalhadores mais especializados, perdendo a empresa capacidade de resposta, o desmantelamento da unidade de desenvolvimento, entre outras.

Mas olhando para o potencial desta empresa e para o futuro que desejamos que seja melhor que estes últimos 3 anos gostaríamos de ver algumas preocupações esclarecidas. No plano estratégico dos transportes e infraestruturas (PETI) o Governo anuncia agora investimentos na rede ferroviária, quando nos últimos anos encerrou centenas de quilómetros. Para essa modernização a incorporação do maior número de empresas nacionais é fundamental e estratégico para o nosso interesse enquanto País.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exª a Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte pergunta, para que o Ministério da Economia possa prestar os seguintes esclarecimentos:
1 – Que estratégia tem o Governo para a EMEF?
2 - Vai o Governo proceder a despedimentos na EMEF?
3 – Porque ficou a EMEF só com 35% no negócio com a NOMAD, quando a mesma era cliente da EMEF?

O Grupo Parlamentar “Os Verdes”,
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
www.osverdes.pt
Lisboa, 5 de Junho de 2014

terça-feira, 20 de maio de 2014

Privatização da EGF é um erro que sairá caro ao país


A privatização da EGF (Empresa Geral de Fomento), que o Governo impõe na senda de privatização de tudo e de mais alguma coisa, é um erro que sairá muito caro ao país.

Quando foram constituídos os sistemas multimunicipais para a gestão dos resíduos, com a participação dos municípios e da EGF (da grupo Águas de Portugal), o pressuposto que levou a que os municípios transferissem as suas obrigações legais nesta matéria para os referidos sistemas, foi a sua natureza pública. Integraram os sistemas com uma empresa pública de capitais públicos, tendo-lhes na altura sido imposto que detivessem 49% do capital e a EGF 51% (ou até mais), sendo esta a acionista maioritária. Assim, quando o Governo decide e abre um processo de privatização da EGF, trai a confiança dos municípios portugueses! A traição é de tal ordem, que o Governo nem permite aos municípios interessados a aquisição da maioria do capital das empresas multimunicipais.

Trata-se de um enorme desrespeito pela autonomia do poder local: o setor dos resíduos foi alvo de grandes investimentos públicos nos últimos anos, que o Governo se prepara para oferecer de bandeja aos privados e, para além disso, preparou uma política tarifária onde a ERSAR (Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e de Resíduos) fixa os preços e as autarquias são obrigadas a cobrá-los, mesmo discordando deles e mesmo que prejudiquem grandemente as populações.

O setor dos resíduos constitui praticamente um monopólio natural, com grandes garantias de controlo, de lucro e de isenção de risco para os privados. Repare-se que a EGF integra 11 sistemas multimunicipais (ALGAR, AMARSUL, ERSUC, RESIESTRELA, RESINORTE, RESULIMA, SULDOURO, VALNOR, VALORIS, VALORMINHO, VALORSUL), servindo mais de 6 milhões de cidadãos. Controlar e gerir os resíduos produzidos por mais de 60% da população portuguesa é um poder muito significativo que o Governo quer passar para os privados. Estamos a falar de um setor estratégico, com uma relação direta na qualidade de vida das populações e na criação de bons padrões ambientais.

A cooperação entre o Estado (através da EGF) e as autarquias tem permitido um caminho continuado de avanço notório na cobertura nacional de recolha e tratamento de resíduos, com indicadores que transmitem uma perspetiva de melhoria ao nível da qualidade e da eficiência. Não pode, portanto, o Governo alegar ineficiência dos sistemas. Para além disso, a EGF tem tido lucros consideráveis: nos últimos 3 anos representaram mais de 60 Milhões de euros. Não pode, portanto, o Governo alegar a falência do sistema.

O que leva, então, o Governo a cometer um erro estratégico desta natureza? É mesmo uma razão ideológica, porque PSD e CDS querem aproveitar, enquanto são Governo, para:

- Reduzir o Estado ao mínimo;
- Ajudar os grandes grupos económicos a acumular riqueza;
- Submeter todos os setores à lógica do mercado;
- Levar os cidadãos a ter acesso a serviços essenciais, pagando o serviço e o lucro das empresas.

Para aplicarem aquela que é a sua ideologia, preparam, na área dos resíduos, vários passos todos tendentes à privatização do setor, como o PEV denunciou em tempo útil, com a Lei nº 35/2013, de 11 de junho, que alterou a Lei da delimitação dos setores; o DL nº 92/2013, de 11 de julho, que alterou o regime legal da gestão e exploração dos sistemas multimunicipais e municipais de água, efluentes e resíduos; e, agora, o DL nº 45/2014, de 20 de março, que aprova o processo de privatização da EGF. A seguir preparam-se para a privatização do setor da água!

A evidência do prejuízo que resulta da privatização da EGF é de tal ordem, que o Governo está isolado nessa intenção, tendo os autarcas, ambientalistas e trabalhadores contra a sua decisão.

A privatização da EGF é muito problemática, por tudo o que já ficou expresso, mas também porque a ânsia de obter lucro se poderá seriamente incompatibilizar com o objetivo de redução da produção de resíduos (de resto, o Governo aprovou o processo de privatização da EGF sem ter aprovado um novo PERSU – Plano Estratégico de Resíduos Sólidos Urbanos - com metas ambiciosas de redução, cobertura, recolha e tratamento de resíduos. Para além disso, determinará que as decisões de investimento e de cobertura se façam não em função das necessidades das populações e do país, mas sim em função do que for mais rentável para os privados, os quais, sempre na ânsia de reduzir os custos do trabalho, o mais certo é que venham a pôr em causa uma parte dos cerca de 2000 postos de trabalho e, com isso, também a qualidade do serviço prestado. De não menor importância é o praticamente certo aumento das tarifas para tornar ainda mais rentável o negócio para os privados, sempre em claro prejuízo das populações. Sempre em prejuízo das populações!...

artigo da Deputada do PEV, Heloísa Apolónia publicado no Setúbal na Rede

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Amanhã – 20 de Maio - Candidata do PEV nas listas da CDU, Susana Silva, em ações de campanha no Distrito de Setúbal

Susana Silva, candidata ecologista, nas listas da CDU, ao Parlamento Europeu, juntamente com outros ativistas de “Os Verdes” e da CDU, integra amanhã, dia 20 de Maio, no distrito de Setúbal – Baixa da Banheira, Seixal e Almada, as ações de campanha da CDU, de acordo com o seguinte programa: 
   
Programa  
   
20 de Maio – terça-feira – com a presença de Jerónimo de Sousa  
10.00h – Arruada na Baixa da Banheira (ponto de encontro junto ao Mercado da zona sul)  
12.30h – Almoço no Seixal, com trabalhadores da Câmara Municipal do Seixal (refeitório dos serviços sociais, Cucena, Seixal)  
16.00h – Contato com trabalhadores da Lisnave – com a presença do cabeça de lista da CDU, João Ferreira  
17.30h – Arruada em Almada (com início no SMAS e intervenção na praça do MFA)  

O Partido Ecologista “Os Verdes”
(T: 21 396 03 08/21 396 02 91; Fax: 21 396 04 24; Email: pev@osverdes.pt ou osverdes@gmail.com)
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes” - TM: 917 462 769
Lisboa, 19 de Maio de 2014